terça-feira, 5 de agosto de 2014

O CERCO




II Reis 6:24-33

24 - E sucedeu, depois disto, que Ben-Hadade, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército; e subiu e cercou a Samaria.
25 - E houve grande fome em Samaria, porque eis que a cercaram, até que se vendeu uma cabeça de um jumento por oitenta peças de prata, e a quarta parte de um cabo de esterco de pombas por cinco peças de prata.
26 - E sucedeu que, passando o rei pelo muro, uma mulher lhe bradou, dizendo: Acode-me, ó rei meu senhor.
27 - E ele lhe disse: Se o SENHOR te não acode, donde te acudirei eu? Da eira ou do lagar?
28 - Disse-lhe mais o rei: Que tens? E disse ela: Esta mulher me disse: Dá cá o teu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu filho.
29 - Cozemos, pois, o meu filho, e o comemos; mas dizendo-lhe eu ao outro dia: Dá cá o teu filho, para que o comamos; escondeu o seu filho.
30 - E sucedeu que, ouvindo o rei as palavras desta mulher, rasgou as suas vestes, e ia passando pelo muro; e o povo viu que o rei trazia cilício por dentro, sobre a sua carne,
31 - E disse: Assim me faça Deus, e outro tanto, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, hoje ficar sobre ele.
32 - Estava então Eliseu assentado em sua casa, e também os anciãos estavam assentados com ele. E enviou o rei um homem adiante de si; mas, antes que o mensageiro viesse a ele, disse ele aos anciãos: Vistes como o filho do homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai pois que, quando vier o mensageiro, fechai-lhe a porta, e empurrai-o para fora com a porta; porventura não vem, após ele, o ruído dos pés de seu senhor?
33 - E, estando ele ainda falando com eles, eis que o mensageiro descia a ele; e disse: Eis que este mal vem do SENHOR, que mais, pois, esperaria do SENHOR?

II Reis 7:1-2
1 - ENTÃO disse Eliseu: Ouvi a palavra do SENHOR; assim diz o SENHOR: Amanhã, quase a este tempo, haverá uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, à porta de Samaria.
2 - Porém um senhor, em cuja mão o rei se encostava, respondeu ao homem de Deus e disse: Eis que ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso? E ele disse: Eis que o verás com os teus olhos, porém disso não comerás.

 INTRODUÇÃO
Temos visto que hoje tem surgido muitas "igrejas" que somente têm ensinado e ministrado a "teoria da prosperidade", pois o quem tem disputado nossos corações com Deus não é o diabo, mas o dinheiro, por dinheiro deixamos de ir à igreja, por dinheiro deixamos de fazer o bem e amar o próximo. Sim! O dinheiro tem sido a grande busca da humanidade que destrói o meio ambiente e depois diz que se preocupam com o mundo que iremos deixar para nossos filhos. Por dinheiro passamos noites sem dormir, e horas sem comer, tudo para ganhar mais dinheiro, mas somos incapazes de ficarmos duas horas em um culto sem desejar irmos embora, pois damos a desculpa de que temos que trabalhar no dia seguinte ou não fomos á igreja uma vez que estávamos cansados do trabalho.
Então como foi com o povo no passado assim ainda é conosco, pois a palavra de Deus é imutável, então não adianta chorar, precisamos mudar nossa maneira de agirmos para com o Eterno. 
Abra seu coração e deixe que esta mensagem lhe seja um fortificante espiritual em sua vida, e que Deus o abençoe ricamente.

A DIVISÃO DOS DOIS REINOS
Somente Saul, Davi e Salomão tiveram o privilégio de reinar sobre toda a Israel unida, mas com o pecado de Salomão e sua morte, seu filho assume o trono e acontece a divisão das doze tribos, que levam os nomes dos doze filhos de Yacoov.
Salomão foi um rei de obras grandiosas, gerando também grandes despesas para o povo. Para pagamento destas despesas o povo teve de arcar com mais impostos. Após a morte do rei Salomão, o povo se dirigiu ao sucessor seu filho Roboão pedindo a redução dos pesados encargos colocados sobre eles. Roboão seguindo o conselho de seus amigos jovens disse que em seu reino o jugo seria mais pesado que o de seu pai. Após essa decisão o povo se negou a continuar sendo governado por ele. Levantaram como rei de Israel Jeroboão, ficando sob as ordens de Roboão apenas a tribo de Judá e Benjamim (I Re-12). 
Sendo assim o reino de Israel ficou dividido, formando Judá e Benjamim o reino do Sul, tendo como capital Jerusalém e o restante das dez tribos, Rúben, Simeão, Levi, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José sendo os herdeiros seus filhos que se dividiram em duas tribos Manassés e Efraim, formando o reino do Norte, tendo a cidade de Samaria como capital.

O REINO DO NORTE, SAMARIA
Com a divisão de Israel em dois reinos dez das doze tribos formaram o reino do norte e fizeram de Samaria a capital de seu reino. 
Samaria é o nome histórico e bíblico de uma região montanhosa do Oriente Médio, constituída pelo antigo reino de Israel, situado em torno de sua antiga capital, também chamada Samaria. Atualmente situa-se entre os territórios da Cisjordânia e de Israel. A cidade de Samaria, capital das dez tribos, era uma praça forte, semelhante à de Jerusalém. Estava situada a meio caminho do Jordão ao Mediterrâneo, ao oriente da planície de Sarom, no alto de um monte oblongo, alcantilado de uma parte, e facilmente protegido pela outra. Era o tempo do reinado do rei Jorão, quando um homem se levantou contra o povo de Israel, seu nome era Ben-Hadade.
Este homem protagonizou um evento que marcou a história do povo de Israel, e que hoje muitos de nós pastores temos pregado por este mundo afora. Mas porque isso teria acontecido? Qual a real razão de Deus ter permitido o registro desse relato? Qual a mensagem que esse contexto nos trás? 

A RAZÃO DO CERCO
Como Israel persistisse em seu caminho de pecado, Deus levanta o rei da Síria chamado Ben-Hadade, esse era Ben-Hadade II, uma vez que a bíblia relata a existência de três homens com este nome. É de nosso interesse saber que esse nome quer dizer "filho de Hadade", e Ben, significa "filho de" e Hadade significa "aquele que lança raios". Ele se levanta como adversário para fazer com que Israel voltasse novamente para o Eterno. 
A fome gerada pelo cerco de Ben-Hadade a Samaria foi tão severa que Israel recorreu ao canibalismo, e Jorão culpou Elizeu, o profeta, pelo que estava acontecendo.
Aqui começa nossa mensagem, pois me parece que a história se repete todos os dias e a solução sempre será a mesma, veja. 
O interessante é ver que este cerco a Samaria durou três anos e durante esse tempo nada foi feito, penso que o povo mesmo se vendo cercado, ainda não temeu, pois o inimigo poderia se cansar e ir embora, mas os dias vão se passando e tudo vai ficando cada vez pior, mas ninguém faz nada da maneira certa, e como a bíblia nos relata, "Um abismo chama outro abismo".
No primeiro ano o povo de Samaria confia em suas capacidades, no segundo ano, eles se apegam às esperanças, no terceiro ano partem para as improvisações, se virando, ou como dizemos no Brasil, "dando um jeitinho".
E o que dizer do rei Jorão, que já estava vestido de pando de saco, pois um povo sempre espera de seu líder a palavra certa, a atitude certa, a administração para a solução do problema, e devo ainda ressaltar que a bíblia diz que "feliz a nação cujo deus é o Senhor" e também que "o povo geme quando o ímpio governa". 
Certamente a razão do cerco era a distância que o povo estava do Deus Eterno. Lembremos que o profeta Isaías nos diz que nossos pecados fazem separação entre nós e nosso Deus (Is, 59:2). Mas como acabar com esta situação tão desastrosa e danosa para nossas vidas? Voltando para os pés de nosso Deus, o Eterno Deus, o Senhor poderoso na batalha.

O FIM DO CERCO
Quando o rei Jorão viu toda aquela desgraça, ele logo se apressa em culpar o profeta Elizeu, o que ainda hoje fazemos, colocando a culpa das desgraças que assolam as nossas vidas em alguém e esse alguém sempre é Deus.
Assim o rei proclama que iria matar Elizeu e arrancar sua cabeça, mas Elizeu já tinha a resposta para o povo, e lança a palavra profética sobre aquela situação, dizendo que no dia seguinte o povo comeria de muita fartura.
E do lado de fora dos muros de Samaria estavam quatro homens leprosos, que segundo a lei não poderiam entrar na cidade e viviam de migalhas e esmolas. Eles entendem que se ficarem ali morreriam de fome e se fossem ao acampamento dos Sírios também morreriam, mas lá eles ainda tinham a chance de receber uma esmola. Assim eles partem em direção ao acampamento inimigo e nessa hora Deus começa a agir com sua mão forte para dar a seus filhos o livramento necessário.
A bíblia diz que quando eles marchavam pareceu aos ouvidos dos inimigos Sírios que um grande exército vinha contra eles, um exército muito mais numeroso do que eles, e então eles fugiram e deixaram tudo para trás.
Quero ser profeta de Deus para sua vida e lhe dizer que se agora você se levantar e voltar para os braços do verdadeiro Deus, o Deus de Israel, todo e qualquer cerco que se localize ao redor de sua vida, física, espiritual, material ou financeira, vai bater em retirada e você irá cantar o cântico da vitória em sua vida. 
E também dizer àqueles que duvidam de nosso Deus e que o Senhor vai fazer um milagre em nossas vidas que eles verão com seus olhos, mas não desfrutarão de nenhuma benção, pois eles têm duvidado do Eterno.

CONCLUSÃO
Muitas vezes somos cercados pelos mais diversos problemas e as consequências são desastrosas para nossas vidas, talvez ainda pudesse citar o cerco à saúde, à felicidade, o cerco à fartura e à prosperidade, ou talvez o cerco à paz, quando vivemos em constante guerra, pois ao invés de tomarmos a atitude certa acabamos como o povo de Israel, recorrendo ao desespero e se afundando cada vez mais nos erros e na ignorância.
Vemos hoje que famílias inteiras dentro de nossas igrejas estão sofrendo e nós pastores pregando a teoria da prosperidade quando não há nenhuma prosperidade dentro de nossos lares. Vemos que filhos de pastores não querem seguir a fé em Deus, vemos filhos de obreiros, diáconos, ministros de louvores, muitos se envolvendo com bebidas, drogas, sexo. Isso nos mostra que outros "Ben-Hadades" irão se levantar para que voltemos para a presença do Eterno.
Vejo também que ainda hoje a estratégia do inimigo é a mesma, ele se aproveita de nossa distância de Deus para chegar e cercar nossas vidas, nos minando e nos cerceando de abastecimento e providências que certamente sustentarão nossas vidas e nossas famílias na face da terra, por isso precisamos conhecer nosso adversário, saber com quem estamos lidando.
Infelizmente parece-me que ainda hoje a maneira mais rápida, ágil, eficaz, quando um cerco se levanta ao redor de nossas famílias, e nos fazendo passar por escassez de água e alimento é a de ouvir a palavra que sai da boca do altíssimo. Venhamos e voltemos para os braços de nosso Deus, o verdadeiro e único Senhor dos Senhores, ele que tem nome e sobre nome, Jeová Jiré.
Levantemos e busquemos a palavra certa para nossas vidas. Deus te abençoe ricamente, em o nome de Jesus!


FONTE:  http://www.webartigos.com/artigos.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

O Prumo de Deus


A mensagem do profeta Amós aplicada nos dias atuais

A mós foi um profeta de Deus no 8º século antes de Cristo. Foi enviado de Judá, o reino do sul, a Israel, o reino mais corrupto ao seu norte, para chamar o povo ao arrependimento. A tarefa de Amós foi difícil. Sob o governo do rei Jeroboão II, a nação de Israel vivia na maior prosperidade desde os reinados de Davi e Salomão mais de 200 anos antes. Aquele povo, como muitas pessoas religiosas hoje, interpretava a prosperidade como sinal da aprovação divina e, por isso, foi resistente aos desafios lançados por profetas como Amós. Mas Jeroboão II, como todos os reis do Norte antes e depois dele, foi um homem desobediente ao Senhor. Depois de séculos de idolatria e rebeldia, o povo estava chegando cada vez mais perto do castigo de Deus.

Vamos observar alguns dos temas das pregações de Amós para ver, depois, aplicações nos dias de hoje.

Um povo abençoado pode perder o favor de Deus

Houve uma época em que o povo de Israel foi muito privilegiado. Deus o chamou da escravidão no Egito e lhe deu a terra de Canaã. Mas, ele prometeu castigar a nação se ela se tornasse desobediente (3:1-3). Israel tinha um passado glorioso, mas, na época de Amós, não estava mais servindo ao Senhor. O problema foi simples – eles deixaram de andar conforme a vontade de Deus: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (3:3). [Nota: Citações neste artigo que não incluem o nome do livro são de Amós]

O povo se acostumou tanto com a sua prosperidade e o conforto que gozava que não conseguia nem imaginar um castigo severo. Não esperava a justiça de Deus, embora seus atos estivessem invocando a ira do Senhor sobre a nação rebelde: “Vós que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência” (6:3).

Pode nos surpreender descobrir que este mesmo povo rebelde ainda mantinha diversas práticas religiosas. Hoje em dia, muitas pessoas acham suficiente fazer parte de alguma igreja e aparecer com alguma freqüência nas reuniões de louvor, talvez levando alguma oferta à igreja. Devemos congregar em uma igreja fiel (Hebreus 10:24-25), e devemos fazer as nossas ofertas (2 Coríntios 9:7), mas Deus quer mais. O povo de Israel levava sacrifícios diários e levava os dízimos até duas vezes por semana (4:4), mas Deus o rejeitou! Apesar de participarem de alguns atos de adoração, esses israelitas não se converteram ao Senhor (4:6,8,9,10,11). Mesmo pessoas que freqüentam uma igreja e ofertam seu dinheiro podem ser rejeitadas pelo Senhor!

O Prumo de Deus (Amós 7:1-9)

No início do capítulo 7, Amós relata uma série de três visões de julgamento: os gafanhotos, o fogo consumidor e o prumo. Nas duas primeiras, Deus atendeu às súplicas do profeta e desistiu dos seus planos de destruir a nação. Mas na terceira visão, Deus deixou claro que não voltaria atrás. Israel seria julgado.

Amós viu um muro levantado a prumo (7:7). Israel foi construído conforme a planta de Deus, cumprindo as profecias dadas a Abraão, Isaque e Jacó. Quando se trata do povo de Deus, devemos lembrar que a casa pertence ao Senhor. Ele fez a planta original. Israel começou bem, conforme o plano de Deus.

O Senhor tinha um prumo na mão e disse que poria um prumo no meio do povo (7:7-8). Deus voltou, séculos depois da construção original de Israel, para ver se o edifício ainda estava reto segundo a planta original. A mesma medida usada na construção é utilizada para fiscalizar a obra séculos depois. Deus não procurava alterações e “melhoramentos” humanos. Ele queria um povo fiel às instruções originais. Jesus disse que ele nos julgará pela palavra revelada no primeiro século (João 12:48). Devemos nos preocupar com a nossa fidelidade à planta original.

Deus levanta com a espada na mão (7:8-9). Quando a casa não passou na fiscalização divina, Deus mandou derrubá-la! Entendendo a severidade de Deus contra o povo que desviou de seu propósito original, quem teria coragem hoje de mudar alguma coisa na casa dele?

A Rejeição de Amós (Amós 7:10-13)

Quando Amós transmitiu a mensagem de Deus ao povo, ele enfrentou forte oposição. Amazias, sacerdote de Betel, opôs-se ao trabalho de Amós e tentou expulsá-lo do país (7:10-13). Considere as táticas e os argumentos dele:

● Usou a sua influência política, pois não tinha argumento das Escrituras (7:10).

● Usou o povo – e não a palavra de Deus – como padrão, dizendo: “a terra não pode sofrer as suas palavras” (7:10-11).

● Desprezou o profeta de Deus por ser estrangeiro ao invés de considerar a mensagem dele (7:12). Amós não escolheu o lugar de seu nascimento, mas decidiu ser fiel ao Senhor e pregar a palavra pura de Deus.

● Defendeu seu “território” com a autoridade dada pelos homens, citando o santuário do rei – não de Deus! – e o templo do reino – não do Senhor! (7:13).

A Resposta do Profeta (Amós 7:14-17)

Amós não foi intimidado pela censura de Amazias. A réplica dele consiste de três pontos importantes, que ensinam lições importantes para os dias de hoje. Considere as palavras de Amós:

● “Não sou profeta, nem discípulo de profeta” (7:14). Amós não tinha o “pedigree” certo para impressionar os homens. Na linguagem moderna, ele teria dito que não fez seminário, nem curso superior de teologia. Ele veio da roça para pregar a palavra de Deus! Ele não pertencia a algum “clube de pastores” que se elevava acima das pessoas comuns, e até acima da própria palavra de Deus.

Amós seria bem-vindo na maioria das igrejas hoje? Pedro poderia pregar nelas? João Batista, com suas roupas rústicas e costumes esquisitos, poderia subir aos púlpitos nas igrejas nas nossas cidades? O próprio Jesus, rejeitado pelos líderes religiosos de sua época, seria aceito pelos líderes hoje?

Muitas igrejas hoje se preocupam muito em impressionar o mundo. Sua literatura e seus sites na Internet destacam os feitos profissionais e educacionais dos homens. Não dá nem para imaginar Pedro apresentando “o nosso irmão, o famoso Doutor Paulo, formado em teologia na escola de Gamaliel, reconhecido internacionalmente como missionário de renome...”. O próprio Paulo considerava tais qualificações “como refugo” (Filipenses 3:4-11) e determinou pregar apenas a mensagem simples e importante de Jesus Cristo crucificado (1 Coríntios 2:1-5). As igrejas de hoje que engrandecem as qualificações carnais dos homens devem sentir profunda vergonha diante de exemplos como Amós, João Batista, os apóstolos e o próprio Jesus.

● Mas o Senhor me mandou pregar (7:15). A única autorização que precisamos para pregar a palavra de Deus é a ordem do Senhor! Não depende de diploma, certificado ou qualquer outro documento humano. Jesus enviou seus apóstolos ao mundo (Mateus 28:18-19), e estes equiparam outros servos, que ensinaram outros a continuar fazendo o trabalho do Senhor (2 Timóteo 2:2).

● Você pode tentar proibir a pregação da verdade, mas não mudará nada da vontade de Deus. Sua rejeição trará a ira de Deus sobre você (7:16-17).

O Prumo de Deus Hoje

A construção deve ser uma casa espiritual com Jesus como a pedra angular (1 Pedro 2:1-8). Ilustrações como esta nos convidam a examinar as nossas práticas à luz das Escrituras, comparando a planta de Deus com o muro torto dos homens. Como o prumo deve ser aplicado hoje? Considere alguns exemplos:

● Pregar Cristo ou pregar doutrinas dos homens (1 Coríntios 2:1-2,5)? Em muitas igrejas hoje, pregações e aulas têm pouco conteúdo bíblico e muitas idéias de psicólogos querendo deixar os ouvintes se sentirem bem. Paulo nos alertou deste perigo e nos deu a resposta certa (2 Timóteo 4:1-5).

● Louvar a Deus, conforme a sua vontade, ou fazer show para atrair os homens?

● Respeitar as instruções de Deus sobre a liderança nas igrejas, ou escolher homens e mulheres conforme a vontade da sociedade?

● Pregar tudo que a Bíblia diz sobre a salvação, ou diluir a palavra para tentar facilitar o ingresso no reino?

● Abrir mão do materialismo e das coisas que o mundo valoriza, ou pregar a prosperidade e a saúde como direitos dos fiéis?

A Fiscalização de Deus

A mensagem de Amós não foi bem aceita, mas foi verdadeira. Ele avisou o povo do perigo de ser religioso sem ser obediente a Deus. Agora, mais de 2.700 anos mais tarde, o que nós faremos com a mensagem deste profeta? Se Deus ficasse no meio do povo religioso hoje – seja católico, seja evangélico – com seu prumo na mão, qual seria o resultado da fiscalização?

Se o muro está torto, devemos ter coragem para derrubá-lo e voltar à planta original!

FONTE:http://www.estudosdabiblia.net/

Introdução ao Livro de Amós - O profeta da justiça social



Amós é o contemporâneo mais velho de Miquéias e Oséias e foi o primeiro dos profetas escritores. Seu nome significa “aquele que leva cargas pesadas”. Amós era criador de gado e produtor de figos numa vila ao sul de Jerusalém chamada Tecoa. Amós recusou-se a ser chamado de profeta evidenciando a sua ruptura com as instituições formais de seu tempo: o palácio real e o templo (7:14-15).

Essa independência institucional permitiu a Amós proclamar a Palavra de Deus livremente sem nenhuma preocupação com a opinião pública ou interesses escusos. Nada mais se sabe sobre Amós. Alguns eruditos presumem que, após o pronunciamento de seus oráculos, tenha voltado para Tecoa, editado e redigido suas palavras tal como as temos hoje. Outros ainda afirmam que discípulos que o tenham seguido registraram seus oráculos.

Talvez o terremoto mencionado em 1:1 tenha despertado Amós a publicar seu texto uma vez que o verso 9:1 parece indicar um cumprimento parcial da profecia a Israel, isto é, a revelação do Senhor havia sido dada dois anos antes do terremoto citado e a publicação dos seus oráculos aconteceu em um momento posterior. Este terremoto provavelmente foi um acontecimento de grandes proporções, pois fora lembrado dois séculos depois como o “terremoto dos dias de Uzias” (Zc. 14:5).

O ministério de Amós aconteceu entre os anos de 760 a 750 a.C. durante o reinado de Jeroboão II no Reino do Norte (Israel) e de Uzias no Reino do Sul (Judá). Este foi um período muito próspero para Israel e Judá pois não havia a ameaça da Síria, que havia sido vencida pela Assíria décadas antes. Por sua vez a Assíria também passava por problemas internos em virtude dos conflitos com a Síria, e não apresentava mais perigo.

O resultado deste ambiente de estabilidade política proporcionou condições para que os reis Jeroboão II (Israel) e Uzias (Judá) expandissem novamente as fronteiras da Palestina chegando nos mesmos limites dos reis Davi e Salomão (2 Rs. 14:25). Isso possibilitou a retomada do comércio internacional e da agricultura proporcionando, desta forma, a estabilidade econômica (Am. 4:1-3).

Entretanto, a segurança política e econômica favoreceu apenas os comerciantes e a corte, pois o povo sustentava toda essa estrutura por meio da injustiça social e escravidão. O resultado disso foi a miséria do povo (2 Rs. 14:26; Am. 2:6; 8:6).

Ironicamente, a religiosidade era volumosa (Am. 4:4-5; 5:21-23), porém tornou-se mecânica e distante da presença real de Javé. Amós, tal qual Isaías, enxergou além da superficialidade econômica e social que beneficiava apenas alguns poucos em detrimento da pobreza de muitos (Is. 3:13-15). Da mesma forma, o profeta Oséias, 10 anos depois, condenaria de maneira enérgica estes mesmos pecados.

Para Amós, a prosperidade agrícola serviu apenas para comparar Israel com um cesto de frutas maduras, prontas para a execução do julgamento divino (Am. 8:2-3).

Estrutura de Amós
O livro do profeta Amós pode ser estruturado da seguinte maneira:
  • Apresentação do tema – 1:1-2
  • Os sete oráculos de julgamento contra as nações – 1:3 – 2:16
    • Damasco – 1:3-5
    • Gaza – 1:6-8
    • Tiro – 1:9-10
    • Edom – 1:11-12
    • Amon – 1:13-15
    • Moabe – 2:1-3
    • Judá – 2:4-5
    • Israel – 2:6-16
  • Oráculos de julgamento contra Israel – 3:1 – 6:14
    • Acusação – 3:1; 4:1; 5:1
    • Ameaça – 3:11; 4:12; 5:16
    • O conceito errado do Dia do Senhor – 5;18-27
    • A falsa segurança material – 6:1-14
  • As visões de julgamento de Israel – 7:1 – 9:10
    • Primeira visão: a praga de gafanhotos – 7:1-3
    • Segunda visão: o fogo devorador – 7:4-6
    • Terceira visão: o prumo de Javé – 7:7-9
    • O desafio de Amazias a Amós – 7:10-17
    • Quarta visão: o cesto de frutas maduras – 8:1-3
    • Interlúdio profético: mais oráculos de julgamento – 8:4-14
    • Quinta visão: O Senhor junto ao altar – 9:1-10
  • Promessas de restauração – 9:11-15
    • Restauração do reino de Davi – 9:11-12
    • Restauração material – 9:13-15
Embora fosse um homem do campo, o profeta Amós possuía habilidade literária. Podemos perceber isso pela uso que o profeta faz de ironias em sua retórica e pela fórmula x, x + 1 nos oráculos contra as nações (Am. 1:3,6,9,11). Este padrão pode indicar que cada nação havia pecado mais do que o suficiente para a execução do juízo divino, isto é, a misericórdia do Senhor fora demonstrada e não tratava-se de uma ação arbitrária de Javé. Todas as acusações contra as nações, incluindo Israel (Am. 2:6), eram baseadas em crimes contra a humanidade. Apenas Judá foi acusada de rejeitar a Lei e desobedecer os decretos da Aliança.

Outra característica literária de Amós são seus oráculos visionários. O profeta realmente havia visto as palavras que deixou registradas. Além disso sua mensagem era viva e vibrante, pois Amós falava daquilo com o qual estava acostumado.

Entretanto Amós também utilizou-se da literatura lírica (Am. 5:1-2) e de doxologias (glorificação de Deus) (Am. 4:13; 5:8-9; 9:5-6) mostrando sua aptidão poética e musical. Esses trechos podem ainda ser canções da época.

Fórmulas de juramento (O Senhor, o soberano, jurou – 4:2), de proclamação (Ouçam – 4:1) e revelação (o Senhor, o soberano, me mostrou – 7:1) são frequentemente usadas e padronizadas.
O livro é composto por quatro seções fundamentais:
  • Oito oráculos contra as nações – 1:3 a 2:16
  • Cinco profecias – 3 a 6
  • Cinco visões proféticas – 7:1 a 9:10
  • Restauração de Israel – 9:11-15
A dinâmica do livro é dada pelos oráculos contra as nações e Israel provavelmente se surpreende por ouvir seu nome entre os culpados. A surpresa aumenta nos capítulos seguintes pois o tom é mudado de ameaça para a certeza do juízo divino (Am. 6:7).

Esses oráculos condenatórios foram dirigidos para a corte real (governo), a nobreza (empresários) e para o sacerdócio (religiosos). Cada oráculo é composto das características comuns da denúncia profética:
  • Fórmula do mensageiro de Javé: “Assim diz o Senhor”
  • Apontamento do pecado
  • Transição: “por isso”, “eis que”, “portanto”
  • Ameaças de julgamento
  • Anúncio da punição
Neste caso específico, Amós se dedicou a destacar os crimes propriamente ditos, com detalhes impressionantes. A série de sentenças estão em: Am. 2:13-16; 3:12-15; 4:12; 5:16-17; 6:7-11.
A partir do capítulo sete, com as visões, a acusação sai de cena para a ênfase no julgamento. Agora o livro passa a descrever longos julgamentos com a descrição detalhada dos pecados para justificar a punição inevitável.

Como toda palavra profética, Amós termina seus oráculos com salvação e restauração. Entretanto, a salvação não substituiria a punição, mas viria após a punição. O reino de Davi seria restaurado como cumprimento da promessa a Davi (2 Sm. 7; Am. 9:11-12).

Propósito e conteúdo
O livro de Amós aborda os seguintes temas:
  • Javé cobra as nações sobre sua política social
  • A justiça social é resultado da verdadeira adoração
  • O julgamento de Javé também atingirá Israel
  • Javé restaurará um remanescente de Israel
O quadro de idolatria e injustiça social levaram Amós a sair de Judá, Reino do Sul, para Israel, Reino do Norte. O resumo de sua mensagem está registrado no verso 8:2.
Amós transmite seus oráculos de forma lógica e ordenada, por meio de quatro mensagens, fundamentadas no julgamento e exílio de Israel, conforme abaixo:
  • Primeira mensagem (2:6-16): O pecado de Israel é apontado e a consequência será a sua destruição como cumprimento da desobediência à Aliança. Israel achava que o Senhor não puniria seu povo; logo, Amós desmistificou esta visão que os israelitas tinham de Deus.
  • Segunda mensagem (3:1 – 6:14): A injustiça social e a falsidade religiosa são condenadas. Amós apela ao povo para que se arrependam e retornem aos padrões da Aliança. A ideia do Dia do Senhor como um dia de bênção também é corrigida (Am. 5:18-20).
  • Terceira mensagem (7:1 – 9:4): Para confirmar os oráculos do profeta, são apresentadas cinco visões que destacam a ira e o julgamento do Senhor contra Israel e a certeza de sua destruição.
  • Quarta mensagem (9:5-15): Término do ministério de Amós e a esperança da restauração de Israel como prova do amor do Senhor é anunciada. O julgamento não duraria para sempre.
Justiça Social
Amós resgatou as estipulações da Aliança que incluía o aspecto ético em relação do próximo como parte do amor a Deus. Por isso ele apela em favor de todos os pobres, injustiçados e oprimidos pelos ricos, comerciantes desonestos, líderes corruptos, juízes sem escrúpulos e falsos sacerdotes (4:1; 6:1,4; 7:8-9).
Amós fornece diretivas essenciais para a ação social da Igreja na comunidade onde está inserida. De acordo com Amós, o povo escolhido de Deus deve primar pela justiça social como um aspecto essencial da Aliança.
Ensino sobre serviço e ação social em Amós
Serviço social
Ação social
Alivio da necessidade humana (5:12)
Remoção da necessidade humana (8:4-6)
Atividade de filantropia (4:5; 6:4-7)
Atividade política e econômica (5:10,11,15)
Ajuda individual e familiar (4:1; 5:6-7)
Transformação das estruturas da sociedade (4:4-5; 7:7-9)
Obras de misericórdia (4:1; 6:4-7)
Busca pela justiça (2:6-8; 5:7,24; 6:12)
HILL, Andrew & WALTON, John. Panorama do Antigo Testamento, p. 539.
Javé como Deus supremo

Não podemos apenas associar Amós com seu clamor pela justiça social. O profeta clama por justiça a partir do seu elevado senso ético da Aliança de Javé com seu povo, que passava pelo amor ao próximo.
Para Amós, a injustiça social era reflexo da falta de importância que os israelitas deram às estipulações da Aliança, e, antes de não amarem ao próximo, na realidade, não amavam a Deus em primeiro lugar.
Os crimes contra a humanidade, que foram condenados em todas as nações eram pecado contra o próprio Criador de todos os seres humanos.

FONTE:  http://milhoranza.com