quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O CICLO DA FERIDA

O capitulo 30 de Provérbios começa falando das gerações de Agur. São mencionadas quatro gerações: Jaque, Agur, ltiel e Ucal.


OS ESTÁGIOS DA FERIDA
As feridas da alma são o habitat de demônios. Assim como Deus habita nos louvores, espíritos malignos habitam nas feridas.
As fortalezas espirituais da mente.
Elas servem de fortificações nas quais os demônios se abrigam e por intermédio delas nos atacam, aprisionando-nos com sentimentos, pensamentos e hábitos contrários à vontade de Deus.

Os quatro estágios concernentes à formação de feridas:

1.° Estágio: "Ha uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe" (Pv 30:11).

Esse e o processo de abertura da ferida. O jugo das rejeições familiares e as decepções com os modelos de autoridade mais significativos da vida.
Rejeiçāo se corresponde com rebelião, e ai abre-se uma ferida. Podemos equacionar da seguinte forma:
Rejeição-Perdão = Rebelião e, portanto, Rejeiçāo + Rebelião = Feridas.

2.° Estágio: "Hã uma geração que é pura aos seus olhos, e contudo nunca foi lavada da sua imundícia" (Pv 10.'12).
Esse é O processo de espiritualização da ferida. A sutil e sinistra capacidade de disfarçar a verdade intima em busca de reconhecimento. A dor do orgulho ferido implícita. .
A religiosidade, invariavelmente, não passa de uma maquiagem para encobrir áreas específicas de derrota. Isso só dificulta e retarda ainda mais o processo de cura.

3.° Estágio: "Ha uma geração cujos olhos são altivos, e cujas pálpebras são levantadas para cima" (Pv 30:13).

Esse e o processo de compensação da ferida. O processo infeccioso. A dor do orgulho ferido explicita.
Uma postura arrogante e competitiva que tenta contrabalançar a insegurança interna.
Feridas emocionais podem ser uma poderosa fonte de inspiração e trabalho, porem o espírito ê errado.

4° Estágio: `´Há uma geração cujos dentes são como espadas; e cujos queixais são como facas, para devorarem da terra os aflitos, e os necessitados dentre os Homens" (Pv 30:14).

Esse e o processo de propagação da ferida. O processo contagioso, Um espírito critico e agressivo que escraviza a forma de reagir. Aqui o ciclo se fecha, podendo perpetuar-se. A amargura ê potencialmente contagiosa. Com a mesma arma que fomos feridos, passamos a ferir outros.

AS QUATRO GERAÇÕES
Tendo compreendido o ciclo da ferida, vamos agora descrever melhor cada uma dessas quatro gerações através de uma seqüência estratégica que define o processo da maldição que prende uma geração, ou que também pode se estender indefinidamente ao longo da linhagem familiar.

1a Geração: Falhas na Paternidade e Rebelião

"Há uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe" (Pv 30.'11).
A ira dos pais abastecendo a rebelião dos filhos. lsso pode se tornar um ciclo interminável. Esse e o processo de abertura da ferida. Um convite a rebelião.

Esta primeira geração ê denunciada através da epidemia de famílias desintegradas. O que levaria um filho a amaldiçoar os pais?
Falhas na paternidade, ê obvio. "Pais, não provoqueis a ira vossos filhos...`` (Cl 3: 21). Tudo começa com o legado dos pais criando uma brecha na forma de pensar entre pais e filhos.

A brecha das gerações ê que os pais não falam a linguagem dos filhos e os filhos não querem mais ouvir os pais. Eles começam a fazer o oposto do que os pais querem e dos princípios que eles têm. Abandono, rejeição, correção injusta, desrespeito, desprezo, etc. constroem um perfil que vê a autoridade como ameaça.

O autor desta confusão de linguagem entre pais e filhos ê Moloque. Toda criança rejeitada e abandonada e recolhida Moloque. “Essa entidade coloca uma cunha entre as gerações, separando pais dos filhos, tirando-os do lar e fazendo-os filhos da rua: moleques”.
O efeito colateral  da rejeição ou ausência paterna ê a carência.

A carência emocional e explicada pela sanguessuga:

``A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e quatro nunca dizem basta. (Pv 30:15).
A carência afetiva distorce a personalidade, produzindo déficit emocional, baixa estima, ausência de frutificação e insatisfação crônica (Pv 30:16). Ela destrói a visão da vida.

2a geração: cegueira espiritual e religiosidade
"Ha uma geração que e pura aos seus olhos, e, contudo nunca foi lavada da sua imundícia " (Pv 30: 12)

O que faria uma pessoa que vive na imundície se achar pura? O que lhe proporcionaria tamanha cegueira? A resposta ê o espírito de religiosidade. Uma experiência genuína com Jesus pode rapidamente se deteriorar e transformar-se em mera religiosidade se a nossa motivação permanecer fundamentada em carências e feridas não tratadas. Esse ê o primeiro estágio da apostasia.

Esse processo e a espiritualização da ferida. Existem três posições comuns que as pessoas tomam em relação as suas feridas:

A primeira seria reconhecê-las e aceitar o tratamento. Se isso não acontece, sobram duas alternativas. A pessoa torna-se um espinheiro, "estopim curto". Algumas nem estopim têm, são verdadeiras minas: e só encostar que explode. São aquelas pessoas francamente problemáticas que todos tendem a evitar porque são feridas e ferinas. Não da para se aproximar muito delas. E, por fim, a pessoa pode tornar-se lustrosa, polidamente religiosa. Essa ê a opção mais sinistra, que descreve com mais precisão esta segunda geração.

Temos, portanto, um ciclo vicioso: a religiosidade nos empurra para a imoralidade e esta sendo compensada por um comportamento religioso. Esse tipo de ciclo normalmente acaba em escândalo.

A tendência ê compensar um déficit de amor com um credito de concupiscência. A religiosidade baseada em tradições humanas tem o poder de cauterizar a consciência e anular os mandamentos do Eterno.

A hipersensibilidade em relação as feridas causadas por falhas de paternidade nos deixa insensíveis e cegos em relação ao nosso real diagnostico espiritual.

"Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência da mãe, corvos do ribeiro os arrancarão e os pintãos da águia os comerão" (Pv 30:7 7).

O efeito colateral da religiosidade ê a justiça própria. Justiça própria e o maior inimigo do temor de Deus, deixando-nos insensíveis aos nossos pecados, fazendo-nos achar que estamos certos. Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente Sábio; por que te destruirias a ti mesmo? (Ec 7:16.)
Paradigmas errados que se baseiam na justiça própria têm o poder de destruir a nós e a nossos relacionamentos.

"O caminho da águia no céu; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; o caminho do homem com uma virgem" (Pv 30:79).

Este texto fala de coisas que não deixam rastros, o que define bem a justiça própria. E quando estamos cegos ou impotentes para mapear problemas e erros do passado e insensíveis em relação a pecados do presente. Essa revelação só vem quando buscamos ao Eterno com um Coração inteiro e humilde. Como o velho ditado diz: "O inconsciente esta na testa". Todo mundo vê, menos nos mesmos.

Temos uma geração muito grande que, apesar de estar dentro de igrejas, ainda esta cega em relação aos próprios pecados, e ainda assim, se achando a melhor. Mesmo na pratica de pecados como superioridade, critica, preconceito, intelectualismo, prepotência, etc., pessoas se acham uma bênção. Por baixo dessa casca de religiosidade existem muitas feridas que ainda não foram verdadeiramente remediadas.
Muitas pessoas vencidas pela religiosidade e imoralidade estão ministrando dentro das igrejas em pecado.

São púlpitos contaminados que estão debaixo da maldição desta segunda geração:

"Tal é o caminho da mulher adultera: ela come, e limpa a sua boca, e diz. ' Não cometi maldade" (Pv 30.'20).

3a geração: orgulho e competição
“Há uma geração cujos olhos são altivos, e cujas pálpebras são levantadas para cima” (Pv 30:13).

Esta geração está refletida na epidemia de igrejas divididas. Cada qual começa a pensar que é predileto, superior, dono do mover de Deus, senhor de toda a verdade, salvador do mundo, detentor de uma doutrina perfeita. Relacionamentos começam a ser potencialmente destruídos.

Grandes resultados muitas vezes despertam orgulho e superioridade nas pessoas imaturas.
Desencadeiam um processo de fragmentação. Aquela igreja já é a divisão da divisão de uma outra igreja que também se dividiu.

Superioridade é apenas o outro lado da inferioridade. Inferioridade e superioridade são os dois extremos da mesma vara. Essa é a lei da compensação. Soberba nada mais é que a Casca de uma ferida. Onde existem feridas normalmente vai se manifestar a auto-afirmação e a soberba. Do orgulho vêm muitas decepções. ciladas, quedas e escândalos. Essa é uma lei que não será quebrada:

``A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda “(Pv 16:18).

O efeito colateral da competição é divisão: Outras denominações são vistas como concorrentes. O Reino de Deus é fragmentado. Não há descanso. Além de muitos relacionamentos quebrados, entra o estresse os colapsos nervosos e muitos outros males emocionais.

Eclesiasticamente, isso traz uma terrível desorganização para o Corpo de Cristo. Posições passam a ser mais importantes que funções. O poder passa a ser mais importante que a autoridade. Personalidades carismáticas apagam a importância do caráter. E tudo isso vem do orgulho e a competição. Para isso, as pessoas certas são perseguidas e sacrificadas.
``Por três coisas se alvoroça a terra, e a quarta não a pode suportar: Pelo servo, quando reina,' e pelo tolo, coando anda farto de pão. Pela mulher aborrecida, quando se casa, e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora` (Pv 30:21-22).

Esse é o processo da compensação da ferida. Quando sacrificamos a submissão, sacrificamos nossa herança. Quando, por orgulho, sacrificamos país e tutores, vamos para um lugar de necessidade e orfandade, sofrendo perdas profundas no campo da identidade.

Precisamos começar pela humilhação e reconciliação.

"Mas todas as coisas provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação" ( 1 Co 5:18).

Chega de recalcitrar contra os aguilhões! O diabo conquista uma cidade através da divisão da Igreja e da inimizade e frieza entre pastores. A primeira tarefa do principado demoníaco sobre uma cidade é dividir os pastores. Quando as feridas estão sendo compensadas ao invés de curadas, fica fácil para os demônios.

Por que a unidade é tão difícil? Porque ela exige humildade.

Quando há reconciliação e unidade, a revelação de Deus vem e as pessoas são salvas. Todas as igrejas crescem. O que a unidade tem a ver com evangelismo e salvação de almas? Simplesmente tudo. Isto foi o que Jesus expressou na sua oração sacerdotal: ``...para que eles sejam perfeitos em unidade, afim de que o mundo conheça que tu me enviaste   " (Jo 17: 23).

4a geração: maledicência e rejeição

"Ha uma geração cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos, e os necessitados entre os homens" (Pv 30.'14).

Esse é o processo da propagação da ferida. Maledicência vem do orgulho traumatizado. O orgulho cresce através das·feridas e se manifesta pela maledicência.. As pessoas se tornam duras, críticas e sem misericórdia. A pessoa ferida desiste do amor e passa a ferir com a mesma arma que foi ferida. Esse é um terreno fértil para a liberação de maldições e demônios. .

Na cultura judaica, palavras não são apenas palavras, são também mensageiros: ‛'Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes o rei, nem tão pouco no mais interior da tua recamara amaldiçoes ao rico.' Porque as aves dos céus levariam a voz, e o que tem asas daria a noticia da palavra" (EC 10:20).
"Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" (Hb 12:15).

Um quadro de amargura crônica invariavelmente produz maledicência. A maledicência é o sintoma da maldição, da ferida, da dor. Maledicência é o elo da maldição que prende as gerações. A morte anda de palavras. A maledicência é o veículo da morte e a ferramenta demoníaca que faz uma maldição perpetuar-se.

Pessoas críticas estão freqüentemente amaldiçoando pelas costas. A maior arma do diabo é, nada mais, nada menos, a boca do crente. A Bíblia nos adverte: Se obraste loucamente, elevando-te, e se imaginaste o mal, põe a mão na boca. Porque o espremer do leite produz manteiga, e o espremer do nariz produz sangue, e o espremer da ira produz contenda. (Pv 30:32-33.)


OS MENSGEIROS DE SATANÁS

Respectivamente com relação às quatro gerações mencionadas anteriormente, vamos descortinar a identidade e a tarefa de algumas entidades demoníacas.

1. Moloque: ‛‛Não ofereceras a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo fogo; nem profanaras o nome de teu Deus. “Eu sou o Senhor” (Lv 18:21).

De alguma forma Moloque procura destruir o relacionamento entre país e filhos. Ele se alimenta do sangue dos filhos. Moloque, na Antiguidade, era um grande ídolo com o ventre cheio de brasas.
Um verdadeiro altar de sacrifícios humanos. Crianças eram lançadas pela sua garganta e queimadas vivas. Esse genocídio bárbaro continua sendo fisicamente praticado através do aborto. Deus evidencia sua repugnância ao relacionamento humano com essa entidade.
O fogo de Moloque, sua grande arma, é o abandono, o abuso e a rejeição. E o pai da orfandade. De alguma forma essa entidade tenta abortar o desenvolvimento emocional e espiritual das pessoas, privando-as de atingirem o propósito divino.

2. Espírito de religiosidade:... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus'‛ (lI Co 4:4).

Paulo denomina essa entidade de deus deste século. Sua principal tarefa é falsificar o caráter de Deus e os valores do seu reino, privando as pessoas da verdade. Cegueira espiritual e incredulidade são seus principais ardis.

Para cada tipo de pessoa e de embasamento cultural existe uma estratégia religiosa de engano que cega e abusa da sua voluntariedade

Por exemplo. Uma pessoa que perdeu um ente querido é abordada por um espírito incorporado em alguém que se apresenta como a pessoa falecida, contando situações particulares que são evidências convincentes. Essa pessoa escorrega facilmente para o espiritismo, vítima da própria sinceridade e de uma manipulação emocional. ignora a farsa, e muitos ficam anos e até mesmo décadas servindo aos demônios pensando que estão servindo a Deus.

Definimos religião como qualquer tipo de formalidade humana espiritual que não proporciona intimidade com Deus. A conseqüência sempre é um falso padrão de santidade no qual se baseia o orgulho espiritual.

O que faz tantos pensarem que estão espiritualmente certos quando estão errados? O que fez um homem como Saulo perseguir tenazmente a igreja primitiva com tanto zelo e sinceridade? O que fez os fariseus, que eram o grupo religioso mais zeloso e equilibrado da época, planejarem a morte do Messias que eles mesmos esperavam por séculos? Essas são questões que demonstram o poder demoníaco da religiosidade.

3. Baal-Zebube: Assim diz o Senhor: Porventura não há Deus em Israel, para que mandes consultar a BaaI­Zebube, deus de Ecrom? Portanto, da cama a que subiste não desceras, mas certamente morreras" (II Rs 1: 6)

Baal-Zebube significa o senhor das moscas. Ele era adorado em Ecrom como o produtor das moscas, por isso capaz de "proteger" o povo contra a peste. Moscas se alimentam de sangue e de lixo.
A tarefa de Baal-Zebube é adoecer a alma e parasitar feridas e pecados relacionados a falta de perdão. Essa entidade se nutre da amargura e do ressentimento das pessoas, fazendo deles a plataforma de onde e as recebem inspiração. Disso emerge um comportamento ativista baseado em competição e inveja.

Muitos lideres espirituais têm sido vítimas desse esquema, vestindo a capa de ``Baal-Zebube, compensando falhas morais e feridas internas através de um padrão externo de santidade e ativismo ministerial.

4. Espírito de morte: "Porque não há fidelidade na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades e sua garganta é um sepulcro aberto" (Sl 5.: 9).
Essa entidade se aloja na boca de pessoas feridas. Sua arma é a maledicência e a crítica. As flechas incandescentes dessa entidade são atiradas da própria boca das pessoas.

Se você passar a sua língua no céu da boca percebera a forma de um arco. A língua simboliza a flecha; o veneno ê a amargura do coração.

Fonte : Pr. Marcos Borges (Coty)
            Estudos sobre o assunto em artigos na net.
            Bíblia Sagrada.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

DEUS NÃO ESTA VENDO?

Quem nuca se perguntou o Eterno não está vendo tanta injustiça? Ele não vai fazer nada? Porque uns são punidos e outros não?

Vamos estudar um pouco sobre estas perguntas através do profeta Habacuque, e você vai entender que o culpado o Eterno não tem por inocente, e Ele não tarda para agir, mas através de sua misericórdia Ele tem um tempo para agir e leva em consideração o nível de entendimento de cada, individuo, raça e nação para executar sua justiça e após trazer sua paz seu Shalom.

O Livro do profeta Habacuque  é distinto dos demais escritos proféticos por assumir um tom mais filosófico e de diálogo com o Eterno. O tema deste diálogo filosófico se concentra em torno da justiça divina.


Os dias de Habacuque:

·         O caos ético e social que o texto de 1:2-4 (Habacuque 1: 2Questiona o profeta: Ó Yahweh, até quando clamarei por tua ajuda sem que tu me dês ouvidos? Até quando protestarei diante de ti: “Violência!” sem que tragas alguma salvação? 3Por que me fazes contemplar a injustiça de observar com clareza toda a maldade de campeia nessa terra? A destruição e a violência estão diante de mim; também há todo o tipo de contendas, discórdias, e o litígio é comum. 4 -Por este motivo a lei e o direito se enfraquecem e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam e extorquem os justos, e assim a justiça é pervertida!) apresenta combina com a decadência moral com os dias de reinado de Jeoaquim, conforme Jeremias denunciou.

·         A proximidade da realização dos eventos descritos em 1:6-11 (Habacuque 1: 6Eis que estou conduzindo os babilônios, essa nação cruel, impetuosa e violenta, que marcha sobre a largura da terra a fim de se apoderar de habitações que não lhes pertencem. 7É, pois, uma nação apavorante e temível, que faz justiça com as próprias mãos, e todo o seu juízo e leis vêm dela mesma. 8Os seus cavalos de guerra são mais rápidos que leopardos, e mais ariscos e ligeiros que lobos ao pôr-do-sol; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; eles vêm de muito longe; voam como a águia faminta que se apressa em devorar. 9Eles todos vêm determinados a massacrar. Suas hordas avançam como o vento do deserto, fazendo tantos prisioneiros como a areia da praia. 10Desprezam o poder dos reis, e se escarnecem de todos os governantes. Riem diante de qualquer cidade fortificada, pois costumam construir rampas de terra e por meio delas invadem todas as fortalezas. 11- Então passam com o ímpeto de uma ventania e seguem adiante; eles, porém, são homens carregados de culpa e condenação, porquanto têm como deus a sua própria arrogância e força!”), conforme a expressão “nos dias de vocês” no verso 5. O Eterno havia prometido a Josias que seu reinado não terminara com a invasão e cativeiro (2 Rs. 22:18-20). Talvez os oráculos de Habacuque se refiram aos últimos 20 anos de independência de Judá.

·         A ascensão da Babilônia como superpotência mundial no século VII a.C. acontece no período previsto em Habacuque, embora isso não sirva como prova irrefutável.

O verso 5 ainda nos ajuda a definir esse período, pois, tendo o Egito como aliado, Judá dificilmente acreditaria que seriam vencidos pela Babilônia; o que de fato aconteceu quando Nabucodonosor derrotou o faraó Neco em Carquêmis (Jeremias 46:2,6,10; II Reis 24:7).

Alguns argumentam que as denúncias de injustiça de Habacuque não se encaixam no período de governo do rei Josias (pai de Jeoaquim), uma vez que este recebe uma avaliação tão boa. Entretanto, a reforma que o rei Josias fez, abrangeu apenas a parte litúrgica da sociedade hebraica, sem atingir a parte social. Por isso a reclamação de Habacuque acerca da injustiça não se choca com os relatos do governo de Josias, embora tenha tido uma boa apreciação.

Além disso, os efeitos negativos dos cinquenta anos do reinado catastrófico de Manassés (avô de Josias) demorariam a desaparecer.

Habacuque baseou seus questionamentos em sua experiência com os eventos históricos de seu tempo. Tal qual Jeremias (Jr. 22:13-23), Habacuque também se indignou com a situação de injustiça, violência e opressão gritantes em Judá; por isso reclama para o Eterno pedindo o castigo para os maus e a defesa dos justos. A crise teológica de Habacuque começa justamente com o atraso do julgamento dos líderes injustos.

Habacuque fica espantado e confuso diante da revelação de Deus sobre a vinda dos babilônios como instrumento de Deus para o julgamento de Judá, ao invés de um discurso sobre a salvação ou livramento. O questionamento de Habacuque foi: poderia um Elohim justo e bom usar meios perversos para executar sua justiça? (Hc. 1:12-17).(Habacuque 1:12Ó Yahweh meu Elohim, Deus, meu Kâdôsh, Santo! Porventura não existes desde a eternidade? Tu jamais morrerás e nós te seguiremos! Mas, SENHOR, tu designaste justamente essa nação pagã para executar o teu juízo? Ó Tsûr, Rocha de Refúgio; tu decidiste estabelecer este povo para aplicar o castigo. 13Tu, cujos olhos são puros e imaculados, que não suportam ver o mal; que não podes tolerar a malignidade. Então, por que tens paciência com os perversos? Por que ficas em silêncio enquanto os ímpios devoram os que são mais justos que eles? 14Tornaste os homens como peixes do mar, como animais que não têm bom senso e a ninguém devem satisfação? 15O inimigo simplesmente os pega com anzóis, apanha a todos com sua rede e nela os arrasta para onde deseja; então comemora e exulta. 16Por este motivo ele oferece sacrifício à sua própria rede e queima incenso em sua honra, pois, rende graças à sua rede; vive em grande conforto e segurança, e ainda desfruta de boa e farta comida. 17Contudo, continuará ele esvaziando a sua rede, e destruindo sem piedade as nações?

Estrutura de Habacuque

O livro de Habacuque pode ser dividido em diálogos da seguinte maneira:
  • ·         Diálogo 1 – Habacuque questiona a justiça divina – 1:1-11
  • ·         Diálogo 2 – Habacuque questiona a coerência divina – 1:12 – 2:20
  • ·         Diálogo 3 – Habacuque louva a Elohim por suas intervenções na história – 3:1-19


O diálogo 1 começa com a reclamação de Habacuque a Elohim sobre as injustiças que estavam à sua volta, e porque os perversos não eram julgados. Judá ainda não havia sido julgada por sua impiedade, e o primeiro alvo da queixa de Habacuque não é o povo, mas com o Eterno (1:2-4). O Eterno então responde a Habacuque (1:5-11) dizendo que essa situação de opressão e injustiça não duraria muito tempo mais, pois, ainda nessa geração, os ímpios seriam castigados. O Eterno usaria a nação da Babilônia para aplicar o seu julgamento.

Até este momento, as nações vizinhas eram alvo do castigo divino, e a surpresa de Habacuque reside no fato de o Eterno Elohim escolher uma das nações mais agressivas daquele tempo para executar seu julgamento contra Judá. Em vez de anunciar o livramento e restauração em forma de promessa, o livramento e a salvação viriam por meio do ataque de uma nação inimiga. Aqui, Elohim não responde apenas ao profeta, mas a toda nação, conforme percebemos pelo emprego do plural.

O segundo diálogo propõe um problema lógico. Além de não resolver o problema da injustiça, as pessoas corretas seriam prejudicadas; e, ademais, um inimigo impiedoso seria vitorioso a despeito de ser castigado. Habacuque afirma a Elohim que essa medida de julgamento não se ajusta com o caráter santo de Elohim (1:12). Habacuque, embora soubesse das injustiças de Judá, achava que a perversidade dos babilônios era muito pior. Por isso se horroriza ao imaginar a destruição que os babilônios fariam em Judá. Habacuque os compara com um pescador inescrupuloso que pesca pelo simples prazer de matar os peixes. Outro problema de lógica levantado por Habacuque é em relação à soberania do Eterno, que não interviria para proteger o seu povo.

Habacuque não faz essa declaração de maneira leviana ou desrespeitosa, entretanto buscava sinceramente uma resposta. O Eterno responde que o julgamento se cumpriria e não procura defender sua justiça, mas afirma que o justo seria preservado (2:4). (Habacuque 2: 4Escreve, pois: Eis que o ímpio está cada vez mais arrogante; suas vontades não visam o bem; mas o justo viverá pela sua fé.)

No NT Paulo usa este versículo para ressaltar a fé do cristão, contudo, no contexto de Habacuque, indica a integridade na vida do servo de Elohim, mesmo que não consiga entender todo o processo. O Eterno prossegue em sua resposta apontando para a sua justiça, na qual o perverso é castigado.

Habacuque abre o terceiro diálogo expondo sua confiança no Eterno, que a seu tempo castigaria o ímpio; e apelou à sua misericórdia na execução do julgamento de Judá. A consciência do verdadeiro relacionamento com o Eterno produziu o salmo de louvor registrado em 3:3-15, que descreve os feitos poderosos de Elohim, não somente para julgar, mas também para livrar (3:13). (Habacuque 3:13Partiste para salvar a tua gente, para libertar o teu povo ungido. Esmagaste o líder da nação ímpia, despindo-lhe por completo da cabeça aos pés.

Habacuque recorre à história de Israel comprovando sua obra redentora contra os inimigos do seu povo, fazendo um contraponto literário com a ameaça babilônica no capítulo 1. O livro termina com a confiança de Habacuque na justiça do Eterno. Mesmo com tantas desgraças que viriam acontecer, a fé inabalável de Habacuque permitiu-lhe ter a alegria que não dependia mais das circunstâncias externas, mas do seu relacionamento verdadeiro com o Eterno.

Propósito e conteúdo

Habacuque trata sobre os seguintes temas principais:
  • ·         A justiça do Eterno ao lidar com as nações
  • ·         A confiança no Eterno a despeito das circunstâncias históricas
  • ·         O castigo de Judá por meio dos babilônios e o castigo da Babilônia
O império Assírio estava no domínio do Antigo Oriente Médio há mais de um século. Entretanto, começou a entrar em declínio, e Judá ainda não havia sido punida pela quebra de Aliança, conforme anúncio dos profetas. Esta foi a razão da queixa inicial de Habacuque. A resposta de Elohim revelou que os babilônios seriam o instrumento do julgamento de Elohim.

O problema, para Habacuque, estava na teodiceia, isto é, a justificação dos atos do Eterno quando a humanidade sofre. Em nenhum momento Habacuque questiona o merecimento da punição de Judá; mas, se preocupa com a vitória dos babilônios em detrimento da ruína de Judá. De certa forma pareceria que o Eterno estava aprovando os métodos genocidas da Babilônia. Como o Eterno, sendo justo, poderia permitir que uma nação perversa prosperasse?

O problema em Habacuque gira basicamente em torno do mesmo tema de Jó. No final do livro que narra seu drama, o Eterno aparece para mostrar que a finitude humana não consegue dar respostas para todas as questões da vida; mas, O Eterno Elohim de Israel está presente em todos os momentos de dúvidas e aflição pelos quais a humanidade passa. Em Habacuque, a teofania do capítulo três tem a mesma função. Muito embora Habacuque não tivesse todas as respostas, a presença do Eterno era suficiente para dar toda a confiança que o profeta precisava para aquele momento.

Contudo, em Habacuque, Elohim revelou algumas respostas que serviram como eixo do livro. A primeira delas está em 2:4-5 (4Escreve, pois: Eis que o ímpio está cada vez mais arrogante; suas vontades não visam o bem; mas o justo viverá pela sua fé. 5Em verdade, a riqueza e os prazeres são traiçoeiros; o ímpio é muito soberbo e jamais encontra descanso. Seu desejo impetuoso é como o próprio Sheol, a morte, nunca se satisfaz; apanha para si todas as nações e ajunta para seu domínio todos os povos.) e trata sobre a responsabilidade individual que não é descartada mesmo em caso de tempos sombrios. Nessas circunstâncias a confiança em Elohim torna-se mais difícil e a fidelidade do justo adquire destaque.

A segunda resposta, encontrada em 2:6-20, Elohim anuncia que castigaria os babilônios em virtude dos seus crimes contra a humanidade, mas ainda não havia chegado o momento. O fato dos babilônios serem o instrumento do Eterno para o julgamento de Judá não significava que o Eterno aprovasse seus métodos.

A certeza que Habacuque teve é que eles também seriam julgados, tanto por seus crimes de guerra, quanto pela impotência de seus deuses. O Habacuque entendeu naquele momento é que Elohim governava o mundo e sua história a partir do templo; por isso, em virtude de sua soberania, todos deveriam calar-se diante dele (2:20).

O agir de Deus com as nações

No Antigo Testamento, as ações boas e más de todas as nações são pesadas. Quando o lado com as ações más atinge um determinado limite o julgamento do Eterno é acionado. Cada geração contribui com as ações boas e más contrapostas umas às outras e retardam ou adiantam a execução do juízo do Eterno. O arrependimento era uma forma de se retardar o julgamento, como se as ações boas fossem somadas diminuindo o limite das ações más (Jn. 3:10; 2 Rs. 22:19-20). A nação voltaria a enfrentar o risco de julgamento somente se voltasse a realizar ações más. O texto de Jeremias 18:7-10 exemplifica esse tratamento que o Eterno dava às nações.

Além desse aspecto do “peso” das boas e más ações a misericórdia do Eterno tem um efeito mais prolongado do que seu castigo, de acordo com Deuteronômio 5:9-10. Outra característica do Eterno em seu agir com as nações é que sua misericórdia, aplicada sobre o lado das boas ações retarda o julgamento pelas más ações, entretanto o peso das más ações não é eliminado até que o castigo seja aplicado. O texto de Êxodo 32:34 mostra como este princípio de aplica. Elohim não puniu o povo naquele momento, por terem feito o bezerro de ouro em virtude de sua misericórdia. Contudo, chegaria a hora de serem punidos também por isso futuramente.

Ainda mais um princípio pode ser entendido. Os povos que contavam com a revelação do Eterno, tal qual os hebreus, eram punidos com mais severidade em detrimento daqueles que não conheciam acerca de sua revelação indicando que a tolerância do Eterno com os pagãos é maior. O Novo Testamento aplica esse princípio em Lucas 12: 48Contudo, aquele que não conhece a vontade do seu senhor, mas praticou o que era sujeito a castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais ainda será requerido. Jesus veio trazer fogo à terra 

Esse princípio pode ser aplicado a Judá. Embora os babilônios fossem realmente muito mais cruéis os israelitas deveriam ter sido mais obedientes em virtude da revelação da Lei e do aviso constante dos profetas sobre sua apostasia. Agora o momento da execução do castigo havia chegado.

Esse esquema só é atribuído às nações, não a indivíduos e não se trata de salvação. Por isso não há a preocupação de uma salvação baseada em boas obras.

A vida de fidelidade

O Eterno mostrara a Habacuque que, embora o castigo fosse severo, isso não seria o fim de Judá, mas haveria um remanescente preservado. O fundamento da preservação seria a fidelidade. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo usa o conceito de Habacuque 2:4 para fundamentar a doutrina da justificação pela fé. Paulo cria uma ponte entre ‘emûnâ, que significa fidelidade e pistis, fé.

Em Habacuque a fidelidade, ou o posicionamento correto diante das circunstâncias adversas foi percebido por Paulo como o elemento universal de salvação, expresso mais claramente por Paulo em Romanos 8.

Vamos explicar isso melhor vamos entender o que e realmente ter fe:

A palavra Emunah aparece na bíblia pela primeira vez em Habacuque, onde encontramos o seguinte texto:"Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé (emunah) viverá." Habacuque 2:4

Emunah deriva de outra palavra hebraica: "aman". É justamente essa palavra que encontramos em Genesis 15:6, onde lemos: "E creu (aman) Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça." Gênesis 15:6

Outro detalhe interessante é que do mesmo radical da palavra "aman" temos formadas as palavras "emet" e "amar". "Emet" é a palavra usada para "VERDADE" enquanto que "amar" é a palavra usada para "dizer", "falar" ou "proclamar".

Essas associações são interessantes e sugestivas.
Atualmente usamos a palavra "Fé" para indicar, na maioria das vezes, a confiança à práticas religiosas. Mas analisando melhor o contexto das Escrituras vamos aprender que "Fé" é muito mais que isso.

Vamos entender melhor isso nas palavras do escritor de Hebreus: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem." Hebreus 11:1

Segundo o escritor aos Hebreus a "Fé" é a "certeza", "convicção", "firmeza" de fatos que ainda se espera.

Isso pode parecer estranho porque a definição de "fato" é algo que tem um lugar definido no tempo e no espaço, portanto, em um primeiro momento, não parece lógico um "fato" que ainda não ocorreu.
Aqui temos uma importante definição sobre "Fé". A "Fé" é quando creditamos o peso de VERDADE a algo ou alguém, considerando as afirmações deste algo ou alguém como um "fato" indiscutível, independente deste fato ainda não ter acontecido, ou estar em um passado longínquo.

Assim, a "Fé" remove todas as dúvidas, e apesar de ser transcendente, não é irracional, pelo contrário, com o conhecimento essa "Fé" pode ser aumentada e aperfeiçoada. Por isso Paulo nos ensina:
"Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo." Romanos 10:17

Mas como a "Fé" pode ser o meio para alcançar a Salvação?
A bíblia não faz distinção entre "Fé" para salvação, ou "fé" para se alcançar uma cura, não existe isso nas Escrituras. Na Palavra de Elohim encontramos apenas "Fé", questão é que ao depositar Fé na Salvação apresentada pelas Escrituras temos por certo e plenamente verdadeiro as condições que envolvem o Evangelho.

Ao depositar "Fé" na Palavra do Eterno, estamos convictos de nossos pecados e culpas, e de nossa incapacidade de nos redimir com nosso Criador, estamos convictos do Amor de Elohim ao nos chamar ao arrependimento nos dando Seu Filho, e diante dessa convicção, que temos por "fato", ou "VERDADE ABSOLUTA", somos impelidos a viver com "FIDELIDADE" a tudo o que a Palavra nos exige, tanto em nossa conduta, como em nossas expectativas.

E é por isso que Jesus diz: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele." João 14:21
Aquele que deposita a "Fé" no Eterno não tem dificuldade alguma em procurar obedecer aos mandamentos e servir a Ele, pois a "Fé" leva à "FIDELIDADE". Não há nenhuma contradição quando se entende os fundamentos da FÉ.

O oposto disso é o Legalismo, que condiciona a Salvação através de práticas religiosas por força ou imposição, e não por fruto da Fé.

Também a "Fé" deve gerar uma "Esperança" firme e convicta, que nos norteia e consola.
Outro aspecto importante a ser destacado é a similaridade entre as palavras em hebraico "aman" e "amar" (crer e proclamar). Ambas possuem o mesmo radical, e encontramos o apóstolo ensinando:
"pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." Romanos 10:10.

Assim percebemos que a confissão e o testemunho são inerentes à Fé. Quando depositamos a Fé em nosso Elohim nos tornamos arautos de seus feitos. E nisso concorda o Messias quando diz:
"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca." Lucas 6:45

Portanto, se tem ouvido a Palavra de Elohim, busque aperfeiçoar em seu coração a "Fé" correta, que será a verdadeira balança em seu coração, para amar e aplicar em sua vida os princípios da Vontade do Eterno, expressa em seus mandamentos.

Vamos começar praticar a emunah: Marcos 12: 29Esclareceu Jesus: “O mais importante de todos os mandamentos é este: ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás, portanto, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força’. 31E o segundo é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não existe qualquer outro mandamento maior do que estes”. 

Conclusão: O Eterno esta o observando tudo e sua palavra não voltara para Ele vazia antes de realizar tudo que Ele determinou, algumas coisas vão acontecer na nossa nação e no mundo por questão de justiça e juízo do Eteno, mas sempre o Eterno vai contar com remanescentes fieis para restaurar aquilo que foi perdido, se tivermos emunah e assim perseverarmos na palavra e ensinamento de nosso Machia vamos alcançar a maior graça que alguém pode ter, shalom através da presença e da intimidade com o Eterno, mesmo que em meio ao caos.

Fique na Shalom de nosso Elohim.






Fonte de pesquisa:

·         Bíblia sagrada.
E     Estudos na Net
·         www.milhoranza.com