segunda-feira, 25 de abril de 2016

PATERNIDADE ESPIRITUAL.

Introdução


O ser humano precisa de uma referência paternal que lhe dê segurança. Por isso Jesus chamava a Deus de Pai.

(Mateus 6:9 - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;). Na igreja este mesmo problema tem sido reproduzido porque muitos novos convertidos não têm pais espirituais para ensinar em sua nova vida.

Mateus 28:18-20
18 - E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
19 - Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 - Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.



1 - O que é a Paternidade Espiritual?

Paternidade Espiritual é um princípio divino, que tem sido esquecido, mas Deus está novamente chamando a atenção da Sua Igreja para a importância deste princípio. A Bíblia nos mostra que sempre a bênçãos passaram de pai para filho. No Reino de Deus as coisas também funcionam assim: De Pai para filho. Nosso pai nos presta credibilidade, prova nossa linhagem, nossos direitos hereditários, mas sua paternidade nos passa características.



2 - O que nos impede de sermos Pais Espirituais?


A falta de relacionamento (intimidade) com Deus. O que gera filhos entre homens e mulheres é justamente o relacionamento (intimidade) que eles têm.


3 - Qual a importância da Paternidade Espiritual?

A paternidade por si só já é algo de sumo importância. Os problemas que enfrentamos hoje na sociedade com gravidez na adolescência, drogas, falta de instabilidade emocional, vícios, etc... é a grande ausência dos pais.

A ausência de Pais Espirituais tem causado grandes problemas para o Reino de Deus. Esta ausência gera cristãos imaturos, acorrentados por vícios e escravos do pecado. São como bebês que nascem, mas não têm ninguém para cuidar. O profeta Malaquias fala disso quando diz: “...para converter o coração dos pais aos filhos...(Ml 4:6)”. Existe hoje um clamor ecoando por Pais Espirituais.

A intenção de Deus é levantar Pais Espirituais para ajudar no crescimento desses filhos, para que eles causem um impacto nas famílias, na igreja e na sociedade. Essa restauração da harmonia entre pais e filhos, tanto naturais como espirituais, fará que possa ser transmitida a herança para as próximas gerações.


4- Exemplo de paternidade espiritual de Paulo

Até onde se sabe o apóstolo Paulo não se casou (I Coríntios 9.5) e provavelmente não teve filhos. Contudo tratava seus discípulos como se fossem seus filhos. Em suas cartas às igrejas que pastoreava, escrevia chamando-os de filhos, como por exemplo, às Igrejas em Roma como “filhos de Deus” (Romanos 8.16 e 19), em Corinto “como a filhos meus amados” (I Coríntios 4.14), na Galácia “porque vós sois filhos” (Gálatas 4.6) e em Éfeso “filhos amados” (Efésios 5.1).

A paternidade espiritual não é nada fácil, por isso Paulo diz que sofria mais de uma vez as dores de parto e seu objetivo era que Cristo fosse formado em seus discípulos. Ou seja, não os abandonaria ‘até’ que se tornassem parecidos com Jesus, o modelo do Pai celestial. Paulo é um grande exemplo de paternidade espiritual porque cuidava de seus discípulos.


4.1 - TIMÓTEO > Filho na Fé: I Timóteo 1.2 “a Timóteo, verdadeiro filho na fé, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Timóteo é o mais conhecido filho espiritual de Paulo. Com base no texto acima que usamos e expressão ‘filho na fé’. Paulo o conheceu em Listra sendo já “um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego” (Atos 16.1). A partir de então passa acompanhar Paulo nas viagens missionárias (Atos 17.14,15) principalmente na Ásia (Atos 19.22 e 20.4). Também chegou a ser preso por causa do evangelho como Paulo (Hebreus 13.23).

Escrevendo às igrejas, Paulo quase sempre cita a presença de Timóteo na abertura das cartas ou no encerramento, tornando um coautor junto com Paulo. Aos Coríntios, Paulo o indica para ser recebido “Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor” (I Coríntios 4.17) e devia ser bem recebido “porque trabalha na obra do Senhor, como também eu” (I Coríntios 16.10). Testemunha sobre ele que “conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai” (Filipenses 2.19-22). Era um representante de Paulo nas visitas às igrejas para trazer notícias para o apóstolo (Filipenses 2.19). Aos cristãos de Roma Paulo chama “Timóteo, meu cooperador” (Romanos 16.21). Através destas palavras percebemos que era algo notório a todos o tratamento de Paulo com Timóteo como pai e filho.

Nas cartas que escreveu a Timóteo, Paulo o chama de filho várias vezes ensinando-o “o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo” (I Timóteo 1.18), com muito carinho “ao amado filho Timóteo” (II Timóteo 1.2) e abençoando-o “tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus” (II Timóteo 2.1). O tratamento paternal de Paulo para Timóteo ensina muitos conselhos de um mestre a seu discípulo. Com Paulo aprendemos que devemos gerar filhos na fé através da pregação do evangelho e Timóteo nos ensina a desejar aprender sobre esta fé, sendo pessoas ensináveis. Um pai sempre deve estar pronto a ensinar e um filho pronto a aprender. Se você for filho na fé também será um pai espiritual!


4.2- TITO > Filho na Comunhão: Tito 1.4 “a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador”.

O que sabemos de Tito é que seria também um jovem pastor como Timóteo e assim como este era discípulo de Paulo. Tito viajava com Paulo (Gálatas 2.1) e quando este estava preso, Tito fazia as viagens representando Paulo até que foi enviado pelo apóstolo para a ilha de Creta (Tito 1.5) como pastor ou bispo como diz a tradição histórica¹. Sua origem era grega (Gálatas 2.3) e chegou a pregar na região da Dalmácia onde hoje é a Croácia (II Timóteo 4.10)

A comunhão entre Paulo e Tito era tão grande que Paulo lamente quando está ausente e o chama de ‘meu irmão Tito’ “não tive, contudo, tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito” (II Coríntios 2.13). Depois Paulo declara que “Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito” (II Coríntios 7.6). Paulo dizia que chegou a “a recomendar a Tito” (II Coríntios 8.6) sabendo que tinha “Tito a mesma solicitude por amor” (II Coríntios 8.16) falando para todos que “Tito, é meu companheiro e cooperador” (II Coríntios 8.23) e ainda o defendia o tempo todo perguntando “porventura, Tito vos explorou? Acaso, não temos andado no mesmo espírito? Não seguimos nas mesmas pisadas?” (II Coríntios 12.18). Na segunda carta aos Coríntios, Tito aparece várias vezes como um representante de Paulo sendo um personagem de destaque neste livro.

Parece que Tito era um jovem muito alegre porque Paulo fala várias vezes que “nos alegramos pelo contentamento de Tito, cujo espírito foi recreado por todos vós” (II Coríntios 7.13), chegando até mesma a ter “exaltação na presença de Tito” (II Coríntios 7.14). Além disso, Tito era um filho obediente a Paulo porque não aceitou a circuncisão pregada pelos judeus (Gálatas 2.3). Tito também é chamado de filho na fé, mas Paulo diz que tinham uma fé comum, ou seja, uma grande comunhão havia entre eles.

Com Paulo aprendemos que devemos ter comunhão com nossos discípulos e não nos sentir superior a eles de forma arrogante. Tito nos ensina que precisamos dar alegria para nossos líderes espirituais não levando apenas problemas, mas também os consolando em suas dificuldades. Viva em comunhão e alegria com seus filhos espirituais!



4.3- ONÉSIMO > Filho nas Algemas: Filemom 1.10 “sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas”.

Onésimo foi outro filho espiritual de Paulo que este conheceu quando já estava preso em Roma por causa do evangelho. Era natural de Colosso, por isso Paulo o enviou para lá com a missão de pregar e dar notícias sobre o apóstolo “vos envio Onésimo, o fiel e amado irmão, que é do vosso meio” (Colossenses 4.9). Onésimo era um escravo de um homem chamado Filemom que também era amigo de Paulo (Filemom 1.16) e fugiu por ter roubado de Filemom (Filemom 1.18). Converteu-se quando conheceu Paulo na prisão e assim que foi possível Paulo o mandou de volta para seu senhor com uma carta “ao amado Filemom, também nosso colaborador” (Filemom 1.1).

Ao falar do escravo Onésimo, Paulo testemunha sobre sua mudança de vida dizendo que “ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Filemom 1.11). O amor de Paulo por Onésimo era como de pai e filho dizendo que “envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração” (Filemom 1.12). Paulo não queria se afastar dele, mas “queria conservá-lo comigo” (Filemom 1.13) tendo tanta consideração que pede que “recebe-o, como se fosse a mim mesmo” (Filemom 1.17).

Paulo assume a paternidade de Onésimo e se dispõe a pagar suas dívidas se fosse preciso (Filemom 1.19) e pede ao seu dono que o receba de volta “não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo” (Filemom 1.16). Ainda na prisão Paulo gerou um filho e o preparou para enfrentar a vida assumindo seus erros e testemunhando sua mudança de vida.
Com este filho Paulo nos ensina que mesmo diante de dificuldades devemos gerar filhos espirituais, pois embora estivesse com mãos algemadas, tinha a boca livre para pregar. Onésimo é um exemplo de que sempre há esperança e nunca é tarde para recomeçar, além de que precisamos assumir e enfrentar nossos erros. Um pai encoraja o filho e este enfrenta com apoio do pai!



CONCLUSÃO: 

Estes três discípulos de Paulo que foram chamados de seus filhos nos ensinam muitas coisas. A Igreja cuidar daqueles que passam pelo novo nascimento, como crianças recém-nascidas que precisam primeiro de um leite espiritual (Hebreus 5.12,13). Paulo disse aos coríntios que “leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo” (I Coríntios 3.2). A desnutrição espiritual dos novos convertidos tem causado muitos abortos e órfãos espirituais que se tornam pessoas feridas, resistentes ao evangelho e rebeldes não aceitando serem filhos porque não tiveram pais. 

Certa vez ouvi que ‘o título mais importante para Deus é o de filho’, porque não importa o que a pessoa seja, quando se torna filho de Deus tudo pode ser mudado (João 1.12). Muitos líderes não conseguem gerar filhos porque não tiveram pais, mas Deus quer curar esta esterilidade espiritual e tratar com esta irresponsabilidade para que todos os seus filhos tenham como pais pessoas que os orientem em sua nova vida.
Quem nunca foi filho não saberá ser pai!


fontes: Bíblia sagrada.
            Artigos na internet.

sábado, 23 de abril de 2016

BATALHA ESPIRITUAL EM TRÊS NÍVEIS.


1 – Batalha espiritual em três níveis.


Vivemos num conflito espiritual sem tréguas. Satanás não tira férias, nem folga, nem finais de semana. Ele sempre está planejando contra nós, mesmo quando sofremos alguma perda. Ele não respeita o nosso luto ou sofrimento, É neste estágio de maior vulnerabilidade emocional e psicológica, que ele desfere seus golpes malignos. Satanás não conhece o que é uma luta limpa. Ele é mau, perverso e destruidor. Precisamos, portanto, conhecer os seus desígnios para que ele não leve vantagem sobre nós (2Corintios 2:10-11).

Em se tratando de guerra espiritual, muito se tem falado a respeito, mas ultimamente um conceito que tem sido acatado por vários segmentos do cristianismo é o defendido por estudiosos conceituados como Peter Wagner: o conceito de que a guerra espiritual acontece em três níveis:
  • Nível 1: Batalha a nível de solo (pessoa a pessoa – Mateus 10:1 – Atos 8:7)
  •  Nível 2: Batalha a nível de instituição (organização/organização – Atos 16:16-24 – Atos 19:32)
  • Nível 3: Batalha a nível estratégico (tomada de cidades: Efésios 6:12 – Apocalipse 12:7).

2- Os dois reinos

Quando o homem pecou no Jardim do Éden e entregou o direito legal dado por Deus sobre a terra, a satanás, ele passou uma procuração em branco para que o adversário se tornasse posseiro, através do engano, daquilo que pertence a Deus e foi entregue nas mãos do homem. O pecado dá direito legal a este posseiro, satanás e seus demônios.
Mt 11.12 - “desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.”

I Co 15.24 - “Então virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver destruído todo o domínio, e toda autoridade e todo o poder.”

Mt 12.28 - “Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.”
O reino de Deus só é implantado quando o reino do inferno é subjugado.


3 – A missão de resgate do ser humano

Gn 3.15 - “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

I Jo 3.8 - “ ... para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo.”

Lc 19.10 - “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”
A salvação do homem, ou o resgate do homem à sua condição inicial, passa obrigatoriamente pela destruição das obras do diabo.

Sem libertação não há salvação, todo homem para ser salvo tem que ser liberto por Jesus das garras do diabo.

A Luta é espiritual

Ef 6.12 - “Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”

Lc 4.18 - “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista ao cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”

Cl 1.13-14 - “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu Amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.”

Mt 16.18b - “...as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja.”

Lc 14.31-32 - “Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.”


4 – A nossa batalha é nas regiões celestes

Paulo define que é nas regiões celeste que se desenvolve esta guerra.
Vejamos:

O lugar onde Deus está:
Ef 1.3 - “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.”

O lugar onde Jesus, depois de ressuscitado está:
Ef 1.20 - “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestes.”

O lugar daqueles que aceitaram a Jesus como salvador, é o lugar da igreja:
Ef 2.4-6 - “Mas Deus sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e, estando mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos, e, juntamente, com ele, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”

O lugar dos principados e potestades do império das trevas:
Ef 6.12 - “Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”

Ef 6.18 - “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.”

Só há uma maneira para entrarmos nas regiões celestes para guerrearmos: é a oração. A oração é o combustível que move os anjos do Senhor. A oração move o braço de Deus em favor das pessoas pelas quais estamos intercedendo para serem salvas.


Exemplos bíblicos de guerra espiritual:

  • Daniel – Dn 10.1-3, 13
  • Jesus – Lc 4.1-2
  • Paulo – At 16.16-18 e 19.1-20
Os grandes avivamentos só acontecem como resultado das orações do povo de Deus.


5 – As nossas armas de guerra

a – Arma de defesa – O sangue de Jesus – Hb 9.18-22; Ex 12.23; I Jo 1.7

b – Arma de ataque – O nome de Jesus – Mc 16.17-18; Lc 10.19; Jo 14.14

c – Arma de apoio – Os anjos de Deus – Sl 34.7; Sl 91.11; Hb 1.13-14

d – Arma estratégica – Unção com óleo – Is 10.27; Mc 6.13; Tg 1.14

e – Armadura de Deus – Ef 6.13-17

 Vamos falar um pouco sobre a armadura de Deus, amados a armadura de Deus está ligada a um revestimento de Seu caráter de uma postura transformada por Ele, não confunda vestir a armadura de Deus com apenas uma oração profética, e necessária entender que não adianta orar e dizer que está vestindo a armadura de Deus se não viver uma vida que condiz com a palavra.
  •  Capacete da salvação – Para proteger a mente, onde está o livre arbítrio.   
  •  Couraça da justiça – feita com o sangue de Jesus, que nos justifica e protege as nossas emoções, não temos justiça própria, nossa justiça vem do Senhor.
  • Calçado com a preparação do Evangelho da Paz – tua presença tem que trazer paz em ambientes hostis - Is 52.7
  •   Escudo da Fé – em uma guerra a momentos difíceis, mas você tem que se recusar em aceitar a proposta do diabo, a dúvida. Sl 5.12; 7.10; 18.2; 18.30; 28.7; 84.11; 89.18; 91.4; 115.9
  •   Espada do Espírito – não adianta ter fé se você não conhece a palavra pois a fé vem em conhecer a palavra. Lc 4.1-13; Hb 4.12; Ap 1.16; Ap 19.15
  •   O cinto da verdade – sua vida tem que estar alinhada com a palavra do Senhor não pode viver uma mentira - Pv 6.16-19; Cl 3.9; Jo 8.44; Ef 4.25; Jo 8.44
Agora você está preparado para entrar em guerra que já tem um vencedor determinado: Jesus Cristo e você; e um perdedor definido: satanás e todo o seu inferno, mas entenda você está em guerra e teu adversário sabe como te destruir ele vai tentar a qualquer custo, fazer com que você abaixe a guarda de um espaço para ele atacar. Efésios 4:27 e não deis lugar (espaço) ao Diabo.

É aí que começa toda a guerra, com o propósito de Satanás de ser igual a Deus e, por isso, opõe se a tudo o que Deus faz ou o que se chama pelo Seu nome ( Mt 13: 24-30; Lc 22:3).


A Terra novo local de guerra.


Mapeamento Espiritual


Mapeamento Espiritual consiste em estudar a história do lugar onde deseja-se evangelizar e “discernir” a entidade espiritual que atua nesta determinada região.

Seria o estudo da história da região e das características econômicas, políticas, sociais e morais que lhe são próprias. Em seguida, faz-se uma identificação espiritual com o demônio que poderia lhe atribuir estas características.

1- Amarrar o Valente. (Marcos 3:27) - Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa.

2- Fazer declaração do poderio de Jesus aos poderes do mundo invisível. Declarar a sabedoria de Deus ao diabo e aos principados que estejam na vizinhança.

3- Profetizar que o deus deste século não irá cegar as mentes das pessoas.

4- Adoração, louvor, leitura da bíblia e brados de guerra devem sair noite após noite e coisas começarão a acontecer: Demônios serão expulsos, enfermos curados, e milhares de pessoas convertidas. Devemos revezar a direção de orações poderosas para exaltar ao Senhor e liberar a Sua bênção sobre os povos não alcançados no mundo.

5- Deixar de lutar contra nos mesmo, (reino dividido não subsiste, Lc 9:50, Lc 11:18) com discussão tolas enquanto milhares de almas são ceifadas todos os dias, por não ter Jesus.

6- Para fazer as coisas certas, nós precisamos do espírito de sabedoria e revelação e busca a união do corpo.

Mas entendemos pela palavra que, desde a queda do homem, o nosso Deus planejou o seu resgate:

Aquele que não se prepara é como o rei descrito por Jesus em Lucas

Precisamos conhecer os lugares desta batalha, e onde nos encontramos:

Ef 3.10 - “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais.”

Chave principal: “Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. ” Ef. 6.10



GUERRA ESPIRITUAL A NÍVEL SOLO

Este é o ministério de expulsão de demônios e após levar as pessoas a um entendido na palavra de como permanecer liberta. (Oséias 4:6) - O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; ...... (Oséias 4:14) - ....................; pois o povo que não tem entendimento será transtornado.

Observamos que duas coisas dificultam a libertação do homem quando ele não conhece a palavra isto traz destruição sobre sua vida, e quando ele conhece e não entende por falta de intimidade com o Espirito Santo.

(Mateus 10:1,17; Atos 8:7). O Novo Testamento nos apresenta vários casos de batalha espiritual em nível solo. Este nível é muito comum no Novo Testamento. É também a forma mais comum praticada pelos crentes, hoje em dia. Todos os “Ministérios de Libertação” ao redor do mundo estão envolvidos na Guerra Espiritual a Nível Solo. Muitos livros que estão à venda em livrarias evangélicas e que tratam da guerra espiritual envolvem basicamente a expulsão de demônios e libertação pessoal de pessoas, bem como curas físicas e emocionais e o evangelismo de maneira geral.



GUERRA ESPIRITUAL A NÍVEL DE OCULTISMO

Neste nível vamos lutar contra poderes demoníacos que são liberados através de feiticeiros, canalizadores da nova era, bruxos, feiticeiros, praticantes de forças ocultas, sacerdotes satanistas, adivinhos, etc. Podemos perceber que este nível de confronto espiritual é bem diferente do simples demonismo que enfrentamos no dia a dia, onde demônios atacam pessoas com alcoolismo, dores de cabeça e outros tipos de opressões. Um exemplo deste nível de Guerra Espiritual vamos encontrar em Atos 16:16-24. Neste nível de guerra espiritual vamos encontrar servos de Satanás tentando influenciar pessoas que exercem influência, tais como governantes, políticos, empresários, etc.
Vamos ver alguns dados que nos mostram como se tem dado este nível de guerra em nossos dias:
  • Temos notícias de que o número de bruxos registrados na Alemanha é maior do que o número de clérigos.
  • Um missionário evangélico na França anunciou que entre os franceses, há um maior número de enfermos que consultam os médicos feiticeiros do que os médicos profissionais.
  • Possivelmente, o movimento religioso de mais rápido crescimento na América do Norte seja a Nova Era.
  • · Em Portugal, um devoto católico pode escolher entre a penitência ou um despacho para purgar pecados e amansar demônios. Os padres também exercem com liberdade a função de bruxos.
  • Tudo isso nos faz ver que há um nível de Guerra Espiritual que está diretamente relacionado com as práticas do ocultismo.
  • Observe que podemos passar de um nível de guerra solo para um institucional dependendo da pessoa que estamos trabalhando, vamos observar na palavra:
(Atos 19:6) - E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. 7 - E estes eram, ao todo, uns doze homens. 8 - E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. 9 - Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. 10 - E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. (Batalha e nível solo)11 - E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. 12 - De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam. (Batalha e nível solo e Institucional).

O segundo nível de batalha espiritual é o nível oculto. Isso significa tratar com os poderes das trevas que são mais coordenados e organizados que um ou outro demônio que esteja afligindo certa pessoa numa certa hora. Podemos pensar nisso como bruxaria ou satanismo, a adivinhação, xamanismo, Nova Era, Maçonaria, Budismo Tibetano, ou outras práticas de ocultismo.

Éfeso, nos dias de Paulo, era um centro de magia. Conforme esta informação tirada do excelente livro de Clinton Arnold: Éfeso pode ser considerado o centro da magia no Império Romano.

Teria atraído os mais famosos mágicos, bem como outros que queriam aprender deles. Paulo ministrava aos mágicos em Éfeso com resultados extraordinários. Para ganhar esses poderosos a Cristo, devia ter havido inúmeros encontros de poder demonstrando claramente que o poder de Deus era maior que qualquer poder sobrenatural das trevas que os mágicos possuíam.

Lemos também que: também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinquenta mil denários. (At 19:19) Fazendo a pesquisa para meu comentário sobre Atos, Calcula-se a pilha de parafernália da magia queimada em cerca de quatro milhões de dólares.

Vamos observar melhor este capitulo de atos:

Atos 19:23 - E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.24 - Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices,25 - Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Senhores, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade;26 - E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos.27 - E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram.28 - E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios (Batalha a nível Institucional e estratégico). 29 - E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem.30 - E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos.

Antes de Paulo chegar, Diana tinha o controle da região de Éfeso. Os demônios que estavam debaixo de sua autoridade foram expulsos com meros lenços molhados de suor. Que confusão! Os mágicos começaram a abandonar o ofício e entrando no Reino de Jesus. O exército de Diana entrou em caos e começou a perder a sua autoridade em Éfeso. O poder de Diana estava sendo neutralizado de tal maneira que as pessoas comuns começaram a notar. Pararam de adorá-la. Por quê? Pararam de sacrificar a ela e comprar suas imagens. Isto porque um só homem, por dois anos a confrontou. Os que começaram a ter prejuízos financeiros incentivaram uma rebelião, encheram o Templo de Diana e por duas horas gritaram – Grande é Diana dos Efésios! At 19.34.

Antes dos plantadores de igrejas chegarem, Paulo enfraqueceu Diana. Não a arrancou de cena totalmente. Não a confrontou e nem entrou no seu templo em guerra espiritual. Diana perdeu muito do seu poder por causa da batalha espiritual agressiva de Paulo a nível solo e a nível oculto. O império das trevas é interligado e o que acontece em qualquer um desses três níveis afeta os outros níveis e toda a estrutura de satanás.


PASSOS PARA A BATALHA

1- Amarrar o Valente. (Marcos 3:27) - Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa.

2- Fazer declaração do poderio de Jesus aos poderes do mundo invisível. Declarar a sabedoria de Deus ao diabo e aos principados que estejam na vizinhança.

3- Profetizar que o deus deste século não irá cegar as mentes das pessoas.

4- Adoração, louvor, leitura da bíblia e brados de guerra devem sair noite após noite e coisas começarão a acontecer: Demônios serão expulsos, enfermos curados, e milhares de pessoas convertidas. Devemos revezar a direção de orações poderosas para exaltar ao Senhor e liberar a Sua bênção sobre os povos não alcançados no mundo.

5- A Igreja está passiva enquanto milhares morrem e vão para o inferno todos os dias.

6- Para fazer as coisas certas, nós precisamos do espírito de sabedoria e revelação.


ENTRANDO NA BATALHA (Diana A Rainha dos céus)

1- A Rainha dos céus é um espírito territorial. No Japão e na Turquia é conhecida com a deusa sol. No México como a Virgem de Guadalupe. No Nepal como Sagarmartha. Na cidade de Calcutá é conhecida como Cali, no Brasil Aparecida (Iemanjá)

2- Antes de fazermos batalha espiritual em qualquer nível, principalmente a nível estratégico, contra espíritos territoriais, é necessário REVELAÇÃO, SANTIFICAÇÃO, E HUMILHAÇÃO DIANTE DO SENHOR..

3- Jesus é superior a Diana, Iemanjá, Aparecida e a todos os espíritos territoriais, não importando o tempo de domínio deles sobre o território. Os exércitos de Deus, do mundo inteiro, estão sendo convocados a entrar nos mais altos níveis de guerra espiritual para instaurar o verdadeiro Governo que pertence ao Senhor de toda a Terra.



GUERRA ESPIRITUAL NÍVEL ESTRATÉGICO

Neste nível temos que contender com uma concentração ainda mais perigos de poder demoníaco: os espíritos territoriais (Efésios 612). Há uma forte probabilidade de Paulo estar se referindo a espíritos territoriais nesta passagem. Em Apocalipse 12 há uma clara exposição bíblica sobre guerra espiritual a nível estratégico. Neste nível vamos nos envolver com realidades muito diferentes das que nos relacionamo-nos outros níveis. Para uma visão mais abrangente da realidade da Batalha Espiritual a nível estratégico sugerimos a leitura dos livros de Frank Peretti “Este Mundo Tenebroso (vol. I e II).

1. A origem da batalha espiritual

Procurar saber a origem desta guerra cósmica leva-nos a indagar sobre a origem do mal. No entanto, não iremos nos deter neste assunto. Aqui, é necessário sabermos que existe uma origem para o mal e que esta, é identificada com o diabo.

De acordo com as Escrituras, o Diabo é o chefe da apostasia. Em Is 14:12, Satanás é identificado como sendo a Estrela da Manhã e Filho da Alva. Isso quer dizer que houve um tempo em que este ser angelical criado por Deus, rebelou-se contra o seu Criador (Ez 28:12-19), querendo ser igual a Ele e, consequentemente, foi expulso do céu juntamente com os seus seguidores (Mt 25:41; 12:24; Ef 2:2; Ap 12:7).

A administração e governo terrenos pertencem a Satanás. Isso deveu-se ao pecado de Adão. Ao primeiro homem foi dado administração e governo sobre a criação; no entanto, ele, quando pecou, entregou a autoridade ao diabo. Decorrente disto, o diabo tem controle sobre os governos, e Deus não interfere nisso, por questões éticas e legais. Satanás tem todo o direito legal de administrar o sistema terreno, através do homem. Deus romperia com a ética se interferisse nesse direito. Foi por isso que Jesus veio, para devolver o direito ao homem de governar. A partir de Jesus, portanto, temos a autoridade para governar.

O CORPO RECEBE ORDENS DA CABEÇA

Paulo lembra aos Efésios que Deus designou a Jesus como Cabeça de todas as coisas à igreja (Efésios 1:22-23).

Se crentes querem estar dentro da vontade de Deus em qualquer aspecto de suas vidas, eles têm que se submeter à Cabeça do corpo, Jesus Cristo. Isso aplica a indivíduos em particular, mas também a igreja em geral. Esse princípio se torna extremamente importante para batalha espiritual eficaz.

A analogia da cabeça e o do corpo é tão simples que me surpreende ao encontrar aqueles que não captam a ideia. Vamos fazer uma aplicação a partir do nosso corpo humano. Nós temos uma cabeça e nós temos corpo. A cabeça dirige o resto do corpo. O corpo faz a vontade da cabeça. Sem Jesus e impossível confrontar as trevas.

É importante ressaltar que a identificação dos principados e potestades de alta hierarquia espiritual, se dá pelo dom de discernimento de espíritos e por analisar as características da cidade, conhecendo a história da sua fundação, e o seu desenvolvimento.

FORMAÇÃO DO EXÉRCITO DE SATANÁS

A ordem hierárquica dos anjos caídos é:

1-Principados;
2-Potestades;
3-Dominadores;
4-Forças espirituais do mal.


1. PRINCIPADOS.

Estão em uma escala hierárquica superior, sujeitando as potestades, dominadores e as forças espirituais do mal ao seu comando. Principado é a tradução da palavra archon (singular de archas), e significa ‘aquele que foi instituído de autoridade’.

Um conceito que ajuda-nos a entender melhor sobre principado é dado por Linthicum: “Principado ou príncipe é a pessoa que, num momento específico, ocupa o trono. Pode ser prefeito de uma cidade, o presidente de um país, o diretor do conselho de uma instituição econômica. O ‘príncipe’, ou a autoridade de cada situação específica pode e irá mudar, mas o trono continuará pelo tempo que essa instituição permanecer” (Robert Linthicum em “Cidade de Deus, Cidade de Satanás”, Missão Editora, pp. 79).

Analisando o registro de Daniel 10, podemos perceber claramente a atuação deste grupo (principado). Vemos que Daniel permaneceu em oração durante vinte e um dias, até, então, receber a resposta de Deus. Esta demora ocorreu devido à interferência de um principado que rege a Pérsia; esse fato foi comunicado a Daniel por um anjo mensageiro do exército de Deus. “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia” (Dn.10:13).

O príncipe do reino da Pérsia guerreou contra aquele anjo mensageiro, na intenção de interceptar a mensagem enviada. Este é um principado do exército de Satanás que é encarregado em manter o povo aprisionado no pecado e comanda os demais anjos caídos.


2) POTESTADES.

É a tradução da palavra exousias, referem-se aos cargos ou funções de autoridade, não aos titulares dos mesmos. Exousias, portanto, pode referir-se aos agrupamentos demoníacos que compõem esses cargos. Estão abaixo dos principados. As potestades atuam no primeiro céu, isto é, em nosso mundo físico e agem especificamente em pontos estratégicos, onde existem forças de liderança, grupos de influência, seja na política ou em qualquer outra instituição, inclusive na religiosa. O seu objetivo é influenciar esses grupos em suas decisões, fortalecendo o mal e enfraquecendo tudo o que for de bom.

Vamos nos concentrar mais na atuação das potestades nas instituições religiosas, basicamente nas igrejas. Satanás sabe o poder da Igreja de Cristo nesta terra, e sabe que a unidade é um dos pontos mais fortes da igreja. “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). Um dos objetivos da potestade é o de criar contendas, divisão, quebrando, assim, a força da unidade. Esse grupo do exército de Satanás está atento a cada detalhe, cada brecha humana para lançar a sua semente de discórdia. Sua atuação é sutil, começa com sentimentos carnais que vão florescendo e sendo alimentados diariamente, quando permitidos, e, no fim, dividem líderes, igrejas, reinos, nações. Poderíamos ficar horas falando sobre as diversas sementes de discórdia, como inveja, soberba, divergência, ódio, maldizer; todo fruto da carne.

“Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Quero dizer com isso que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Está Cristo dividido?...” (I Co.1:11-13).

Começaram a surgir na igreja, em Corinto, facções entre seus dirigentes. Alguns passaram a considerar mais os seus líderes do que o próprio Evangelho. Paulo condena esta atitude que em nada edifica, pelo contrário, apenas gera divisão na igreja de Cristo. “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou...” (Fp.2:3-9). A palavra de Deus confirma que a origem do sentimento faccioso é demoníaca.

E temos isso evidenciado no livro de Tiago. “Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e DIABÓLICA. ” (Tg.3:14,15)


3) DOMINADORES.

É a tradução da palavra grega kosmokratoras e significa “forças espirituais que se manifestam no mundo”, no reino espiritual das trevas, em oposição ao Reino da Luz. Kosmos significa mundo e krator poder, força, majestade. Entendemos que estes são os “senhores deste mundo”, ou seja, demônios chefes que atuam em localidades. Tomando-se como exemplo a cidade de Éfeso, o kosmokratoras local desta cidade é a Grande Diana de Éfeso. Diana, ou Ártemis, era suprema sobre a cidade de Éfeso. Ela era a salvadora, senhora, rainha do cosmos e deusa dos céus, para aqueles que a invocavam.

Os dominadores também têm como função a possessão corpórea das pessoas. As pessoas possuídas passam a agir por controle daquela entidade espiritual em todas as áreas da sua vida, gerando assim conseqüências não só para a própria pessoa, mas também para os que se relacionam com ela. Eles expressam, então, os seus desejos malignos através da pessoa e geram, inclusive, determinadas enfermidades.

Temos na Bíblia citações de pessoas que possuíam aparentes enfermidades, mas que as mesmas, na verdade, eram causadas por possessão demoníaca. “E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se” (Lc.13:11). A Bíblia relata neste texto a história de uma mulher que estava enferma há dezoito anos, que já havia tentado de tudo, mas não ficava curada e Lucas, ao narrar o fato, diz que ela tinha um “espírito de enfermidade”. Mais adiante, o próprio Jesus dá a explicação daquela enfermidade e diz que era Satanás que estava gerando aquela enfermidade e a estava mantendo aprisionada. “E não convinha soltar desta prisão, no dia do sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos SATANÁS MANTINHA PRESA? ” (Lc.13:16).

Para não fugirmos muito de nosso assunto, uma vez que nosso objetivo aqui não é tratarmos de batalha espiritual, mas sim de anjos, importa apenas voltar a frisar que os dominadores têm como função precípua a possessão de corpos para, através deles, expressarem suas características, promovendo o mal e a destruição das almas.


4) FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL.

Esse grupo de anjos decaídos atua em forma de INDUÇÃO. Agem causando desânimo, levando as pessoas a tomarem atitudes erradas, acusando e, principalmente, gerando brechas para que os dominadores possam, então, começar a atuar.

Os dominadores precisam ter autorização para que possam possuir e oprimir as pessoas. São as forças espirituais do mal que têm a incumbência de fazer com que as pessoas deem esta permissão, através de algum ato. São aquelas vozes que muitas vezes ouvimos no interior de nossa mente querendo nos levar a praticar o que é contrário à vontade de Deus.

ATUAÇÃO DOS ANJOS CAÍDOS

Os anjos caídos, como serviçais de Satanás, estão empenhados em pôr obstáculos no caminho do cristão e provocar danos à vida espiritual e ao bem-estar do povo de Deus. Eles são seres astutos que:

1. Opõem-se aos propósitos de Deus (Zc. 3:1);

2. Afligem os servos de Deus (II Co. 12:7);

3. Armam ciladas aos servos de Deus (Ef. 6:11, 12);

4. Opõem-se às orações dos santos (Dn. 10:13);

5. Procuram destruir a Igreja (Mt. 16:18);

6. Impedem as pessoas de aceitarem o Evangelho (Lc. 8:12);

7. Disseminam doutrinas errôneas (Mt. 13:25);

8. Incitam a perseguição ao reino de Deus (Ap. 12:7).


Estratégias usadas pelo Apostolo Paulo.

A batalha espiritual de Paulo foi como a guerra aérea da estratégia militar moderna. Nenhum comandante responsável iria mandar tropas no solo se, não ganhasse primeiro a guerra aérea. Seria suicídio. É por isso que Paulo assegurou que Diana tinha sido enfraquecida antes dele enviar os implantadores de igrejas pela cidade de Éfeso e a província da Ásia Menor.

Verdadeiramente, Paulo não implantou pessoalmente as igrejas da Ásia Menor (sete das quais são mencionadas em Apocalipse 2 e 3). Ele treinou implantadores de igrejas na "escola de Tirano", um prédio que ele alugou, e os enviou como tropas no solo (veja Atos 19:9-10).


A queda de Diana quando Paulo deixou Éfeso

Diana tinha sido enfraquecida e espancada severamente. Mas ela não foi tirada de cena totalmente. Paulo não tinha confrontado ela no "tête-à-tête" nem entrado no seu templo em guerra espiritual a nível estratégico.

Os artífices acusaram-no de ter feito isto, mas eles não podiam provar as acusações no tribunal. Diana tinha perdido muito do seu poder por causa da batalha espiritual agressiva de Paulo a nível solo e a nível oculto. O império das trevas é interligado e o que acontece em qualquer um desses três níveis afeta os outros níveis e toda a estrutura de Satanás.

Apostolo João confronta Diana em batalha a nível estratégico.

Deus escolheu o apóstolo João para executar o assalto frontal. A história subsequente, não o livro de Atos, nos conta que alguns anos depois que Paulo deixou Éfeso, João mudou para lá para terminar sua carreira. Ramsay MacMullen, um historiador bem conhecido e professor na universidade de Yale, nos contam do ministério de João em Éfeso com detalhes muito interessantes na área de batalha espiritual a nível estratégico.

MacMullen, um especialista na história do Império Romano, escreveu um tratado escolar chamado A Cristianização do Império Romano dos anos 100 à 400. Nesse tratado, ele argumenta que o fator principal para a conversão do Império Romano ao cristianismo foi a expulsão de demônios. Ele dá muitos exemplos de batalha espiritual em seu livro.

Um desses exemplos é a história do apóstolo João e o seu confronto tête-à-tête com a Diana de Éfeso. MacMullen, citando fontes históricas, diz que João, em contraste de Paulo, entrou no templo da Diana para fazer guerra espiritual. Ele diz, no próprio templo da Diana, João orou: "Oh! Deus... em cujo nome todo ídolo e todo demônio e todo poder imundo foge; que o demônio desse lugar desse templo fuja ao Seu Nome...". Enquanto João estava dizendo isto, de repente, o altar da Diana rachou em muitos pedaços e a metade do templo caiu (página 26 do seu livro).

MacMullen continua dizendo que esse encontro de poder trouxe multidões dos efésios à fé em Cristo. Então ele comenta, como um historiador profissional na razão pela qual ele crê que isso, junto com outras coisas semelhantes na evangelização do Império Romano, deve ser aceito como historicamente válido.

Dentro de 50 anos depois desse evento, praticamente ninguém do Império Romano cultuava a Diana. Seu culto foi reduzido a uma sombra do que era antes de Paulo e João irem a Éfeso. E a cidade de Éfeso se tornou o centro do cristianismo mundial para os próximos 200 anos.


Éfeso hoje (Turquia)

A maioria dos turcos são muçulmanos, e têm uma lealdade à sua fé que vem de berço. Mas, o governo turco é secular e resiste às tentativas dos fundamentalistas islâmicos para impor o tipo de sociedade fechada visto em outras nações do Oriente médio. Turcos não são árabes, e não querem ser. Eles querem fazer parte da união europeia. Igrejas cristãs, escolas bíblicas, livrarias evangélicas e romarias religiosas são permitidas. Todos são livres para se converterem ao cristianismo se assim desejarem. Há mais ou menos 500 crentes nascidos de novo na Turquia hoje. É verdade que existem algumas leis que restringem os meios de evangelismo e proíbem a distribuição pública de literatura, mas essas leis se aplicam aos cristãos e não cristãos.


Maria, a mãe de Jesus em Éfeso

Quando o apóstolo João foi a Éfeso, ele levou Maria, a mãe de Jesus. Olhando da cruz, Jesus disse a Maria: "Mulher, eis o seu filho!" E, aí ele disse a João: "Eis a sua mãe!" E daquela hora em diante, o discípulo João tomou-a para sua casa (João 19:25-27). E o último lugar aonde ela foi vista foi em Éfeso. Depois de Paulo e João ministrarem em Éfeso, o culto à Diana mergulhou de vez. Éfeso se tornou o centro mundial de cristianismo. Daí em diante, a Rainha dos céus não teria mais uso da máscara da Diana. Mas, a sua tarefa de Satanás permaneceu: a cegar as pessoas e mantê-las em trevas espirituais. Então será que a Rainha dos céus começou a se perguntar: sendo que ela não foi bem-sucedida em impedir cristianismo de fora, que talvez fosse meio de impedir pessoas de serem salvas do lado de dentro? Mas como? Nessas alturas, a verdadeira Maria não estava mais viva. Seria possível fabricar uma falsa Maria dentro do cristianismo que podia ser capacitada pela Rainha dos céus para fazer milagres, e aparecer, e então atrair adoração em igrejas cristãs que deveria ser dada somente a Jesus? Assim, haveria uma maneira de transferir o poder que recebia uma vez pela Diana, à falsa Maria, aí mesmo na cidade de Éfeso.

Se as pessoas não podem adorar a Diana, vamos ver se podem adorar a falsa Maria! Usamos o termo "falsa Maria" para distinguir entre a Maria verdadeira, a mãe de Jesus. A Maria verdadeira é abençoada entre as mulheres como o anjo Gabriel declarou (Lucas 1:28). Nunca foi, e, nunca terá outra mulher igual. Porque Deus assim agraciou, também precisamos honrar a ela, mas jamais adora - lá.

Maria Mãe de Deus.

À medida que desenrola a história, o centro do cristianismo, com o tempo, foi de Éfeso para Roma e Constantinopla. Quando isto aconteceu, e quando o Império Romano foi declarado cristão pelo Imperador Constantino, a falsa Maria começou a tomar cada vez mais um lugar no centro da liturgia cristã e adoração. Isto progrediu a tal ponto que a igreja em Roma decidiu declarar oficialmente que a Maria era a "mãe de Deus."

Como isso devia ser feito? Por que não voltar para Éfeso? Em 431 d.C, um "concilio ecumênico" foi convocado em Éfeso. O concilio de Éfeso declarou que a Maria era Theotokos, a mãe de Deus. O dogma permanece em todas as igrejas romanas até hoje.

Adoração a ídolos em Éfeso

Em Éfeso, um santuário foi construído para hospedar a imagem da falsa Maria. Agora, embora haja pouquíssima adoração aberta no altar da Diana dos efésios, a imagem da Maria é adorada 365 dias por ano com velas, oferendas de flores as outras coisas. Devotos prostram, a honram, e oram para ela como se ela fosse transmitir suas orações para Jesus. Poucos pensam que a Rainha dos céus podia estar fazendo um curto circuito com estas orações. Peter Wagner conta que quando fez um tour no Vaticano em Roma há alguns anos atrás, tive dificuldade em compreender por que uma estátua da Diana dos efésios estaria situada numa sala do Vaticano com outras estátuas dos santos cristãos.

A rainha dos céus

É interessante que muitos retratos da virgem Maria a tem em pé, numa lua crescente, ou com uma lua crescente perto da cabeça. Outros têm uma coroa em sua cabeça, e, um dos títulos oficiais é a "Rainha dos céus".

Por exemplo, poucas pessoas sabem que o nome espanhol original da cidade de Los Angeles é "a cidade da Nossa Senhora Rainha dos Anjos."Alguns se referem a Los Angeles como "cidade dos anjos". Seria mais correto reconhecer que é a cidade da Rainha dos anjos conhecida como Rainha dos céus.

A extensão da falsa Maria, em relação a sua exaltação capacitada pela Rainha dos céus, fica a critério de cada um. Muitos, ficaram chocados no dia 25 de agosto de 1997, quando a revista "Newsweek" reportou que nos últimos quatro anos, o papa tem recebido 4.340.429 pedidos encorajando a ele declarar oficialmente que a virgem Maria é "co-redentora com Cristo". Quando o papa visitou Cuba em 1998, ele coroou a imagem da Virgem de Merced, declarando ela a Rainha da Cuba. Acontece que o mesmo ídolo é adorado pelos devotos de satanismo cubano, conhecido como Santería.

Se O Cabeça Jesus, está dizendo para o corpo, a Igreja, para vencer (nikao) e confrontar os poderes das trevas em guerra espiritual a nível estratégico explícito, o que deveria ser feito em relação a situação que acabo de descrever?

(Jeremias 7:18) - Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.

1- A Rainha dos céus é um espírito territorial. No Japão e na Turquia é conhecida como a deusa sol. No México como a Virgem de Guadalupe. No Nepal como Sagarmartha. Na cidade de Calcutá é conhecida como Cali, no Brasil Aparecida (Iemanjá)

2- Antes de fazermos batalha espiritual em qualquer nível, principalmente a nível estratégico, contra espíritos territoriais, é necessário REVELAÇÃO.

3- Jesus é superior a Diana, Iemanjá, Aparecida e a todos os espíritos territoriais, não importando o tempo de domínio deles sobre o território. Os exércitos de Deus, do mundo inteiro, estão sendo convocados a entrar nos mais altos níveis de guerra espiritual para instaurar o verdadeiro Governo que pertence ao Senhor de toda a Terra.


PASSOS PARA A BATALHA
  • Deus e a fonte de todo poder, nada se compara com nosso Deus.
  • Temos que aceitar a Cristo e viver em santidade.
  • Em Cristo Jesus, somos justificados e recebemos autoridade contra toda força do mal.
  • Não devemos fazer apologia a satanás dando a ele mais poder do que tem, ele e um ser limitado.
  • Não devemos menosprezar a astúcia de nosso inimigo.
  • Vigiar e orar, fugindo da aparência do mal.
  • Somos o corpo de Cristo nesta Terra temos que agir conforme o comando da cabeça Jesus.


BIBLIOGRAFIA:


Artigos de net

Bíblia Sagrada.

Livro Confrontando A Rainha dos Céus - C. Peter Wagner.

Livro de Clinton Arnold .

Livro de MacMullen




Artigo transcrito de bibliografias citadas acima pelo Ap. João Campos.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A OBRA DE UM APÓSTOLO E PROFETA.



A obra especial do apóstolo e profeta é a de lançar alicerces. Note, porém, que eles próprios são os fundamentos, e lançam os fundamentos (Ef 2:20-22). Jesus faz deles os fundamentos da sua cidade (Ap 21:14), e eles fazem de Jesus o fundamento de tudo que edificam (1 Co 3:11). Assim é em relação à igreja local; os presbíteros neste caso são as colunas sobre as quais a igreja é levantada, e eles introduzem Cristo nas vidas das ovelhas. Os pastores devem ser como Jesus, como pedras nas suas responsabilidades e dedicação, inamovíveis, e não continuamente mudando de direção, ou correndo de uma coisa a outra.

Quando Jesus falou a Pedro em Mt 16:15-18, em primeiro lugar ele se fez à pedra sobre a qual a vida de Pedro seria edificada, e depois disto ele fez de Pedro uma pedra de alicerce na igreja. Mais uma vez, tanto católicos quanto protestantes têm perdido o significado completo destes versículos. Aqueles porque edificaram tudo sobre Pedro, e estes porque não o usaram de maneira alguma nos seus alicerces. A igreja está edificada através de homens e sobre homens que têm uma revelação de quem é Jesus. Podemos ver a sabedoria infinita e a misericórdia de Deus em fazer assim.

Hoje a obra do apóstolo e profeta não é tão fácil de compreender, porque já existe uma igreja. Ou talvez poderíamos dizer que os materiais necessários para a edificação da igreja já foram ajuntados. É a diferença entre Ai e Betel na história de Abraão. Um foi um "monte de pedras", e outro foi "a casa de Deus" (Gn 13:3). Os homens têm empilhado seus convertidos sobre o alicerce errado; ao invés de edificar sobre fraternidade e revelação, eles têm construído sobre credos e doutrinas. Não fomos chamados para nos associar uns aos outros simplesmente porque aceitamos os mesmos ensinamentos; nosso ajuntamento (união) é em relação a Jesus. Devemos buscá-lo uns nos outros, e não procurar uma concordância mental da verdade. Devemos relacionar-nos aos outros porque nascemos na mesma família, compartilhamos da mesma vida e Espírito, com o mesmo Pai que nos constitui co-herdeiro de Cristo, o qual é o primogênito entre muitos filhos. Não há necessidade de nos membrarmos, nenhuma denominação tem autoridade final, nem há uma declaração final de fé. Somos ligados uns aos outros pelo Espírito por relacionamentos verdadeiros e duradouros. Ninguém poderá se ligar ao meu grupo, mas alguém pode ser ligado a mim, ou à minha família. Famílias inteiras podem ser ligadas a outras por Deus. Até congregações inteiras podem ser ajuntadas quando estivermos dispostos para o Espírito fazer isto no seu tempo, e a seu modo.

Hoje a igreja está cheia de divisões, porque os homens têm edificado sobre os alicerces errados. Eles têm edificado sobre teologia, e não sobre o próprio Deus. Eles têm ensinado as mentes dos homens, sem transformar os seus corações. Temos convertidos ou prosélitos, e não discípulos. O Senhor Jesus e o novo nascimento constituem o ponto de partida para chegarmos à comunhão e edificação, não a doutrina. Portanto, a obra de um apóstolo aqui é de desembaraçar o emaranhado, limpar a confusão, e trazer a situação de volta, à posição de poder edificar a partir do alicerce. Para isto, necessita-se de visão, bem como um conhecimento claro do padrão e propósito de Deus. Devido à natureza desta obra, os apóstolos nunca serão compreendidos pelos outros. Serão acusados de intrusos, estarão constantemente sob opróbrio, porém a sensação de presenciar a edificação do corpo será uma recompensa mais do que suficiente.

Quando os verdadeiros alicerces forem lançados (Hb 6:1,2), à medida que o Senhor permitir, poderemos avançar a outras verdades, aos últimos estágios do nosso equipamento, em preparação para a última e grande batalha. Durante este embate, a igreja permanecerá em toda a glória, mais que vencedores através do seu grande amor.

OBREIROS EM COOPERAÇÃO.


Nunca um  apóstolo realizará tudo isto sozinho. Os líderes, em qualquer nível que seja, nos lares, nos grupos locais de comunhão, ou na igreja como um todo, sempre devem ser ligados uns aos outros, não apenas obreiros em cooperação com Deus, mas também em cooperação uns com os outros. Há uma segurança e cobertura em tudo isto - podemos chamar este princípio de estrutura dos ministérios.

Existem duas características básicas de liderança. Primeiro vem o lógico ou racional, depois o intuitivo ou revelado. Ao mesmo tempo que ambos se encontram em graus diferentes, em todos nós, geralmente cada um atua mais em um sentido, ou no outro. Em casa, estes dois princípios podem ser vistos no marido e na mulher - e como é importante que cada um reconheça necessidade do outros neste sentido. Na igreja local os mesmos princípios podem ser observados no pastor e no mestre, e na igreja como um todo, geralmente no apóstolo e no profeta. Em cada caso, estes dois precisam aprender a trabalhar em conjunto, e a apreciar um ao outro.

Se a obra for deixada para o membro mais racional da equipe, o progresso será lento e doloroso. Por outro lado, se o membro intuitivo tomar a frente sozinho, o grupo entrará e sairá de toda espécie de situação com tanta rapidez, que muitos sofrerão dano sério. A maioria dos casamentos, igrejas ou obras é prejudicada por uma destas duas situações. A combinação certa seria o apóstolo com o profeta, ou o marido com a mulher. As decisões devem ser tomadas pelo membro racional, que por sua vez deve aproveitar ao máximo toda a revelação e conhecimento ou discernimento espiritual que vier através do outro. (No casamento, estes atributos podem ser encontrados na ordem inversa, e neste caso o marido, como cabeça do seu lar, poderá aceitar o conselho da sua esposa sem perder sua autoridade de maneira alguma!)

COMO UM PAI.


Em muitos aspectos o apóstolo é como um pai (1 Ts 2:11; 1 Co 4:15). Se desejo é levar aqueles que lhe foram confiados ao ponto de poderem permanecer como pessoas maduras por si próprias. Um bom pai não procura possuir; ele procura chegar ao ponto onde sua função não seja mais necessária. Assim como os dons do Espírito se tornarão supérfluos quando aquilo que é perfeito vier (1 Co 13:10), assim também a obra os apóstolos na igreja terminará quando esta alcançar a maturidade. Na família de Deus, autoridade é um meio de alcançar um fim, e não um fim em si mesma. Deus exerce sua autoridade sobre nós a fim de nos levar à expressão completa do seu reino, mas se, depois de chegarmos lá, ele ainda tivesse que exercer sua autoridade para manter-nos naquela posição, ele teria falhado no seu propósito. Uma vez que chegamos à maturidade espiritual, autoridade se torna desnecessária. O Senhor não precisará fechar as portas do céu para impedir-nos de fugir. E assim os líderes na igreja devem ser preparados a abrir mão da sua autoridade na hora certa, lembrando-se de que no fundo, todos nós somos simplesmente irmãos.

Em contraste com muitos dos missionários de hoje em dia, o apóstolo não procura levar os novos convertidos para debaixo da autoridade de uma organização de fora, nem de uma igreja mãe. Ele os encoraja, pelo contrário, a cuidar de si próprios, e a achar sua estrutura dentro do novo grupo. Para isto, ele é autorizado pelo Senhor a designar presbíteros pela imposição das mãos (Tt 1:5; At 14:23; 6:6). Ele somente fará isto em congregações onde os santos reconheçam que a linha da sua autoridade apostólica os alcança. Porque, embora o apóstolo possa exercer autoridade sobre as forças malignas ou poderes das trevas sem obter sua aprovação, ele não poderá fazer isto na igreja. Ele somente edificará com aqueles que lhe fornecem o direito de fazer assim. O apóstolo não chega e simplesmente impõe suas mãos sobre qualquer um que lhe pareça digno. Nem tampouco recebe nomes por um passe de mágica, mas ele conhecerá as pessoas que estão sob seu cuidado. Quando ele designar, haverá uma confirmação do Espírito no seu coração, e um "amém" dos outros crentes, que já terão observado o funcionamento dos seus irmãos ao servir de uma maneira ou de outra.

Estes presbíteros (lideres locais, pastores, evangelistas, mestres, etc) devem ser preparados para andarem de acordo com as qualificações das Escrituras (1 Tm 3:1-7; Tt 1:6-9). Eles poderão continuar no seu ofício enquanto quiserem, e enquanto for evidente que estão servindo a congregação, e estiverem livres de hábitos pecaminosos. Não serão homens que se deslocarão grandemente, mas serão em todos os sentidos colunas da igreja local. Haverá sempre uma pluralidade de presbíteros, exceto quando a igreja for muito pequena, e eles estarão sempre em submissão uns aos outros, e profundamente comprometidos uns aos outros. Assim como faz o ministério que os designou, eles tratarão aqueles sob seus cuidados tanto com graça como com verdade, com fervoroso amor e disciplina.

Todo o sucesso de uma estrutura de liderança na igreja dependera de um espírito verdadeiro de reconhecimento e submissão. Na verdade, todo cristão deve procurar reconhecer o que há de Deus nos outros irmãos, e quando ele encontrar alguma coisa que veio de Deus, deve aprender a se submeter. Desta forma toda a igreja será estruturada. A submissão nem começa a ser uma realidade enquanto não houver nos irmãos uma disposição para ceder em questões que naturalmente causariam rebelião ou reações contrárias neles. A palavra é bem clara: “Obedecei aos vossos guias” (Hb 13:17). Isto não é uma ditadura voluntária aos homens que nos servem e aos quais aprendemos a amar. À medida que cerramos fileiras desta forma, e aceitamos uns aos outros em virtude daquilo que somos em Deus, o reino de Deus se tornara visível de uma maneira maravilhosa aqui na terra.

CONDENADOS À MORTE


Agora, caso houver alguém que se imagine apóstolo, devemos esclarecer uma ou duas coisas ainda.

Em primeiro lugar, é preciso entender que ninguém simplesmente resolve se tornar apóstolo; o ministério é concedido pelo Cristo que subiu às alturas (Ef 4:10-11). É um ministério dado ao indivíduo, e o indivíduo é dado à igreja que é o corpo de Cristo. A capacidade está no homem desde o ventre materno: pode ser desenvolvida ou rejeitada, mas nós nunca escolhemos para nós próprios o ministério de apóstolo, ou nenhum dos outros cinco ministérios. Podemos aspirar à liderança na igreja local (1 Tm 3:1), podemos desejar os melhores dons (1 Co 12:31), mas a capacidade para o ministério é criada em nós desde o princípio. Nós somos, individualmente, criados de acordo com o propósito que Deus tem para nós.

Uma figura interessante deste fato pode ser observado no Velho Testamento durante a construção do templo de Salomão. Foi notado que certos homens tinham habilidade e sabedoria para trabalhar com pedras e metais (1 Rs 7:14; 2 Cr 2:7,13). Estes dons eram necessários para terminar a construção. Salomão reconheceu nestes homens as suas habilidades, e submeteu-se a eles ao colocar a obra nas suas mãos. É tão fútil tentar encontrar homens para preencher vagas na igreja. Nós acabamos fazendo uma casa  de pessoas sem rumo e convidamos o Deus vivo para morar nela. Certamente com isto nós o insultamos. O que nos resta é apenas buscar o Senhor para que surjam homens certos, submetendo-os a seus dons à medida que o Senhor no-los revela.

Em segundo lugar, os sinais do apóstolo são definidos claramente; primeiro paciência, e depois sinais, maravilhas e poderes miraculosos (2 Co 12:12). Nós já mostramos como é importante que os milagres fluam de um caráter sólido, e aqui novamente enfatizamos este fato. Se um homem for trabalhar com pessoas a fim de moldá-las em um conjunto, a qualificação mais saliente será a paciência. Notamos isto repetidamente na vida de Jesus e de Paulo também, enquanto oravam, choravam e esperavam para que seu trabalho desse fruto nas vidas das pessoas às quais eles ministravam. Sinais e milagres falsos têm enganado a muitos homens (2 Ts 2:9). No fim haverá aqueles ele não os conhecerá porque o fruto o seu caráter não estará manifesto nas suas vidas (Mt 7:20-23). Já se tem discutido demais a respeito dos dons carismáticos e dos frutos do Espírito, mas na verdade viu-se tão pouco de ambos. Quão tremendo será achar homens em cujas vidas está refletida a natureza completa e inteira de Jesus em toda a sua compaixão e poder do Espírito.

Devemos ter cuidado de não colocar um padrão tão elevado para este ministério, que ano sobre lugar para desenvolvimento. Nem todos os apóstolos eram da estatura de Paulo. O próprio Paulo exortava e encorajava homens mais novos, que demonstravam o chamamento de Deus sobre suas vidas, mas que ao mesmo tempo eram homens tímidos (2 Tm 1:6-8).

Finalmente, o apóstolo é condenado à morte (1 Co 4:9). Se isto não significar martírio literal, o que realmente há de suceder a alguns, certamente implica numa morte diária para que outros possam ter vida (2 Co 4:7-12). Os apóstolos eram espetáculos na arena da vida. Sofriam desentendimentos constantes, eram rejeitados, sempre se entregavam a si próprios pela vida da igreja. Naqueles dias primitivos, as pessoas não tinham inveja dos seus líderes, nem andavam à procura de posições no ministério. Não havia gloria em ser um apóstolo; a única glória estava no sofrimento pelo evangelho, e em ver a igreja de Jesus crescer na graça de Deus. As palavras de Tiago são um aviso solene àqueles que se acham qualificados: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo” (Tg 3:11).

Estes homens eram primeiros em autoridade, porém últimos em receber honra terrestre. Eles foram os primeiros a desaparecer e consequentemente decadência e apatia sobrevieram. Mas agora no fim eles estão sendo restaurados para preparar para a glória resplendente que há de encher a última casa. Vigiemos e oremos para que apóstolos sejam levantados – eles são dons do Cristo ressurreto. Que possamos reconhecê-lo e nos submetermos a eles quanto aparecerem, juntamente com todos aqueles que foram separados por Deus para liderar na sua igreja.



UM  ALICERCE SEGURO


Em 1 Coríntios 3:10,11, Paulo relembra aos Coríntios: “Lancei o fundamento como prudente construtor... porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. Literalmente, o verso 11 seria assim: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que ESTÁ SENDO POSTO (gerúndio), O QUAL (um pronome relativo masculino) é JESUS CRISTO”.

Do ponto de vista de Paulo, o fundamento certo não foi lançado uma vez por todas, e era uma pessoa e não uma coisa. O fundamento estava sendo lançado numa operação continua do Espírito Santo. A razão desta continuidade é simplesmente porque o fundamento é enxerto progressivo de uma pessoa, Jesus Cristo, e não apenas uma doutrina ou credo sobre ele que se aprende uma vez por todas. A ortodoxia de Paulo era a pessoa do próprio Jesus Cristo vivendo abundantemente dentro dos coríntios, e não um punhado de explicações ou credos sobre ele! Para ele o fundamento não era um credo ou uma definição da verdade, mas uma experiência – a experiência contínua do próprio Jesus Cristo! Muitos hoje estão tentando “lançar alicerces” e ensinar “doutrina fundamental” (como eu vergonhosamente devo confessar que fazia antigamente no meu zelo juvenil), mas o resultado são apenas novas causas de divisão no corpo de Cristo, porque não estão lançando o fundamento do PRÓPRIO JESUS CRISTO! O que estão ensinando nada mais é do que macetes técnicos e interpretações especializadas de diversas verdades das Escrituras – os quais podem ser todos bons e importantes, mas não fundamentais, pelo menos no conceito que Paulo tinha de fundamental. Para Paulo, o próprio CRISTO JESUS, e o desfrutar pleno e abundante da sua vida, e uma alegria abundante e transbordante formavam o fundamento sobre o qual a casa de Deus se edificava!

SER UM PAI


Paulo, como apóstolo, também era pai. Ele podia escrever acertadamente aos coríntios: “Vos escrevo estas coisas... para vos admoestar como a filhos amados. Porque ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (1 Co 4:14-16). Em virtude desta posição que ocupava nos seus corações, ele podia então admoestá-los como um pai quando erravam e se desviavam rumo a desastre – “alguns se ensoberbeceram... Que preferis? Irei a vós outros com vara...? (vv. 18-21). Ele ocupava este lugar de respeito entre eles e não tinha medo de usar esta posição quando (e somente quando) a correção era necessária para salvá-los de desastre. Caso contrário, como no caso dos filipenses, Paulo não assumia tal atitude de autoridade. Ele era simplesmente um irmão para estes crentes que constituíam uma igreja bem ajustada sob a devida paternidade dos seus próprios “bispos e diáconos” locais (Fp 1:1). Entre comunidades bem ajustadas como estas ele era simplesmente “servo de Cristo Jesus” (Fp 1:1).

O uso correto de autoridade apostólica no presente mover do Espírito Santo precisa ter prioridade nas nossas preocupações. Alguns grupos de comunhão vão tropeçar e se desintegrar porque não têm nenhuma paternidade apostólica para sustentá-los na hora de necessidade. Outros grupos serão praticamente engolidos por alguma nova denominação do “Corpo de Cristo” liderada por “superapóstolos” ambiciosos que percorrem o país colecionando igrejas. Que o Senhor continue levantando homens de verdadeira paternidade apostólica! E que nossas orações fervorosas e cheias de fé sirvam para este fim!

UM AMIGO


A característica do ministério apostólico de Paulo que é mais tocante e provavelmente foi a mais eficaz no seu trabalho de edificação era o seu relacionamento afetuoso e devoto com seus irmãos e irmãs na família de Deus. Se relacionamento apostólico com as pessoas não era rígido e impessoal, nem eclesiástico e formal. Paulo amava efetuosamente as almas dos homens. Ele escreveu aos coríntios: “Vos tenho dito que estais em nossos corações para juntos morrermos e vivermos” (2 Co 7:3). Aos filipenses ele podia escrever: “...porque vos trago no coração... Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós, na terma misericórdia de Cristo Jesus” (Fp 1:7,8). E como ele amava os tessalonicenses! Para eles, escreveu: “Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos, não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a nossa própria vida, por isso que vos tornastes muito amados de nós” (1 Ts 2:8)! A Timóteo, seu mui amado filho na fé, ele escreveu: “...sem cessar me lembro de ti... estou ansioso por ver-te...” (2 Tm 1:3,4). Também a Filemon ele podia escrever de Onésimo, seu filho recém-nascido na fé: “Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração” (v.12). Se já houve alguém que amasse, foi Paulo – intensa, afetuosa e carinhosamente. A força do seu ministério apostólico não derivava de uma estéril exatidão doutrinária, nem de um sistema rígido e impessoal de autoridade. Paulo amava com o amor do Espírito Santo! Ele conquistava os corações dos homens com seu amor e ganhava uma posição entre eles através da sua afeição firme e devota. E sua autoridade entre homens e igrejas surgiu destes tipos de relacionamentos.






Fontes: Biblia sagrada
             Livros, estudos na net.   
             Ruach Ministries International
                        Dr Graham Perrins