quarta-feira, 24 de agosto de 2016

DONS DE CRISTO - MINISTÉRIO PROFÉTICO




Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).

(1) O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).

(2) A função do profeta na igreja incluía o seguinte:
(a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1Co 12.10; 14.3).
(b) Devia exercer o dom de profecia.
(c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11).
(d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.

(3) O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem:
(a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25);
(b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9);
(c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15);
(d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11);
(e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).

(4) A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1).

(5) Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalimo quanto aos ensinos da Bíblia (1Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).

PROFETAS:
 
          Ez 33.7 Quanto a ti, pois, ó filho do homem, eu te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; portanto ouve da minha boca a palavra, e da minha parte dá-lhes aviso.
        Profecia de Oséias a respeito de JESUS CRISTO que se cumpriu cabalmente: 
Os 11.1 Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho. (Cumprimento em Mt 2.14,15)

                Será que ainda hoje temos o ministério profético operando em nosso meio? E evidente que sim, o que acabou, segundo o próprio JESUS é o ministério  profético que predizia sua vinda e sacrifício. 

                Infelizmente devido ao brilho excessivo dado pela Igreja a alguns ministérios como o de Pastores e Evangelistas, como também aos cantores e músicos (que não é ministério dado por CRISTO); estamos assistindo ao progressivo sufocamento de outros ministérios essenciais ao crescimento qualitativo da Igreja de JESUS CRISTO, nesses últimos momentos da mesma aqui na terra. Ainda se considera, embora dando pouco valor e ainda menos tempo, o ministério de Mestre; quase não se fala em Apóstolos e sufocaram quase que totalmente o ministério de profeta. Estamos confundindo profecia (Dom do ESPÍRITO SANTO) com o ministério de profeta (Pessoa escolhida e separada por CRISTO para exercer o ministério profético na Igreja), sendo usado para predizer o futuro).
                
Diferença:
    A profecia pode vir de 3 fontes:

 DEUS;
 homem;
 Satanás. 

As profecias devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31).
As profecias não devem ser desprezadas(1 Ts 5:20).
As profecias vêm para edificação, exortação e consolação(1 Co 14:3). Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13). 
   
Diferente de profeta, todo profeta profetiza, mas nem todo que profetiza é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11).
"Todos podeis profetizar, uns depois dos outros", mas nem todos são profetas (Ofício, ministério).

     Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia não prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos são chamados para serem profetas. 
Ex: JESUS : "Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará."(Jo 16:22).

Profeta Ágabo: At 21 8 Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. 9 Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam (Dom do ESPÍRITO SANTO). 10 Demorando-nos ali por muitos dias, desceu da Judéia um profeta, de nome Ágabo (Ministério dado por CRISTO a Igreja); 11 e vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim os judeus ligarão em Jerusalém o homem a quem pertence esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. 

Paulo: "disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós."(At 27:31-34).

Antioquia Da Síria (Conhecida Na Síria Como Antakya): 
Havia Ali Profetas E Doutores (Será Que Temos Hoje?)    O Corpo Humano Para Funcionar Bem Tem Que  Funcionar Bem Todos Os Sentidos, Ou Seja:     
   
1- Olfato     2- Paladar     3- Audição    4- Visão    5- Tato

A Igreja, Como Corpo De CRISTO Na Terra, Para Funcionar Bem Tem Que Ter Também Cinco Ministérios Funcionando Bem:

1-Apóstolos  2-Profetas  3-Evangelistas  4-Pastores 5-Mestres   Ef  4.11

FONTES:
HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006. SAIBA MAIS pela Revista: Ensinador Cristão - CPAD, nº43, p.41.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

DONS DE CRISTO - MINISTÉRIO APOSTÓLICO

 Vamos ver as principais características de um ministério apostólico. Vejo três aspectos principais:

 1 – INICIATIVA. 

Um apóstolo exerce um ministério iniciador. Ele expressa iniciativa não humana, mas divina. Deus usa o apóstolo para realizar seus próprios começos no desenvolvimento do plano da salvação. Vemos isto quando os doze foram enviados. A iniciativa de alcançar as cidades de Israel com o evangelho do reino de Deus não estava com a multidão dos discípulos em geral, mas com os doze apóstolos particularmente. Foram eles os primeiros a sair pregando o reino de Deus. Mais tarde, vemos que ele designou mais setenta, porém foram os doze quem tomaram a iniciativa. 

No Pentecoste foram os apóstolos que tomaram a iniciativa de interpretar o acontecimento. Lucas diz que Pedro se levantou com os onze. Mais tarde quando as multidões viram a Pedro e ao resto dos apóstolos dizendo: "Que faremos?", foram os apóstolos quem deram a resposta, apesar de 120 pessoas terem sido cheias do Espírito. 

Na evangelização dos gentios foi um ministério apostólico que rompeu a barreira de separação entre o judeu e o gentio, barreira essa construída através de séculos de tradição. Pedro diz: "Deus escolheu que através de minha vida, os gentios ouvissem". Foi o apóstolo Pedro quem introduziu uma nova fase no programa divino de salvação e mais tarde seu ministério foi seguido e ultrapassado pelo ministério do apóstolo Paulo. O ministério apostólico toma o primeiro passo no programa de Deus, o primeiro passo numa nova direção, numa nova dimensão. Paulo estava resoluto a pregar Cristo onde ele ainda não havia sido pregado. Ele queria ser o iniciador, ele queria ser o primeiro. 

A uma diferença de iniciador e pioneiro, o ministério necessário ainda é apostólico. Por exemplo, podemos ir a muitas cidades e povoados em nossa terra hoje e encontrar sinais de que o evangelho já fora pregado ali. Há igreja; salvação se encontra ali. Mas ainda pode haver um ar de morte prevalecendo no lugar. Faz-se necessário um ministério apostólico para reconquistar a iniciativa para Deus. Esta é uma função apostólica. É Deus usando o apóstolo para tomar a iniciativa a fim de que seus propósitos de salvação possam fluir novamente entre os homens e as mulheres.

2 – LANÇAR FUNDAMENTOS.

Em segundo lugar, o ministério apostólico é lançar fundamentos. Este é mais um passo além da iniciativa. Algumas pessoas, depois da iniciativa, a direção da ação é determinada puramente pelo acaso. É bom ter pessoas iniciando alguma coisa, mas o apóstolo, além de saber iniciar, sabe também assegurar que os propósitos de Deus atrás daquela iniciativa sejam realizados. O apóstolo leva os propósitos de Deus a serem demonstrados visivelmente, e assim o alvo é alcançado, e a missão é cumprida. Esta diferença pode ser vista no caso de Filipe. Filipe saiu com uma mensagem poderosa e almas foram salvas, mas parecia estar faltando alguma coisa nos convertidos - algo que Filipe sozinho não pôde suprir. É somente quando os apóstolos levam estas pessoas para uma experiência no Espírito, e batizam-nas no corpo de Cristo, que há uma igreja. Aí está a diferença: alguém pode tomar iniciativa, mas é preciso também saber colocar os alicerces.
 
O apóstolo não somente colocava os alicerces, mas ele mesmo era o alicerce. São os próprios apóstolos que são dados à igreja, não somente seus ministérios. Eles mesmos são o dom de Deus e os fundamentos. Vemos isto em Mateus 16:16-18. Algumas pessoas são tão ansiosas para provar o erro dos Católicos Romanos que chegam a afirmar com toda certeza que a pedra é a confissão de Pedro e de maneira alguma pode ser o próprio Pedro. Creio que precisamos dar o devido valor a Pedro. Parece-me que o Senhor está dizendo que não só a confissão de Pedro, mas o próprio Pedro, faz parte do alicerce da igreja. 

Paulo nos dá uma interpretação de Mateus 16 em Efésios 2:19, onde ele se refere à casa de Deus sendo edificada no alicerce dos apóstolos e profetas, sendo Cristo Jesus a pedra principal de esquina. Em sua visão da nova Jerusalém, João viu os doze alicerces com os nomes dos doze apóstolos. O próprio Paulo pôde falar daqueles que eram colunas  da igreja em Jerusalém - Cefas, Tiago e João. Eram homens que havia subido a um lugar de importância e preeminência unicamente porque Deus havia colocado um peso e uma responsabilidade sobre eles. Deus os havia feito alicerces e a obra dependia deles. 

Não podemos apoiar o domínio de um só homem ou perpetuar um sacerdócio denominacional. Nem enfatizar tanto o sacerdócio dos crentes que se torne impossível os líderes surgirem, e os apóstolos serem reconhecidos, e os homens de Deus se tornarem alicerces da igreja. Em alguns lugares tornamo-nos tão ansiosos para fugir dos cultos à personalidade que quando um homem começa a aparecer e se torna óbvio que a obra está sendo edificada em volta dele, nós imediatamente queremos reduzi-lo a tamanho normal. Talvez Deus queira levantá-lo um pouquinho mais, por amor a Sua igreja.

O apóstolo também sabe como construir nos alicerces e como estruturar a igreja. Há um paralelo maravilhoso entre Mateus 16 e 1 Coríntios 3:9, onde temos uma referência ao edifício de Deus. Depois no versículo 10 diz: "Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor". Jesus disse: "Sobre esta pedra edificarei minha igreja". E Paulo diz: "Lancei o fundamento como prudente construtor". Seu ministério é um com o ministério de Jesus. Mas ele não está preocupado somente em lançar o alicerce; ele se preocupa igualmente com aquilo que é edificado sobre ele. "...e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica". 


3 – CORREÇÃO DE FALSAS DOUTRINAS

A terceira característica do apóstolo é seu ministério de corrigir falças doutrinas, supervisionar. "Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo" (At 1:20). A palavra para encargo é episkope, a mesma palavra que podemos traduzir em outro lugar pela palavra "bispo". Tome outro o seu episcopado. Esta palavra já era muito significativa na época em que foi escrito o livro dos Atos dos Apóstolos. É usada na Septuaginta, em Números 7:2, onde há uma referência aos príncipes de Israel que presidiam ao censo. Também em Números 4:16: "Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, será supervisor, terá a seu cargo o azeite da luminária, o incenso aromático, a contínua oferta dos manjares e o óleo da unção, sim, será supervisor de todo o tabernáculo, e tudo o que nele há, o santuário e os móveis".
 
O livro de Reis se refere aos superintendentes da casa do Senhor, cujo cargo era receber o dinheiro recolhido para reparar e reconstruir o templo e distribuí-lo aos carpinteiros e pedreiros e a todos que trabalhavam na casa do Senhor para restaurá-la. Neemias escreve sobre o superintendente dos levitas. Os judeus então já estavam familiarizados com esta expressão. Eles sabiam que a superintendência era uma função dos príncipes ou líderes de Israel, e uma função daqueles que tinham um cargo sobre á casa de Deus.
 
É esta mesma ideia que é desenvolvida no uso do termo no Novo Testamento. "É necessário, portanto, que o bispo... governe bem a sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo respeito; pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" (1 Tm 3:2-5). "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós... pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer; ...nem como dominadores dos que vos foram confiados" (1 Pe 5:1-3).
 
Nestas duas referências vemos o piskope no seu ambiente local. O apóstolo funciona na capacidade de um presbítero para a igreja universal, enquanto o presbítero (líder local, pastor) se limita a uma localidade. O apóstolo é enviado com aquele mesmo ministério essencial para toda a igreja de Deus. Há três setores principais onde a superintendência do apóstolo atua.

1             - Em primeiro lugar, no setor do ensino. Os discípulos primitivos continuaram firmes no ensino dos apóstolos (At 4) e este ensino providenciava as normas para a igreja primitiva. Paulo, como um apóstolo, escreveu com a expectativa de que suas epístolas fossem obedecidas. "Se alguém se considera... espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele" (1 Co 14:37; 2 Ts 3:14). Pedro escreve que nós devemos lembrar o mandamento de nosso Senhor e Salvador pela boca dos apóstolos (2 Pe 3:2). 

II Pedro 3:2 - Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador.

Quando surgiu o problema da circuncisão, foram os apóstolos que tomaram a iniciativa em resolver o que devia ser ensinado para os convertidos gentios (At 15:5,6). Eles estavam preocupados sobre o ensino a ser administrado ao corpo de Cristo. Precisa haver apóstolos hoje que se preocupem com os vários ensinos e revelações que estão circulando por aí e sejam capazes de tratar com eles com a mesma autoridade dos apóstolos primitivos. Se não houver liderança o povo de Deus pode cair em confusão. É a responsabilidade de um apóstolo assegurar o ensino sólido da palavra de Deus e impedir que o diabo faça destruição através de "ventos de doutrina".
 

2             - Em segundo lugar, na área de apontar presbíteros. O governo da igreja local era designado pelos apóstolos. Vemos isto no livro de Atos e em Tito. Eles estavam a par daquilo que se passava nas igrejas, designavam os presbíteros locais e exerciam uma superintendência sobre os presbíteros. Seu ministério ajudava a ligar e a unir as igrejas. Quando a palavra fala de presbítero está falando de um líder local um pastor local, mas quando fala de presbitério está se referindo a uma equipe de governo (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) que é formada por anciões homens experimentados e idôneos.


3             - O terceiro aspecto é no setor de disciplina. Paulo se preocupava com as situações locais e quando ouvia sobre dificuldades nas igrejas, ele escrevia, se envolvendo no problema, mesmo não estando lá fisicamente. Em Corinto ele entregou um irmão a Satanás para a destruição da carne e chamou a igreja para apoiar seu julgamento. Mais tarde ele lhes escreveu: "Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. E foi por isso também que vos escrevi, para ter prova de que em tudo sois obedientes" (2 Co 2:8,9). "Portanto, escrevo estas cousas, estando ausente, para que, estando presente, não venha a usar de rigor segundo a autoridade que o Senhor me conferiu para edificação, e não para destruir" (2 Co 13:10).  


 Apóstolos, Dons e Ofícios

O dom de apóstolo, como no caso de todos os dons espirituais, é dado aos crentes por Deus como Lhe agrada (veja 1 Co 12:11,18). Os dons espirituais são dados apenas pela graça de Deus.

No entanto, um ofício, tais como o ofício de apóstolo, não é dado pela graça, e gerado pelas obras. Se Deus deu a uma pessoa o dom de apóstolo, o fruto desse dom será evidente para os outros e, no devido tempo o Corpo de Cristo vai conferir o ofício de apóstolo a essa pessoa. Este ato é mais freqüentemente chamado de “comissionamento”, e é realizado por apóstolos do mesmo nível representando a igreja e através da imposição de mãos. O título “apóstolo” é normalmente utilizado apenas por aqueles que tenham sido devidamente comissionados no ofício.

Qualificações dos Apóstolos

Certos requisitos se aplicam a todos os apóstolos, independentemente dos diferentes ministérios ou atividades que possa ter sido atribuída a eles por Deus. Estes incluem:
• Caráter Extraordinário. Apóstolos cumprem as exigências de liderança descritas em 1 Timóteo 3:1-7. Eles levam a sério a advertência de Tiago 3:1, de que eles serão julgados com um julgamento mais severo do que a maioria dos outros crentes. Eles são santos.
• Humildade. Jesus disse que somente aqueles que são humildes serão exaltados. Desde que apóstolos são exaltados por Deus (veja 1 Co 12:28), eles devem ser humildes, a fim de se qualificar.
• Liderança. Nem todos os líderes são apóstolos, mas todos os apóstolos são líderes. Apóstolos devem ter seguidores para verificar o seu papel de liderança.
• Autoridade. A característica que mais distingue apóstolos de outros membros do Corpo de Cristo é a autoridade que vem como parte e parcela com o dom de apóstolo.
• Integridade. Apóstolos são esperados para mostrar a integridade que vai levá-los a ser “irrepreensíveis” (1 Tm 3:2) e “ter um bom testemunho entre aqueles que são fora” (1 Tm 3:7).

O que todos os apóstolos fazem

• Recebem revelação. Apóstolos ouvem o que o Espírito está dizendo para as igrejas. Para alguns esta revelação vem diretamente, para outros através de relacionamentos adequados com os profetas.
• Lançam visão. A sua visão baseia-se na revelação que recebem.
• Trazem nascimento. Apóstolos são pessoas com iniciativas, que iniciam novas coisas.
• Eles governam. Apóstolos são hábeis em pôr as coisas em ordem.
• Eles constroem. Apóstolos lançam estratégias e acham formas de continuar um projeto ao longo de seu curso pretendido.
• Eles terminam. Apóstolos são capazes de levar um projeto ou uma temporada de Deus para a sua desejada conclusão.
• Eles guerreiam. Apóstolos são os generais do exército de Deus.
• Eles alinham gerações. Apóstolos têm uma longa perspectiva sobre os propósitos de Deus e levantam um segundo nível de liderança para o futuro.
• Eles equipam. Efésios 4:12 diz que os apóstolos equipam os santos para a obra do ministério.
• Enviam. Apóstolos enviam os que estão equipados para cumprir com o seu papel em estender o reino de Deus.

Paternidade Apostólica

1. Orfandade na Igreja. Muitos pastores e líderes estão órfãos pela ausência de uma relação de paternidade. Orfandade produz, invariavelmente, insegurança e ausência de um modelo para imitar. Orfandade provoca alterações de personalidade, introversão, feridas não curadas, dores, complexos e às vezes, confusão e indefinições na vida.

A orfandade, no plano humano natural, cria vazios de amor, de carinho, de ensinamento, de educação e de princípios de vida.

No âmbito espiritual ocorre o mesmo. Quando alguém cresce sem um pai verdadeiro ou um apóstolo maduro que o guie, cresce inseguro, confuso, com manhas, com temor e indefinições no ministério. Orfandade espiritual gera dúvidas, insegurança no chamado, precipitações e muitos erros que, sem correção, se tornam parte de nossa conduta. Orfandade produz ministros carentes de fé, muitas vezes temerosos de assumir compromissos e desafios divinos. Orfandade causa danos ao ministro e ao corpo, pois suas consequências são ministradas e transferidas à Igreja. Orfandade é o flagelo dos ministros de hoje. A maioria não poderia sequer identificar seu pai no ministério; eles não o conhecem, e quase a totalidade deles, nunca teve um.

O Manto de Elias: O manto do Pai. O manto do Elias tira o Eliseu no anonimato.

 2. Benefícios de uma paternidade saudável. Os males da sociedade de hoje são reflexo de más relações interfamiliares.

Paternidade: O ministério do Pai. Comenta que Ef 3.5 que fala “do Pai de quem toma o nome toda família” poderia ser parafraseado, “do Pai de quem toma a paternidade toda família”. Paternidade é um dom do Pai.

O ministério do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Áreas de influência da paternidade
A. Identidade
B. Auto-estima
C. Segurança pessoal
D. Provisão
E. Cobertura e proteção.
Transferência e porção dobrada do Espírito. Apóstolos são ministros de paternidade.

 3.  Cura Interior Ministerial: uma necessidade de hoje na igreja (Jr 8.22). Já vi uma infinidade de casos, sobretudo de homens, cujas relações com seus pais terrenos foram más e traumáticas (surras, abandono, abuso, etc.) e por isso não podiam chamar a Deus de Papai. Muitos ministros e líderes têm um relacionamento maravilhoso com Jesus Cristo (Deus Filho) e com o Espírito Santo do Senhor (Deus Espírito Santo), mas não puderam ter um bom relacionamento com Deus Pai por causa de suas feridas.

4. Alguns Apóstolos... (1 Co 4.14-15). Hoje em dia, o mover apostólico se vê ameaçado pelo seguinte:
A. Imaturidade de muitos apóstolos (na realidade, lhes faltam discipulado e formação do caráter apostólico).
B. Ciúmes de alguns apóstolos (chamamos assim aos líderes de seu próprio concílio ou grupo que não vêem a possibilidade de que se levantem outros apóstolos junto a eles).
C. Falsos apóstolos que se autonomeiam como tais, sem testemunho e sem marcas apostólicas.
D. Ignorância acerca da função apostólica na Igreja – falta de revelação do genuíno trabalho do apóstolo na igreja.
E. Falta de humildade de alguns apóstolos para serem ensinados por outros com mais experiência.
É necessário compreender que Satanás se empenhará a todo custo para desvirtuar o mover genuíno de Deus.
Pais ou irmãos mais velhos. Nosso grande problema é que a igreja tem sido dirigida por irmãos mais velhos e não por pais apostólicos. Um irmão mais velho tem algumas características negativas:
A. Tem potencial para ser pai (mais ainda não é pai);
B. Luta mais pelos seus próprios interesses (ainda que não seja sempre);
C. Não sabe o que é ser um pai;
D. Tem ciúmes de sua posição;
E. Às vezes menospreza os seus irmãos menores;
F. Por vezes é abusivo, impõe sua vontade;
G. Alguns não se alegram com o progresso de seus outros irmãos menores;
H. Às vezes rejeita quando o pai o abraça;
I. Pensa que a herança é mais sua que de outros;
J. Acredita ter direitos sobre os demais.

Pais se multiplicam
Paternidade Apostólica: Necessidade de Hoje.
A síndrome do irmão menor.
A necessidade de apóstolos horizontais. Eu chamo este de apóstolos de relacionamentos... Eles se preocupam com aqueles ministros que estão debaixo de sua autoridade, concílio, denominação, ou rede ministerial; mas estão mais interessados em ter relacionamentos horizontais no Corpo de Cristo. Aleluia!
Apóstolos horizontais são pais empenhados em se reproduzir em outros apóstolos e em promover o levantar outros apóstolos de outras redes apostólicas e de muitas relações de amizade. Apóstolos horizontais são pais chamados por Deus para animar os apóstolos ignorados e menosprezados por outros ministros. Eles estão interessados na restauração do ministério apostólico, de sua multiplicação e operação no Corpo de Cristo.

Pais espirituais: o nível mais alto de maturidade. A Bíblia usa a palavra grega “patter”, “abba” para Deus. Seu significado em grego e hebraico é: pai, fundador, iniciador, guia, mestre, protetor, autor, o que nutre, fonte e líder... Eis aqui suas características principais:
A. Seu maior desejo é reproduzir-se em seus discípulos;
B. Sua meta é que seus filhos ministeriais alcancem seus destinos proféticos;
C. É um mentor e formador de discípulos e ministérios;
D. Está disposto a investir totalmente em seus discípulos para que haja fruto;
E. É um treinador de líderes por excelência;
F. É uma fonte de vida do Espírito e revelação da Palavra;
G. Equipa e capacita a outros;
H. É um nutridor de vocação;
I. É um progenitor. Provê qualidade de vida para outros. Reparte de sua unção com outros;
J. Admoesta, exorta, corrige e disciplina;
K. É um provedor;
L. Alimenta com responsabilidade e amor;
M. É protetor e dá cobertura;
N. É um motivador de novos líderes.

5. O Deus de Múltiplas Gerações (Êx 3.6)
Apóstolos transcendem gerações (ou são multi-geracionais).
Elias voltará outra vez (Mq 4.5-6).
Paternidade responsável
Paternidade: a maior cobertura .

6. Discipulado Apostólico: Paternidade (Lc 6.12-13). Um real insatisfação. De discípulos fiéis a ministros. E quanto aos apóstolos?

7. A Herança é dos Filhos (Rm 8.17). Herdeiros no ministério. Buscando os próprios filhos (59-64)

 8. Uma Perspectiva Apostólica do Filho Pródigo (Lc 15.11-13, 20-24). O irmão mais velho. A legalidade de Deus. Promessas da herança. Da promessa ao juramento. O sinal do pacto. Do pacto ao testamento. Do testamento à herança. Da promessa à herança.

 9. Os Herdeiros de Deus (Gl 3.28-29).
Os “Huios” de Deus (Mt 3.16-17). O huio era o filho primogênito que alcançou a maturidade.
Como filhos amados...
Herdeiros ou escravos
Discípulos ou... qualquer coisa. Há três tipos de pessoas que frequentam as igrejas:
1. Seguidores,
2. Admiradores
3. Discípulos (filhos ministeriais) .



Fontes: Biblia sagrada
             Ap.Peter Wagner e Ap. Rony Chaves
             Livros, estudos na net.   
             Ruach Ministries International
                         Dr Graham Perrins