domingo, 12 de junho de 2022

Qual o significado dos Números na Bíblia e no Livro do Apocalipse?

Número 1

O número um indica unidade.

  • 1 único Deus;
  • 1 Trono (Ap 4 e 5)
  • 1 Hora (Ap 17.12)

Número 2

O número dois na bíblia está muito relacionado com escolha:

  • “Tenho te proposto, hoje vida ou morte, benção ou maldição” (Dt 30.19); 
  • “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24); 
  • “Dois caminhos e duas portas (Mt 7.13,14); 
  • Dois fundamentos (Mt 7.24-27)
  • Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus chamado Cristo? (Mt 27.17)

O número dois no livro do Apocalipse aponta para o mínimo de pessoas necessárias para validar um testemunho diante de um tribunal.

  • 2 Testemunhas (Ap 11.3-14)
  • 2 Castiçais (Ap 11.3-14)
  • 2 Oliveiras (Ap 11.3-14)

Número 3

O número três revela o Deus Triuno. O número 3 na bíblia sugere algo completo: 

  • Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19)
  • Jesus ressuscitou ao terceiro dia (I Co 15.4)
  • O homem é formado por 3 partes: espírito, alma e corpo (I Ts 5.23)
  • O Tabernáculo é dividido em 3 partes, átrio exterior, lugar santo e santo dos santos;
  • Terceiro céu (2 Co 12.2)

O  livro do Apocalipse é uma revelação que possui como remetente o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

  • 3 Remetentes – Este livro é uma “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu…” (Ap 1.1 ACF), para que “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2 e 3 ACF). Outro texto claro que mostra o Pai o Filho e o Espírito como remetentes deste livro encontra-se na seguinte passagem que introduz o livro do Apocalipse:

(4) João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir (PAI), e da dos sete espíritos (ESPÍRITO) que estão diante do seu trono; (5) E da parte de Jesus Cristo (FILHO), que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, (6) E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém (Apocalipse 1:4-6 ACF)

Outras referências contendo o número três:

  • 3 Medidas (Ap 6.6)
  • 3 Anjos (Ap 8.13)
  • 3 Ais (Ap 8.13)
  • 3 Espíritos imundos semelhantes a rãs (Ap 16.13) – Trindade Satânica. Uma tentativa de imitar a Deus.
  • 3 Partes (Ap 16.19)
  • 3 Portas de cada lado da Nova Jerusalém (Ap 21.13)

Implicitamente encontramos o padrão de 3 espalhado pelo livro do Apocalipse na maioria das vezes apontando para deidade, outras para uma tentativa cópia da parte de Satanás:

  • Características tripla do Cristo – A testemunha fiel, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra (Ap 1.5)
  • 3 vezes Santo – Trisagio / “Santo, Santo, Santo” (Ap 4.8)
  • 3ª parte dos homens (Ap 9.18)
  • 3 Flagelos – fogo, fumaça e enxofre (Ap 9.8)
  • Características tríplice de de Deus – Aquele que era, que é e que há de vir (Ap 4.8)
  • Características tríplice do Anticristo – Aquele que foi, já não é, mas virá (Ap 17.8)
  • Comprimento, Altura e Largura da Nova Jerusalém (Ap 21.16)

Número 4

O número quatro aponta para criação de Deus, evidenciado até em coisas simples como as 4 estações ou as 4 direções do vento. É interessante percebermos a correlação entre termos recebidos 4 evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) e o evangelho do reino sendo pregado a todas as nações para que então venha o fim! 

  • 4 Seres viventes (Ap 4.6,8,10; 5.6,8,14; 6.1,6; 7.11; 14.3; 15.7; 19.4)
  • 4 Anjos (Ap 7.1,2)
  • 4 Ventos (Ap 7.1)
  • 4 Cantos da terra (Ap 7.1; 20.8)
  • 4 Pontas do Altar de ouro, que estava diante de Deus (Ap 9.13)
  • 4 Anjos presos junto ao grande rio Eufrates (Ap 9.14,15)
  • 4 Lados da Nova Jerusalém – Quadrangular (Ap 21.16)

Outra expressão que aparece 4 vezes é a expressão “aquele que vive para todo o sempre” (Ap 4.9,10; 10.6; 15.7)

Embora haja varias citações explícitas, implicitamente também encontramos várias categorias de quatro no Apocalipse, um exemplo são os 4 cavalos. Segue abaixo uma lista:

  • Tribo, e língua, e povo, e nação (Ap 5.9)
  • Louvor, honra, glória e poder (Ap 5.13)
  • Espada, fome, peste e bestas feras (Ap 6.8)
  • Vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos (Ap 8.5; 16.18)
  • Homicídios, feitiçarias, fornicação e furtos. (Ap 9.21)
  • Povos, e nações, e línguas e reis (Ap 10:11)
  • Harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros (Ap 18.22)

Número 5

O número cinco na Bíblia como um todo aponta para lei (pentateuco), graça (a mudança de aliança se deu entre o quarto para o quinto milênio) frutificação (pentecostes), também está conectado aos 5 dons ministeriais. Porém no livro do Apocalipse ele não parece ter um simbolismo muito expressivo.

  • 5 meses de tormento para quem não tem a selo de Deus (Ap 9.5,10)

Número 6

O número seis na aponta para algo incompleto ou imperfeito, que está conectado ao homem e também a tentativa de Satanás de alcançar a plenitude sem nunca conseguir, daí o número da besta ser o 666 ser também número de homem.

  • 6 Asas, tinham os Seres Viventes (Ap 4.8)
  • 666 – Marca da Besta (Ap 13.18)

Número 7

O número sete aponta para totalidade, completude, integralidade, plenitude ou perfeição. De forma geral podemos entender que o sete aponta para um ciclo completo, assim como uma semana completa tem 7 dias. E aqui é interessante ressaltar que não só o sete mas seus múltiplos são cheios de significado. Por exemplo: 70 semanas de Daniel para concluir a obra de restauração, dever de perdoar até 70×7. Logo o número sete e seus múltiplos apontam para algo completo, pleno e perfeito!

  • 7 Espíritos (Ap 1.4; 3.1; 4.5; 5.6)
  • 7 Candelabro de ouro (Ap 1.12; 2.1)
  • 7 Estrelas (Ap 1.16,20; 2.1; 3.1)
  • 7 Lâmpadas de fogo (Ap 4.5)
  • 7 Selos (Ap 5 e 6)
  • 7 Chifres (Ap 5.6)
  • 7 Olhos (Ap 5.6)
  • 7 Anjos (Ap 8.2,6; 15.1,6-8; 16.1; 17.1; 21.9)
  • 7 Trombetas (Ap 8.2,6)
  • 7 Trovões (Ap 10.3)
  • 7 Mil mortos no grande Terremoto (Ap 11.13)
  • 7 Coroas (Ap 12.3)
  • 7 Cabeças (Ap 12.3; 13.1; 17.3,7,9)
  • 7 Flagelos (Ap 15.1,6)
  • 7 Taças (Ap 15.7; 16.1)
  • 7 Montes (Ap 17.9)
  • 7 Reis (Ap 17.10)

Além destas referências que são citadas de forma explícita no livro do Apocalipse, temos inúmeras e surpreendentes citações implícitas, tais como:

No livro do Apocalipse encontramos as expressões breve ou cedo referentes ao cumprimento das profecias sobre a vinda de Cristo ocorrendo 7 vezes:

(1) Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu anjo para torná-la conhecida ao seu servo João, (Apocalipse 1:1 NVI)

(16) Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. (Apocalipse 2:16 ACF)

(11) Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa. (Apocalipse 3:11 NVI)

(6) O anjo me disse: “Estas palavras são dignas de confiança e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer”. (7) “Eis que venho em breve! Feliz é aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”. (12) “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. (20) Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve! ” Amém. Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22:6,7,12,20 NVI)

Encontramos no Livro do Apocalipse duas passagens de hinos de louvor entoados por um coro celestial. São estas Ap 5.12 e Ap 7.12, em ambas encontramos uma lista com 7 atributos conforme o destaque a seguir:

Uma Visão do Trono do Livro e do Cordeiro:

(11) E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, (12) Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. (Apocalipse 5:11-12 ACF)

Uma Grande Multidão de Branco e com Palmas nas Mãos:

(12) Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. (Apocalipse 7:12 ACF)

Ainda no Livro do Apocalipse encontramos no toque da 5ª trombeta (Ap 9.7-10) uma nuvem de gafanhotos sendo liberada do poço do Abismo. Estes possuem uma série de 7 características peculiares que se pareciam com:

1- Coroa sobre a cabeça;

2- Rosto de homem;

3- Cabelos de mulher;

4- Dentes de leão;

5- Couraça de ferro;

6- Asas que faziam o som como cavalos e carros de guerra;

7- Cauda de escorpião;

No Apocalipse ainda encontramos 7 Bem- Aventuranças apresentadas a seguir:

(3) Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Apocalipse 1:3 ACF)

(13) E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem. (Apocalipse 14:13 ACF)

(15) Eis que venho como ladrãoBem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. (Apocalipse 16:15 ACF)

(9) E disse-me: Escreve: Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. (Apocalipse 19:9 ACF)

(6) Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos. (Apocalipse 20:6 ACF)

(7) Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. (Apocalipse 22:7 ACF)

(14) Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. (Apocalipse 22:14 ACF)

O termo grego arnion traduzido por cordeiro referente a Cristo aparece cerca de 28 vezes no livro do Apocalipse. Este seria o resultado de sete vezes quatro, onde o sete representa plenitude ou perfeição e o quatro aponta para a obra da Criação.


Número 8

O número oito na Bíblia como um todo aponta para recomeço, infinidade ou eternidade. Temos como exemplo o 8º dia que é na verdade o primeiro dia de uma nova semana, também temos 8 pessoas entrando na arca para começar a povoar a terra após o dilúvio. Porém no livro do Apocalipse encontramos o oitavo rei que é um dos sete e caminha para a perdição, o que pode apontar para uma tentativa de Satanás de dar continuidade ao seu governo, o que sabemos de antemão que não terá êxito, pois Cristo virá para estabelecer um reino que não terá fim e seu domínio será eterno!

  • 8º Rei (Ap 17.11)

Número 9

O número nove na Bíblia como um todo aponta para a frutificação. Temos como exemplo as 9 características do Fruto do Espírito e os 9 Dons espirituais. Porém no Livro do Apocalipse não há nenhuma menção significativa.

Número 10

O número dez aponta para totalidade ou plenitude do sistema decimal, que no Apocalipse pode estar conectado com os Reinos deste Mundo, o sistema da Terra. Em Daniel Encontramos os 10 dedos dos pés da estátua do sonho de Nabucodonosor (Dn 2) e os 10 chifres do animal terrível (Dn 7) que apontam para o governo terreno regido por Satanás.

  • 10 Dias de tribulação (Ap 2.10)
  • 10% da cidade é destruída (Ap 11.13)
  • 10 Chifre do Dragão (Ap 12.3)
  • 10 Chifre da Besta da Terra (Ap 13.1; Ap 17.3)
  • 10 Coroas da Besta da Terra (Ap 13.1)

Número 12

O número doze aponta para a perfeição ou totalidade do povo de Deus. Enquanto o 10 aponta para o governo e os seguidores da besta, o 12 aponta para a plenitude do povo que serve a Deus.

  • 12 Tribos de Israel (Ap 7.4-8)
  • 12 Estrelas sobre a cabeça da mulher (Ap 12.1)
  • 12 Portas na Nova Jerusalém (Ap 21.12)
  • 12 Anjos nas portas da Nova Jerusalém (Ap 21.12)
  • 12 Nomes das Tribos de Israel nas portas da Nova Jerusalém (Ap 21.12)
  • 12 Fundamentos na Nova Jerusalém (Ap 21.14)
  • 12 Nomes dos Apóstolos sobre os Fundamentos na Nova Jerusalém (Ap 21.14)
  • 12 Mil estádios é a medida do comprimento, largura e altura da Nova Jerusalém (Ap 21.16)
  • 12 Frutos da Árvore da Vida que está na Nova Jerusalém (Ap 22.2)

domingo, 13 de maio de 2018

Os princípios da criação


A criação de Deus tem pelo menos cinco pontos básicos: princípio da terra, princípio da imagem, princípio da semelhança, princípio do domínio e princípio do Éden. Esses princípios revelam o funcionamento da criação, com propósito final na vida do homem, que é a coroa da criação divina.
Os princípios funcionam interligados entre si, vejamos:
  1. 1) Princípio da terra: essa é a lei proporcionada por Deus para que haja total manutenção da natureza para com a vida do homem;
  2. 2) Princípio da imagem: são as emanações de Deus manifestas no homem. São os atributos de Deus em forma de adjetivos no homem;
  3. 3) Princípio da Semelhança: nessa lei temos o homem funcionando como Deus funciona, um espelhamento, tendo em vista que o homem refletia Deus;
  4. 4) Princípio do domínio: nesse temos o homem com o poder de supremacia sobre a criação feita por Deus;
  5. 5) Princípio do Éden: temos a junção dos quatro anteriores e a manifestação de sete pontos:
  • Pisom
  • Giom
  • Tigre
  • Eufrates
  • Jardim
  • Hadah
  • Kabash
O Jardim não é o Éden 
“Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste; e ali colocou o homem que formara”. Gênesis 2:8.
Em Genesis 2.8 temos a aplicação da preposição “no”, isto é, unidos e não fundidos. Ao observar o Éden e o jardim nesse versículo temos a certeza que sua união. Imagine dentro de um copo você depositar agua e óleo, lógicos que estão unidos, porém não estão fundidos, cada qual sua própria característica, não se mistura, mas estão juntos num mesmo lugar. Assim era o Éden e o Jardim, estavam unidos, porém não misturados, pois o ser que comportava duas naturezas em si ainda não estava no Jardim.
“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”. Gênesis 2:15.
Agora observe o versículo 15 de Gênesis 2, onde a preposição muda para “do”, agora temos a ideia de um dentro do outro, de unicidade, de fusão perfeita, por que? Agora temos a presença do homem no jardim, e o Éden se funde ao mesmo, visto que o Éden é um ambiente espiritual.
Benefícios da cobertura do Jardim 
Sabendo que o Éden é uma cobertura espiritual que cobria toda a criação divina, temos agora que observar os motivos de sua presença na criação, visto que dele procedia o rio que mantinha o jardim.
Na criação o que ligava a fonte (Deus) a toda a criação era o rio que vinha do Éden, que tinha sua fonte em Deus nas regiões celestiais. O rio que provinha dessa região espiritual em Deus trazia consigo o fluir da autoridade divina que, por sua vez mantinha a autoridade do homem funcionando perfeitamente.
Hadah e kabash 
Os dois níveis de autoridade sobre a criação: Domínio(hadah) e Submissão (kabash).
A autoridade e a ação dada ao homem que tinha como fonte e sustentação a cobertura espiritual proporcionada pelo Éden. O domínio e a supremacia sobre toda a criação dada ao homem. A submissão é a ação dada para a supremacia, uma interligada a outra, e o homem ligado em Deus.
A cobertura do Éden é o que transmite autoridade para o homem, o homem por sua vez é o receptor. Estando debaixo da cobertura ligado em Deus pelo Éden o homem tinha além dos níveis de domínio e submissão, também os cinco níveis de bênçãos.
Cinco níveis de bênçãos 
  1. 1) Pisom: esse é o rio que rodeia a terra de Havilá, onde háouro e ouro do bom. A palavra Pisom no hebraico significa “gratuidade”, mostrando que a benção é contínua e gratuita debaixo da cobertura;
  2. 2) Giom: esse rio tem seu significado no hebraico de “rompimento”, isto é, ao homem foi dado o direito de nada lhe parar;
  3. 3) Tigre: representação direta de força e velocidade, mostrando que ao homem foi dado em níveis físicos;
  4. 4) Eufrates: esse rio revela as profundidades, tesouros escondidos, reservados ao homem que estava debaixo da cobertura do Eden;
  5. 5) Jardim: esse vem para manutenção diária e ponto de encontro contínuo com o próprio Deus.
A queda do homem e a saída da cobertura 
Bênçãos profundas eram reservadas no projeto original, mas após a queda do homem este acesso foi interrompido, Deus em sua grande misericórdia criou meios na lei para que o homem desfrutasse do melhor da terra (Isaías 1.19).
Após a queda, ao sair da cobertura original do Eden, o homem permanece com o direito de domínio e submissão, mas agora pelo seu esforço. Para que o homem torne a viver o projeto original da gratuidade da benção continua, ele deve estar debaixo da cobertura de paternidade.
Na antiga aliança através dos pais, reis, sacerdotes, profetas, e juízes; na nova aliança através dos pais, apóstolos, pastores, profetas, evangelistas e mestres. São homens separados por Deus para transmitir a benção e para permitir a atuação e a isso se dá o nome pela Bíblia de “S’mikhah” (autoridade por imposição).
Debaixo da autoridade e de cobertura espiritual de homens separados por Deus para tal, podemos fluir em nossas vidas através das bênçãos em Cristo Jesus, nosso Senhor, tendo a paz que excede todo entendimento a nosso favor, alcançando diariamente aquilo que já existe (2Pe 1.3a), desfrutando agora de uma aliança ainda maior, pois através da S’mikhah podemos viver em plena atuação em Deus ao que nos foi dado no projeto original (Gn 1.26), domínio e submissão.
Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”.  Gênesis 1:26.