sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

COBERTURA APOSTÓLICA-PROFÉTICA * O QUE É e PARA QUÊ

A uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorro, governos, variedade de línguas. I Coríntios 12. 28

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presençado Senhor. E envie ele a Jesus,  que já dantes foi pregado. Convém que o céu o contenha até os tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas desde o princípio.   Atos 3. 19–21

Sede MEUS imitadores, como também eu sou de Cristo. Apóstolo Paulo I Coríntios 11.1

Além das coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas.  II Coríntios 11.28     

       
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

                Um dos deleites dos que não estão resistindo a Deus, na RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS, como preparação final para a volta de Jesus, é a experiência com a RESTAURAÇÃO DO ENTENDIMENTO do apostólico e da realidade permanente dos ministérios dos apóstolos e profetas na Sua Igreja.
                Observe que a restauração é do entendimento, pois este é que a Igreja perdeu. Nenhum lugar do Novo Testamento diz ou insinua que Deus suspendeu esses ministérios e a função dos que os exercem. Antes, pelo contrário: o texto bíblico mostra categoricamente que esses ministérios estariam ativos até a volta de Jesus. À luz da Palavra de Deus, hoje só não entende isso quem decide não entender: seja por conveniência e/ou em decorrência de FORTALEZAS espirituais .

             Deus está restaurando é o ENTENDIMENTO e não os ministérios de  apóstolos e profetas, em si, pois se os mesmos tivessem sido cancelados por Jesus, a Sua Igreja teria ficado sem os fundamentos, estabelecidos por Ele, conforme Efésios 2.20 e, literalmente, haveria sucumbido ao longo desses dois mil anos.
                O que, então, Ele está fazendo, de fato, neste aspecto da RESTAURAÇÃO de todas as coisas?
         Ao restaurar esse entendimento, Ele prossegue é ATIVANDO aquilo que, num longo processo histórico de apostasia, os homens/líderes foram rejeitando e destruindo da obra original de Jesus, neste caso, os dons e os ministérios de apóstolos e profetas.
                E, por que Deus está fazendo esta RESTAURAÇÃO de entendimento e ATIVANDO esses ministérios e ofícios? Simplesmente porque, após dois mil anos, já estamos na “estação profética” da volta de Jesus. Isso também está claro na profecia de Atos 3.19–21; pois, para a RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS neste tempo, a identidade e ministério apostólico e profético da Sua Igreja com os ofícios de apóstolos e profetas são fundamentais. É tão simples assim.
                Nesse processo, Deus, em Sua sabedoria e soberania, restaurou (está restaurando) primeiramente, o profético, porque é ATRAVÉS do profético que o APÓSTOLICO que corresponde à identidade de Jesus, manifesta-se e opera. E quem executa todas essas coisas na Igreja e através dela é o ESPÍRITO SANTO.
                Observe em Atos 2 que, quando ocorreu o batismo, o derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos que estavam reunidos, o que foi ativado neles imediatamente e que passou a fluir abundantemente FOI O PROFÉTICO, conforme a explicação dada nos versos 16 a 18.
                E foi, então, que tudo quanto Jesus lhes havia dado (inclusive uma determinada “medida” do Espírito Santo, soprando sobre eles – João 20. 21) ensinado e comissionado FOI ATIVADO, passando a fazer parte da existência deles. Então, A UNÇÃO e a AUTORIDADE apostólica que Jesus lhes havia dado (João 20.21 – 23; Mt 10.1, 2; Lc 6.6. 12, 13; Lc 9.1, 2, 6 e 10.17–19) manifestaram-se de forma extraordinária e entraram definitivamente em operação conforme os propósitos de Deus até à volta de Jesus.

             O que Deus derramou e o que aconteceu em Atos 2 é onde começa tudo. Aquela “manifestação” pode ocorrer (e é para ocorrer) tantas vezes quantas forem necessárias (inclusive o próprio livro de Atos registra isso) até Jesus Cristo voltar, porque aquele foi o cumprimento do propósito de Deus para os “últimos dias”, que começaram ali, e hoje, nós estamos no fim dos últimos dias, ou seja, nos últimos dias “dos últimos dias”.
             Portanto, sob operação, manifestação, atuação do Espírito Santo, “o profético” ativa “o apostólico” e este, em operação, manifesta o profético que corresponde à AUTORIDADE APOSTÓLICA de Jesus, e em Seu nome, para ser cobertura da Igreja, em todas as dimensões e circunstâncias, dons e ministérios desta, a fim de que a mesma realize, devidamente, todos os ministérios e comissionamentos de Jesus, com toda autoridade que há em Seu nome e delegada por Ele em demonstração do Espírito e de poder (I Co 2.1–4), em cada geração, preparando a Sua Noiva, até à Sua volta.
              
                A identidade apostólica e o ministério apostólico são de natureza essencialmente profética e é o mais alto nível da identidade profética de Jesus concedida à Sua Igreja, através do DOM e OFÍCIO de apóstolo. Tudo que um apóstolo verdadeiro faz, na condição de apóstolo, somente torna realidade, no reino espiritual, sob unção profética do mais elevado nível - a unção profética de Jesus.Senão, tudo que ele fizer não passará de estruturas, formas religiosas e/ou manifestação, controle e exploração das pessoas e congregações, por mais que aparentem ser “espirituais”, ter autoridade e saber manejar bem as expressões e chavões. O profético traz o apostólico e este, vindo à luz, opera no mais alto nível profético com o nome de “autoridade apostólica”, e às vezes apostólica-profética. E a marca, o sinal principal de TODO apóstolo ou profeta verdadeiros é o caráter de Jesus manifestos neles. Confira Mt 7.15-23, Ap 2.2).
Moisés é o exemplo mais completo. Praticamente, o ministério de todos os profetas, em exercício, mencionados no Antigo Testamento, é de natureza e autoridade essencialmente apostólica .
                Uma vez ativado pelo profético, o ministério apostólico opera, em nome de Jesus, com autoridade particular superior à profecia, pois o Senhor colocou na Igreja, primeiramente apóstolos... I Coríntios 12.28
  Embora o ministério e ofício apostólico em si somente tenham início histórico com a pessoa de Jesus Cristo e para a Sua Igreja, o seu Corpo na Terra (Efésios 2.20; 4.7–11; I Coríntios 12. 28 - “o apostólico” está vinculado à própria natureza humana de Jesus, e apóstolos são constituídos por Ele), no Antigo Testamento, o ministério apostólico é amplamente manifesto. (Mas quem enxerga isso hoje? Somente os que já fazem parte e estão dentro da “restauração de todas as coisas”).
                Moisés é o exemplo mais completo. Praticamente, o ministério de todos os profetas, em exercício, mencionados no Antigo Testamento, é de natureza e autoridade essencialmente apostólica — operavam sob comissão especifica; eram enviados com plena autoridade — aquela era autoridade de natureza apostólica, pois Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. (Hb 13.8)
                Desde o início, e em todos os sentidos, o elemento mais destacado dos 40 anos de ministério de Moisés foi de “cobertura”. Todos que trabalharam, em qualquer função, junto à nação de Israel, desde a saída do Egito, estavam sob a liderança de Moisés. Quando alguém se levantava contra a sua liderança ou supervisão, Deus punia severamente. Portanto, todos atuaram, e não foram poucos líderes, junto e sob a cobertura de Moisés. O que está em Êxodo 18.13–26 e Números 11.11, 12 e de 23–29 são alguns dos muitos exemplos.
                Contudo, sendo o apostólico e o ministério/função de apóstolo, em sua essência, um ofício de Jesus na e para a Sua Igreja, é no Novo Testamento que está todo o ensino e demonstração da sua natureza, dimensão, níveis, funções e autoridade.

O QUE É COBERTURA APOSTÓLICA?

                Agora, com os olhos espirituais do nosso entendimento mais abertos, por fazermos parte da “restauração de todas as coisas” que Deus está trazendo à luz, podemos começar entender, com clareza, e ser parte, de forma ativa ou passiva, do ministério apostólico de Jesus, na dinâmica funcional de Sua Igreja na Terra. Cobertura Apostólica é UMA das dimensões e funções apostólica do ministério de apóstolo. Uma vez que se tenha os “olhos espirituais” abertos, profeticamente, passamos a entender a cobertura apostólica, suas dimensões e como funciona e para discernir suas implicações práticas e funcionais ainda em vigor, basta levantar tudo que está no Novo Testamento, ensinado, praticado e demonstrado por JESUS e pelo apóstolo PAULO.Jesus e o Apóstolo Paulo – Modelos de Cobertura Apostólica

                1ª) Jesus é o Senhor (Ap 1.8, 17, 18; Fp 2.3–11) e nosso Senhor e Mestre em tudo. É também, o nosso modelo e padrão para ser, viver e fazer.Portanto, a primeira e principal fonte para entender o que é cobertura apostólicaé olhando para Jesus em Seu relacionamento, especialmente com os DOZE (Mateus 10 todo) e com os setenta (72) enviados por Ele – Lucas 10. E o clímax de tudo é a Sua súplica comovente em João 17. Aprendamos dEle e com Ele; vendo-O, estudando e entendendo o Seu ministério na Terra.

                2ª) A segunda fonte, em importância, para entender a cobertura espiritual apostólica e como ela funciona é o apóstolo Paulo: Sua pessoa e história; seu ministério e todo o seu ensino e escritos (o texto bíblico), bem como todo o seu relacionamento com as igrejas vinculadas a ele, com os irmãos em geral, e os que compunham sua equipe, direta e imediata, e os que eram nomeados para as igrejas estabelecidas por ele nas cidades e regiões.Se alguém questionar que o modelo de Jesus é impraticável, por Ele ser quem é; então, temos um discípulo – apóstolo, da mesma natureza e constituição de qualquer outro ser humano.Os que querem mesmo entender a função chamada Cobertura Apostólica (ou mais devidamente Cobertura ESPIRITUAL Apostólica) do Ministério Apostólico , suas dimensões, seu funcionamento e suas implicações, basta, com os olhos do entendimento espiritual abertos, ler, reler e estudar tudo, no Novo Testamento, relacionado com o apóstolo Paulo, no livro de Atos e no conteúdo detalhado de TODAS as suas cartas. Portanto, se você quer de fato saber quem é e o que é um apóstolo verdadeiro e todos os níveis e áreas de um ministério apostólico, as fontes e a maneira mais eficiente são com o apóstolo Paulo. E não se esqueça de que ele nem mesmo foi parte dos DOZE, que passaram cerca de três anos e meio juntos com Jesus na Terra. Até a própria conversão dele ocorreu depois do retorno de Jesus ao Pai.Um dos clímax desta identidade e cobertura é o que ele diz e convoca em I Coríntios 11.1: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” Veja também 4.16; Fp 3.17; I Ts 1.6; II Ts 3.9.
              
                Alguns contextos, em particular, para este entendimento são:
                •Atos 20.17–38
                •Romanos 1.8–12
                •I Coríntios 4.1–31
                •II Coríntios 12.1–31 (De fato, as duas cartas aos Coríntios são tesouros para esse entendimento)
                •Filipenses 2.19–30
                •Colossenses 4.7–18
                •Todo o conteúdo e natureza das cartas a Timóteo e a Tito.
A natureza da COBERTURA Espiritual APOSTÓLICA É ESSENCIALMENTE : Espiritual e não governamental e nem tão pouco estrutural. É paternal e sacerdotal sem busca de vantagem pessoal.
Entender o que não é, é crucial para ter clareza do que é.

NÃO É Cobertura Espiritual Apostólica
                         1º)Não é submissão cega e irresponsável, tendo em vista a fuga das responsabilidades pessoais ou medo de tomar decisões inerentes às funções que exerce: buscando, com isso, transferir para outros, a pretexto de piedade, humildade, ou cobertura a responsabilidade das decisões que têm que ser da própria pessoa que recebe a cobertura. (Uma das funções da cobertura autêntica é o investimento na maturidade dos cobertos para que se tornem saudáveis, sábios, maduros, prudentes e cada vez mais qualificados, inclusive, ultrapassando os seus mentores).

         2º)Não é controle, nem exercício de autoritarismo, qualquer que seja a forma, natureza ou motivos. Autoritarismo é, em qualquer nível, uma perversão da autoridade e manifestação de mau caráter. (Cobertura apostólica é de natureza essencial e fundamentalmente espiritual. As Escrituras mostram que o Deus Vivo, que é e tem autoridade absoluta, não trata ninguém com autoritarismo; antes aconselha, orienta, em amor, e deixa toda a responsabilidade de decisões e conseqüências com o indivíduo. Foi assim com Adão, Caim, Noé, Abraão, Moisés, Davi, Pedro, Paulo, entre outros...).

      3º)Não é uma função para “apóstolos” estenderem seus “ministérios”, seus domínios, suas redes, etc., a fim de se tornarem conhecidos, famosos, respeitados; ampliarem seus negócios, e obterem lucros, etc. (Tais motivações e conduta teriam alguma semelhança com o apóstolo Paulo?).
                      
       4º)Não é uma função que se exerce para receber recompensa financeira, pagamentos ou qualquer outro tipo de vantagem. É uma distorção absurda os ensinos, artifícios e manipulações que torcem as Escrituras para dizerem que “os que estão sob cobertura devem ou têm que entregar um dízimo ou outros valores aos seus apóstolos” a fim de terem a prosperidade no ministério e a bênção de Deus. Mamon é quem está por trás disso. Esse é um dos indicadores de falsos apóstolos e, alguns têm extrema  habilidade em extrair (extorquir) dinheiro e/ou bens das pessoas e congregações, usando os mais variados artifícios “proféticos” e de “profecias” (?), de falsa piedade e espiritualização dos seus interesses e argumentos.
            Isso está por todos os lados no Brasil e em quase todos os lugares e nações. (É óbvio que ressarcir, devidamente, despesas que alguém tenha tido para nos servir é o outro lado da integridade, do caráter de Jesus; bem como entregar ofertas dignas ao se convidar para missões, operações, ministrações específicas em nossos ministérios e congregações). Contudo, não se pode pagar absolutamente nada para receber cobertura apostólica em si mesma, a despeito de quão importante o tal apóstolo se ache. Ao insinuar isso, o tal já está se revelando.

                        5º)Não é intrometer-se ou interferir na vida, família, ministério ou congregação sob sua cobertura sem ser convidado ou chamado conscientemente. Igualmente, ao insinuar tais intromissões, já está revelando a sua desqualificação para a função. (Se alguém, sob cobertura, decide e persiste apostatar-se em relação a Jesus Cristo como seu Senhor, o apóstolo verdadeiro, após seguir os passos da Palavra, simplesmente desvincula-se do tal e cancela as suas funções apostólicas para com o mesmo).

                        6º) Outras:

A NATUREZA DA “COBERTURA ESPIRITUAL APOSTÓLICA”

                        1º)  É de natureza essencialmente espiritual; não é governamental, nem estrutural.
                        2º) É de natureza paternal e sacerdotal. Portanto, jamais se manifesta tendo em vista vantagens pessoais.
                        3º) É um pacto, uma aliança, uma relação de confiança mútua e voluntária ativada pelo Novo Mandamento (João 13.34, 35; 15.9–17) como manifestação do amor AGAPE, nos termos de I Coríntios 13 e da I Carta de João, que se expressa em pureza e ações concretas de dar e receber.
                        4º)A cobertura em si opera e se manifesta através:
                        a) Do levar as cargas uns dos outros;
                        b) Da oração/intercessão paterno-sacerdotal;
                        c) Da busca de discernimento espiritual e direção, com sabedoria espiritual e autoridade, para situações diversas. Sejam administrativas, familiares, estratégias na e para a congregação e cidade; situações aflitivas e/ou conflitos de pessoas; discussão de visão e estratégias; confrontos espirituais com o império das trevas, e muito mais. Também se relaciona com a experiência de liderança correspondente ao que está em Provérbios 11.14 e 15.22;
                        d) Outras.
QUEM pode ou deve RECEBER COBERTURA APOSTÓLICA?

                        Quem exerce qualquer um dos CINCO ministérios/ofícios de Efésios 4.11, em suas mais variadas expressões e manifestações, e/ou quem exerce qualquer outra função correspondente, seja na igreja (congregação) e/ou na sociedade e que entenda haver, no ministério apostólico de apóstolos verdadeiros, sabedoria espiritual específica dada por Jesus para todas as áreas da vida, bem como autoridade espiritual correspondente, nos termos da revelação escrita de Deus. É necessário também, com suficiente entendimento espiritual do apostólico e dos níveis do ministério apostólico, querer e buscar a cobertura de um apóstolo.

VALIDADE/NECESSIDADE DE COBERTURA APOSTÓLICA

                        Há, de fato, alguma validade nisso ou necessidade? Jesus, porventura, não deu a autoridade do Seu Nome para todos os seus discípulos? Acaso apóstolo é um superdiscípulo? Durante tantos séculos, a Igreja não operou de tantas maneiras e nas mais variadas situações sem ter apóstolos ou cobertura apostólica? A cobertura apostólica de Jesus não é suficiente? Que “nova” doutrina é essa?

                        1º) Antes de tudo, temos que ter consciência de que Jesus nunca suspendeu os apóstolos e seus ministérios ao longo da História. Mesmo que, com o passar dos anos, os líderes e igrejas foram perdendo esse entendimento, por razões diversas, na verdade, em todas as expressões do Corpo de Cristo, esse ministério tem sido amplamente exercido. Assim que os olhos do nosso entendimento desta realidade vão sendo abertos, começamos distinguir autênticos ministérios apostólicos, ao nosso derredor. Há, não poucos líderes, cuja essência do que fazem é dar cobertura espiritual apostólica, mesmo que não tenham consciência disso. Aleluia!
                      
                        2º) A validade e necessidade do ministério apostólico e de sua cobertura são cruciais porque foi assim que o Senhor Jesus estabeleceu o Seu governo, como cabeça do Corpo (Efésios 4.15, 16) para a Sua Igreja na Terra.
                      
                        3º) Porque no verdadeiro ministério apostólico, através de discípulos estabelecidos por Jesus neste dom e ofício, HÁ UM NÍVEL ESPECÍFICO DE AUTORIDADE ESPIRITUAL estabelecido por Jesus, para operar no reino espiritual, a fim de cobrir e ampliar funcionalmente, no Seu Reino na Terra, a autoridade inerente dos Seus discípulos e de Sua Igreja. E isso funciona, sem nenhum “mistério”, simplesmente por ser uma função de autoridade espiritual estabelecida por Jesus — conforme I Co 12.28 e outros.
                      
                        4º) A cobertura, liderança e autoridade espiritual apostólica são plenamente claras através dos ministérios dos apóstolos, no livro de Atos e nas cartas do apóstolo Paulo. Esta é a estrutura funcional básica que Jesus estabeleceu para a Sua Igreja, diferindo completa e totalmente dos sistemas, técnicas e sabedoria dos sistemas empresariais terrenos e dos sistemas religiosos, sejam evangélicos ou não.
                      
                  A autoridade apostólica conferida por Jesus é crucial ao enfrentar a guerra espiritual, em níveis mais elevados, envolvendo certas castas de demônios tais como principados, potestades, tronos, dominações, príncipes das trevas deste século, hostes espirituais da maldade, etc. Todos os demônios e o próprio ex-lúcifer entendem muito bem de autoridade e sabem perfeitamente o que é a autoridade apostólica conferida por Jesus, as dimensões e implicações dela junto à Sua Igreja na Terra. O que disse e fez o espírito maligno contra os sete filhos de Ceva, em Atos 19.13–16? São vários os textos que demonstram tais coisas.

                        5º) Uma função igualmente extraordinária do apóstolo e do ministério de apóstolos é ATIVAR OS DONS espirituais e os ministérios correspondentes. A cobertura espiritual apostólica potencializa os dons espirituais e manifestações do Espírito Santo semelhantes às descritas em I Co 12.              
Sempre que Deus está trazendo à luz algo Dele e para os Seus propósitos, o falso da parte da antiga serpente (Ap 12.9–7) levanta-se antecipar-se e para manifestar-se na frente, a fim de confundir e desencaminhar as pessoas dos propósitos de Deus. O diabo é especialista em imitação e falsificação conforme II Coríntios 11.13–15).

                Para tal vinculação espiritual de cobertura, temos que levar muito a sério a recomendação de Jesus aos primeiros apóstolos em Mateus 10.16: ser simples como as pombas; mas prudentes como as serpentes.
              
                Igualmente necessitamos imitar os irmãos da Igreja de Éfeso, que punham à prova apóstolos que se manifestavam entre eles e descobriam os falsos, mentirosos (Ap 2.2).

                Cobertura espiritual é algo amplamente conhecido pelos sistemas religiosos das trevas, sob comando demoníaco. Os únicos que têm dificuldade com isso são os “evangélicos”, (porque será?). Contudo, Deus está restaurando TODAS as coisas – Atos 3.21.

                Cobertura espiritual funciona e é coisa seriíssima. Sabendo ou não, todo pastor titular de uma congregação funciona, no reino espiritual, como cobertura sobre todos que estão sob a sua liderança.
                O caráter e os valores de uma pessoa que legalmente é cobertura espiritual de uma congregação (igreja) influenciam a vida individual das pessoas, as famílias e o futuro da congregação. Se for mau caráter, adúltero, desonesto, mentiroso, etc, mesmo que ele ensine e pregue com “unção”, é o seu caráter que irá à frente do que ele ensina ou prega. Estar sob tais coberturas pode ter conseqüências, inclusive, para as gerações seguintes, os descendentes.
                Cuidado, se você é liderado espiritualmente — não importando a sua denominação ou estrutura eclesiástica — por pessoas cujo caráter não corresponde ao de Jesus! Lembra-se do apóstolo Paulo e do seu caráter e , também, de como confrontou o próprio apóstolo Pedro? (Gálatas 2.11–17).
             À medida que você entender o que Deus está restaurando e discernir o significado da COBERTURA ESPIRITUAL APOSTÓLICA e, por isso desejá-la, seja sensato e prudente.
             Ore, e busque, junto com o Espírito Santo, descobrir apóstolos verdadeiros. Se encontrar algum, não se precipite. Passe outro tempo orando e verificando se o mesmo manifesta, amplamente, o caráter de Jesus em todas as áreas; e se é MANSO e HUMILDE de coração como Jesus (Mt 11.29); porque onde há orgulho/soberba os DEMÔNIOS ESTÃO PRESENTES e no controle, e as Escrituras revelam que mesmo neste contexto de lideranças que: “Deus resiste aos SOBERBOS/orgulhosos, mas dá GRAÇA aos humildes” (I Pe 5.5 e Tg 4.7,8); e que, “a SOBERBA/orgulho precede a ruína, e a ALTIVEZ do espírito, a queda” (Pv 16.18). Veja também: Salmos 138.6; Isaías 57.15 (também na NVI), Provérbios 3.33, 34. Saiba também que, ao encontrar um apóstolo verdadeiro e cuja dimensão do seu ministério/função apostólica inclua COBERTURA, inicialmente, ele não ficará eufórico com a sua proposta, mas considerará e tratará com sinceridade e humildade.

                Além do mais, após encontrá-lo, busque também conhecer amplamente o entendimento e compromisso apostólico que tem, bem como sua visão, entendimento espiritual das Escrituras, nível profético do seu ministério, etc. (Por que isso? É devido a grande quantidade de falsos, mas que se disfarçam até de anjos de luz - II Co 11.13-15).

                E, se após estabelecer aliança de cobertura, com o passar do tempo, o mesmo começar a apostatar-se e abandonar o caráter de Jesus; renuncie a aliança, renegue, renuncie, em nome de Jesus toda a influência espiritual recebida da cobertura dele e desfaça de tudo que tiver relação com ele.

                Não se brinca com cobertura espiritual, especialmente em dimensão apostólica. Os demônios sabem tudo a esse respeito e, disfarçados, vivem recrutando e enviando falsos apóstolos para se infiltrarem no meio do rebanho de Jesus. “Pelos frutos vos conhecereis”, diz Jesus. Contudo, não pense em encontrar na Terra, antes de Jesus voltar, alguém que seja plenamente perfeito, e verifique se a sua busca por “perfeição”, nos outros, não é uma fuga para encobrir os motivos ocultos dos seus interesses.
             Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos jubilosos e imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora e para todo o sempre. Amém. Judas 24 e 25
.

       
Fonte: Comunidade Jehová-Shammah
http://www.apostolicoprofetico.com.br

O Ministério Apostólico - Dr. John Eckhardt


E a Guerra Espiritual Eficaz Nos Tempos do Fim

Tudo nesta Escola, nesta Revista e no livro “Apóstolos e Profetas e os Moveres Vindouros de Deus”, é chave e central no processo da restauração revelada, em Atos 3.19-21, que implica fundamentalmente a restauração da IDENTIDADE apostólica e profética do Senhor Jesus Cristo, em Seus discípulos e na Sua Igreja.

No entanto, é nesta exposição e estudo que precisamos iniciar tudo, a fim de que o que vem por detrás possa nos atingir plenamente e nos encaminhar e ungir para os propósitos de Deus para este tempo e nossa geração.

Portanto, leia, releia, estude e entenda com o disce imento profético de Jesus, tudo que está neste capítulo.

Seu autor é o Dr. John Eckhardt, um dos apóstolos mais qualificados que Deus levantou para os propósitos Dele neste tempo. Ele é norte-americano, com um ministério apostólico dos mais estratégicos em seu país, com uma grande atuação, também, em várias nações.

Dos muitos e estratégicos livros apostólicos dele, tivemos o privilégio de traduzir um — o único em português — para ofertar aos participantes da 2ª Clínica Bíblico-Profética Jehová-Shammah em 2004.

            O presente texto é o capítulo 5 do seu importantíssimo livro MOVENDO-NOS NO APOSTÓLICO: O Plano de Deus para conduzir a Igreja à vitória final.  Infelizmente, ninguém se dispôs, ainda, a publicá-lo em português.

            Então, vá em frente! Daqui em diante, é o nosso irmão John Eckhardt quem nos ministra.

“As armas da nossa milícia não são ca ais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. Derrubamos raciocínios e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo”.

                                                                         2 Cor. 10:4
Muitos crentes estão familiarizados com estes versículos em 2 Coríntios e alguns os estão praticando ativamente. Muitos cristãos lamentam sua ineficácia quando vêem resultados que outros têm na área da guerra espiritual. Por que isto acontece?A comissão, a tarefa, dada à igreja exige que invadamos territórios — novos e hostis. Os poderes das trevas que têm gove ado por séculos estas regiões não as entregarão sem uma luta frontal. Eles têm que ser enfrentados, submetidos e colocados para fora. Isto impõe uma guerra.Muitos na igreja entendem a ênfase atual sobre a guerra espiritual. Alguns até se opõem a este pensamento. Mas, apesar desta oposição — que é compreensível — não sem entendimento, existe hoje uma ênfase crescente sobre a oração de guerra.O Dr. C. Peter Wagner de Global Harvest Ministires (Ministérios da Colheita Global) em Colorado escreveu excelentes livros sobre oração de guerra, em uma série denominada Prayer Warrior Series (Série Guerreiros de Oração publicado por Regal Books — há tradução em português). Recomendo firmemente estes livros a cada pastor e intercessor que queiram um melhor entendimento desta importante matéria.A guerra espiritual não é nada novo. A Bíblia está cheia de guerra. Os apóstolos e o povo apostólico serão povos de guerra espiritual, usem eles este termo ou não.

Derrubando fortalezas
Em 2 Coríntios 10:4, «Guerra» é traduzido da palavra grega strateia, que significa apostólico, carreira, serviço militar (no qual há privação e perigos). O termo está relacionado com a palavra grega strateunomai, cujo significado é executar o apostolado (com seus árduos deveres e funções) e contender com pensamentos ca ais. Paulo estava dizendo que as armas do seu ministério apostólico eram poderosas para derrubar fortalezas.Estou convencido de que há certas fortalezas que não podem ser destruídas sem a unção apostólica. «Fortaleza», em grego, é ochuroma, que significa um forte, um castelo, um palácio fortificado. Satanás e seus demônios têm-se fortificado em si mesmos desde que invadiram a Terra. Eles têm construído fortalezas e têm-se posicionado em cada região do mundo para resistir o avanço do Reino de Deus. Se queremos mesmo o cumprimento da Grande Comissão, então, temos que tratar com estas fortalezas e destruí-las. Os apóstolos têm a capacidade de confrontar e derrubar estas fortalezas.O apóstolo Paulo relaciona estas fortalezas com «imaginações». No grego, temos a palavra logismo, que significa raciocínio, pensamento, computação ou lógica. Leva consigo a idéia de segurar alguma coisa fechadamente. Isto é simplesmente a maneira como pensam as pessoas baseadas em sua própria vida, tradição, experiência ou ensino no passado. Infelizmente, muitos destes pensamentos estão contra o conhecimento de Deus.A fortaleza é também levantada por uma influência demoníaca. Existe uma sabedoria que é terrena, sensual e diabólica (veja Tiago 3:15). Logismos também pode traduzir-se como «argumentos». As fortalezas são as mentes-fechadas (mind-sets) das pessoas em um território particular. Estas mentes-fechadas são lugares fortificados que nos afastam da verdade e se sustentam com mentiras.Os não-crentes têm mentes-fechadas que lhes impedem de receber a verdade do Evangelho. A guerra espiritual implica em demolir estas mentes-fechadas até que as pessoas possam receber e caminhar na verdade.O Dr. Clarence Walker define uma fortaleza como um argumento, raciocínio, opinião, idéia e/ou filosofia estruturada que resiste ao conhecimento de Jesus Cristo. A tradução da Twentieth Century New Testament diz: “Nós estamos ocupados em rebater argumentos e derrubar cada barreira levantada contra o conhecimento de Deus”. As fortalezas fazem duas coisas: afastam o povo do conhecimento de Deus e impedem as pessoas de obedecerem à verdade. Ignorância e rebelião são o resultado final.O termo mentes-fechadas é uma combinação de dois, mentes e fechadas. Em outras palavras, a mente já está formada sobre um conjunto de crenças e, portanto, resiste à mudança. Isto quer dizer que estas mentes são fixas e rígidas. Muitas pessoas que declamam ter suas mentes abertas, na realidade, não as têm. Suas mentes estão fechadas e endurecidas à verdade e à revelação.As mentes-fechadas, ou critérios fixos, são os pensamentos que as pessoas têm processado e desenvolvido uma mesma forma de pensar durante séculos. É uma combinação das suas experiências e da maneira como têm sido ensinadas por seus ancestrais. As mentes-fechadas não são fáceis de mudar. Necessita-se de uma forte unção para atravessar as barreiras defensivas nas suas mentes e sobrepor-se ao orgulho associado com sua forma de pensar.As pessoas se orgulham da sua forma de pensar, mesmo que possam estar equivocadas. Ninguém quer admitir que está errado, particularmente, quando seus ancestrais têm pensado de certa forma por vários milhares de anos. A humildade deve preceder ao arrependimento, mas o orgulho levantará uma briga.Estas fortalezas são tão resistentes que elas são como fortes. Um forte é um castelo, uma torre, uma salvaguarda. Nós temos um ditado que diz: “salve o forte”, que quer dizer defender e manter o status quo. As pessoas querem manter sua presente forma de pensar ao invés de mudar. Elas defenderão sua forma habitual de pensar através de argumentos e debates.  Contradirão e até blasfemarão se for necessário.O Comunismo corresponde a uma mente-fechada. É uma ideologia e filosofia de vida. O Materialismo é uma mente-fechada porque baseia a felicidade no êxito. O Islã é outra mente-fechada. O Hinduísmo é uma mente-fechada. Estas filosofias controlam as mentes de muitas pessoas. Elas são poderosas fortalezas que somente podem ser suplantadas através da pregação e do ensino apostólico.As fortalezas são o estorvo principal ao avanço da Igreja e deve ser tratada com o apostólico. A pregação, o ensino e, acima de tudo, o povo com um ministério apostólico são armas poderosas em Deus para derrubar estas fortalezas (louvor, adoração e oração também são armas efetivas). A primeira coisa que Jesus deu aos Doze quando Ele os enviou foi poder sobre os demônios (veja Mateus 10:1).A Igreja deve ter a habilidade para julgar e demolir estas fortalezas. O ministério apostólico tem o poder e a autoridade para destruir as fortalezas e mudar as mentes-fechadas. Há uma graça, uma capacidade sobrenatural para refutar, desaprovar, desacreditar e desmascarar estas filosofias pelo que elas são. As pessoas não se arrependerão a menos que haja uma mudança de mente. Esta é a categoria de guerra que o apóstolo Paulo se refere em 2 Coríntios 10:3-5, rebatendo argumentos e levando cativas filosofias contrarias à verdade.

Espíritos gregos

O mundo grego, no qual os primeiros apóstolos ministraram, estava cheio de tais filosofias. Os gregos foram amantes da sabedoria. Eles buscaram conhecimento a ponto de desenvolver uma mente idólatra. Em outras palavras, eles adoraram o conhecimento. Eles foram os guardiões de Aristóteles e Platão e de inúmeros outros filósofos. Eles tiveram fortes opiniões e defenderam seus pontos-de-vista. Eles amaram o debate e a argumentação.Esta é a classe de mundo em que nasceu a Igreja. Sem a graça de Deus, teria sido impossível para a Igreja ter êxito em sua missão. A graça e a unção apostólica sobre a Igreja primitiva deram-lhe a capacidade para desafiar e triunfar sobre estas fortalezas.Hoje, nós encontramos estes mesmos espíritos em muitos campi universitários. Há fortalezas de intelectualismo e racionalismo. Não é coincidência que membros da frate idade ou irmandades são chamados de “Gregos”.Quando eu estava viajando através de uma vila universitária, o Espírito do Senhor atraiu minha atenção para as casas de irmandade no campus. Quando observei que as letras gregas identificavam diferentes irmandades, as palavras “espíritos gregos” vieram ao meu espírito. Quando meditava sobre o que o Espírito guiou-me a ver, comecei a entender a categoria de espíritos que os primeiros apóstolos encontraram em seus dias.Nos dias dos primeiros apóstolos, o mundo estava controlado politicamente pelos romanos, mas influenciado, primeiro, culturalmente pelos gregos. A filosofia foi uma das maiores fortalezas. Os espíritos de intelectualismo e racionalismo impediram que muitos cressem que Cristo havia ressuscitado da morte. Os campi universitários estão cheios deste tipo de espíritos.Os espíritos de intelectualismo, racionalismo, orgulho, debate e mente idólatra são espíritos gove antes em muitos sistemas de educação. Estes são os mesmos tipos de espíritos gregos que os primeiros apóstolos confrontaram. Assim como eles foram capazes de quebrar os argumentos da filosofia pagã, nós também devemos fazê-lo.A New English Bible diz: “Nós derrubamos sofismas e toda cabeça orgulhosa que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2 Coríntios 10:5). Os sofistas foram filósofos gregos que se especializaram na retórica e no argumento dialético. Eles foram filósofos profissionais e mestres qualificados que elaboraram complicados argumentos. O Sofismo hoje, é definido como um argumento plausível, mas falaz. Em outras palavras, é enganoso. Na raiz de toda filosofia enganosa, está o próprio diabo.Os judeus procuravam sinais, e os gregos buscavam sabedoria (veja 1 Coríntios 1:22). Os gregos, entretanto, não buscavam a sabedoria de Deus e, sim, filosofia. Muitos viram o Cristianismo como qualquer outra filosofia aberta ao debate. A tradução Phillips chama o tipo de sabedoria que os gregos buscavam de “uma panacéia intelectual”. Eles viam na filosofia e na educação uma cura para tudo. Mas nós pregamos o Cristo crucificado que para os judeus é tropeço; para os gregos, loucura (veja 1 Coríntios 1:23). Os gregos consideraram a pregação da cruz como algo sem sentido.É neste mundo grego, filosófico e pagão, que a Igreja da primeira geração foi lançada a atuar. A Igreja foi possuidora de uma unção capaz de derrubar estas fortalezas. Na raiz da filosofia grega, estava o orgulho. Os gregos se orgulhavam da sua herança filosófica e argumentavam com força quando foram confrontados com a verdade do Evangelho. O ministério apostólico confunde as filosofias humanas. É um ministério de poder que quebra os argumentos que satanás tem levantado na mente dos homens.Deus usa este ministério para ridicularizar a sabedoria deste mundo (veja 1 Coríntios 1:20). Hoje necessitamos deste mesmo tipo e nível de ministério para confrontar os argumentos que o nosso mundo mode o levanta contra a verdade. Ainda que os argumentos possam ter mudado, a influência demoníaca por trás deles não.Estamos tratando com antigos principados que devem ser atados e expulsos através do ministério apostólico. Estes são argumentos obstinados que se recusam a sair. Eles podem ser destruídos unicamente através do ministério apostólico, uma unção que confunde a sabedoria deste mundo e libera a sabedoria de Deus.A Igreja necessita da graça apostólica para rebater os argumentos que as pessoas do nosso mundo mode o usam para rejeitar o Evangelho. Milagres, curas, sinais e maravilhas ajudam a derrubar estas fortalezas. As pessoas não terão argumentos diante do poder de Deus e, como têm dificuldade para explicar estas coisas, em vez de rejeitá-las, vêem-se obrigadas a repensar suas posições e a confrontar-se cara a cara com a verdade. Os apóstolos ministram, não com palavras persuasivas de sabedoria humana, mas com demonstração do Espírito e de poder (veja ICor.2.4).Esta, uma vez mais, é outra razão por que a Igreja necessita ser primeiro, e acima de tudo, apostólica. Sem esta dimensão, não teremos a capacidade para destruir estas fortalezas. Nós não estamos tratando com pontos-de-vista senão com cosmovisões. Grupos inteiros de pessoas pensam de uma maneira determinada. Segmentos inteiros do mundo pensam de uma maneira particular. Sem a unção apostólica, como poderemos ter êxito contra estas inquietantes cosmovisões? Sem a unção apostólica, como poderemos libertar milhões de pessoas das suas mentes-fechadas que podem ser enviadas a uma ete a condenação?

O Manto do Apóstolo

Segundo o Dr. Paule A. Price, no livro God’s Apostle Revived (O Apóstolo de Deus Restaurado), o manto do apóstolo inclui guerra estratégica e gove o. Como mencionei anteriormente, a palavra grega strateia significa serviço militar ou carreira apostólica. O termo cognato strateunomai quer dizer servir em uma companhia militar, exercer o apostolado. Esta definição grega da palavra fala de armas, tropa e batalhas organizadas. Segundo o Dr. Price, os apóstolos vêm à superfície como um “guerreiro, um estrategista, um capitão competente, e um guarda eficiente sobre sua jurisdição”. Sua categoria sobrenatural no stratos o faz um formidável combatente no campo espiritual e diante das forças celestiais.Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; contudo, nós o consideramos como aflito, ferido de Deus, e oprimido. Isaías 53:3

Ainda que cada crente tenha uma categoria de autoridade para expulsar demônios, os apóstolos caminham e ministram na mais alta categoria. Os maus espíritos e os anjos reconhecem esta categoria. Os apóstolos são os comandantes espirituais da Igreja. “Comandante”, como é usado em Isaías 55:4, cuja palavra hebraica é Isevah, quer dizer comandar, enviar uma mensagem, pôr ou colocar em ordem. A igreja (congregação) precisa de uma liderança apostólica para colocar a Igreja em ordem. Eles organizam e mobilizam os crentes como um exército.

AS IGREJAS APOSTÓLICAS IMPÕEM TEMOR AO REINO DAS TREVAS

O ministério apostólico é um ministério de guerra. Isto implica comando, mobilização, reposição e convocação do exército de Deus para desafiar e derrubar as fortalezas do inimigo. O apostólico toma a dianteira, invadindo novos territórios e avança. Tem a capacidade de ir primeiro. É o primeiro que encontra resistência dos poderes das trevas e o primeiro a penetrar as barreiras que eles têm levantado. Este ministério é absolutamente necessário para manter a Igreja rumo ao cumprimento da Grande Comissão.

A  ave de rapina

Eu anuncio o fim desde o princípio, desde a Antigüidade as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu propósito subsistirá, e farei toda a minha vontade. De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de ca eiros, e da gordura de animais cevados; não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Isaías 46:10,11Deus tem um plano e um propósito. Ele os cumprirá conforme foi declarado pelos apóstolos. Nada poderá permanecer contra o cumprimento do Seu bem querer. Seu conselho permanecerá. Temos a gloriosa oportunidade de ser parte deste plano. Descobriremos o plano de Deus, oraremos e nos alinharemos à Sua vontade. Estaremos trabalhando em conjunto com Deus.Deus chama a ave de rapina de presas para executar Seu propósito. Este é um símbolo profético do ministério apostólico. A ave de rapina é a palavra hebraica ayit, que quer dizer falcão. Também significa “cair sobre”. O falcão é um símbolo de guerra, representando o aspecto militar do manto do apóstolo.Outra definição contemporânea de falcão é de uma pessoa que demonstra uma agressiva atividade ou atitude de combate. É uma pessoa que apóia a força militar ou a aciona para cumprir um propósito, uma política. Isto é um símbolo do apostólico.A Igreja também tem uma política estrangeira. Estamos comissionados a ir para o mundo e pregar o evangelho. Devemos ter uma atitude agressiva e belicosa de guerra contra as fortalezas das trevas que tentarão nos deter.O falcão simboliza agudeza, visão penetrante e agilidade. Representa disce imento e perspicácia nos planos e propósitos de Deus. O falcão é uma ave veloz que, de repente, agarra a presa. É uma ave de rapina. Isto significa que é extremamente faminta, voraz ou cobiçosa de recompensa. Esta ave simboliza o aspecto militante, agressivo e belicoso que caracteriza o ministério apostólico. Isto é necessário para executar os planos de Deus.Como oficial na Igreja, o apóstolo é também um executivo. É uma pessoa que atua, opera com poder na igreja. Em outras palavras, tem poder e autoridade para executar os planos e propósitos de Deus. Executar quer dizer colocar em ação, realizar, demonstrar, cumprir, terminar. O propósito de Deus não será cumprido ou realizado sem que o ministério apostólico seja restaurado à Sua Igreja.Por um longo tempo, a igreja cristã tem tentado realizar os planos de Deus ignorando este vital ministério. Deus chama a ave de rapina para executar Seu conselho. Estes são generais e comandos militares que mobilizarão o povo de Deus para o cumprimento dos propósitos Dele. Eles têm um apetite e autoridade para executar. Necessitamos de um povo que faça algo além de falar e cantar, que deva fazer e agir já, que tenha a capacidade para terminar e completar a comissão que o Senhor lhes deu.A igreja apostólica deve ser ágil para executar os planos do Senhor. O falcão move-se com velocidade. Não toma muito tempo para cair sobre sua presa e devorá-la. A igreja no livro de Atos moveu-se rapidamente, alcançando avanços tremendos em um curto período de tempo. O mover de Deus acelerou-se e alcançou rapidez em Jerusalém desde o dia de Pentecostes. O que um grande número de crentes deseja, hoje, foi acrescentado à igreja rapidamente. Este é o tipo de unção que a igreja precisará nos últimos dias para cumprir a Grande Comissão. Há muito trabalho para ser feito em um curto período de tempo. O Senhor hoje deseja fazer um trabalho acelerado.

A Oração e o Apostólico
Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie ceifeiros para a sua seara. Mateus 9:38

Estamos vivendo em meio do maior avivamento de oração que o mundo jamais conheceu. Hoje, mais do que antes, muitas pessoas estão orando por um avivamento e uma evangelização global. Os avanços recentes na janela 10/40 — a área geográfica localizada entre os graus 10º e 40º ao norte da linha do Equador, compreendida entre o leste da África e o longínquo Oriente — têm sido atribuídos ao recente movimento de oração. As equipes de oração estão visitando lugares remotos e desolados para orarem pelo cumprimento da Grande Comissão. Cidades que são como meios de acesso estão sendo o alvo de oração em nações com pouca ou nenhuma presença cristã. Deus está movendo o Seu povo para orar ao redor do mundo todo. O que está acontecendo? É este o sinal de que estaremos nos aproximando da verdade final da evangelização mundial? Eu acho que a resposta é sim.O movimento mundial de oração está levantando um espírito apostólico sobre a igreja. Isto ocorre porque a oração libera a unção apostólica. Jesus nos mandou orar ao Senhor para que Ele envie obreiros para Sua seara (veja Lucas 10:2). Lembre-se de que enviado é um termo apostólico. Isto nos mostra a conexão entre a oração e o apostólico.O apostólico compreende o conceito “enviando e sendo enviados”. Deus sempre é um Deus que envia. Deus enviou Moisés ao Egito quando Ele escutou o lamento do Seu povo no cativeiro. Enviou continuamente profetas a Israel para adverti-los das conseqüências da sua rebelião. Enviou João, o Batista, para preparar o caminho do Senhor. Enviou Seu Filho unigênito para morrer pelos pecados do mundo. Enviou o Espírito Santo para ajudar-nos e para ser nosso Consolador. O espírito apostólico é para manifestar a própria natureza de Deus.Nossas orações movem Deus. Ele responde às nossas orações porque enviou Seu Espírito. Envia obreiros como resposta às nossas orações. Esta é uma razão pela qual o Senhor nos encoraja a orar. Cada nação necessita de obreiros apostólicos para trazer a colheita.Creio que em resposta às orações de milhões de crentes, nesta hora, serão levantados mais apóstolos e ministérios apostólicos como nunca antes. De fato, creio que o maior espírito apostólico que o mundo já conheceu está começando a ser levantado agora. Será maior do que lemos no livro de Atos. O mover de Deus que está vindo, se comparado, fará com que os Atos dos Apóstolos fiquem pequenos. As maiores igrejas do mundo estão conhecendo que isto já está acontecendo sobre a Terra. Há mais crentes avivados hoje do que em qualquer outro período da História. Há mais milagres e curas acontecendo hoje do que antes. Há mais apóstolos e profetas sobre a Terra do que antes. Estamos vivendo tempos apostólicos.

Tempos Apostólicos

Vede, ó desprezadores, espantai-vos e desaparecerei, pois opero uma obra em vossos dias, obra tal que não crereis, se alguém vô-la contar. Atos 13:41Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos, porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.  Habacuque 1:5Paulo citou a profecia de Habacuque ao descrever o que estava acontecendo no livro de Atos. Isto constituía um perigo para os judeus que não criam que Deus receberia, por sua fé, um grande número de pessoas. Era uma coisa tão nova e aterrorizante que teve o risco de ser menosprezada. Habacuque disse-lhes que atentassem para os pagãos e para as coisas maravilhosas. Deus estava a ponto de fazer algo entre as nações do mundo que seria incrível.

O RESSURGIMENTO DOS APÓSTOLOS

O RESSURGIMENTO DOS APÓSTOLOS
                                    *Dr. C. Peter Wagner

A primeira se estendeu durante quase duzentos anos, apenas algumas gerações depois dos primeiros apóstolos do Novo Testamento concluírem seu ministério; a segunda se deu aproximadamente mil e oitocentos anos depois, por volta do ano 2001.Não gostaria que interpretasse mal o que acabo de dizer. Não estou dizendo que a Igreja de Jesus Cristo ou o Reino de Deus se estancou durante mil e oitocentos anos. Certamente isso não ocorreu. Lembre-se de que Jesus disse: “... edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18) e isso é exatamente o que Ele está fazendo desde então. O povo de Deus na Terra tem pregado a Palavra, feito discípulos e libertado os cativos. A verdadeira Igreja tem estado conosco através dos anos, às vezes, mais visivelmente e outras vezes menos.
Os Apóstolos Através da História.Estou certo de que os apóstolos têm estado presentes na história da Igreja, ao longo dos anos, apesar dos esforços, tanto no mundo invisível como no visível, para manterem-se em segundo plano. Mas mesmo assim, quem poderia duvidar de que Gregory Thaumaturgus, ou Martin de Tours, ou Patrício da Irlanda, ou Benedito de Nursia, ou Bonifácio, ou Anselmo de Canterbury, ou Savonarola, ou John Wycliff, ou Martinho Lutero, ou Francis Xavier, ou William Booth, ou Willian Carey ou Hudson Taylor foram apóstolos?No ano de 1900, Wilbur Chapman publicou uma biografia de Dwight L. Mood que tinha por subtítulo “A Tribute of the Memory of the Greatest Apostle of the Age” (Um Tributo à Memória do Maior Apóstolo da Época).[1] Tê-lo chamado “apóstolo”, no ano de 1900, foi uma exceção à regra, já que, em termos gerais, aqueles que indiscutivelmente possuíam o dom e tinham o ofício (ou função) de apóstolo não foram reconhecidos publicamente como tais de per si, salvo casos excepcionais, como o Movimento Irvingites de 1800 ou a Igreja Apostólica de 1900. Historicamente se pretendia que os apóstolos tivessem um baixo perfil, mas isso já não acontece. Atualmente, um crescente número de líderes cristãos reconhece e afirma tanto o dom, como a função de apóstolo. Os apóstolos ressurgiram!O custo para chegarmos até aqui foi de cem anos. Até onde eu sei, a precursora desta Nova Era Apostólica, foi a African Independent Church – AIC (Igreja Independente Africana), movimento que começou por volta do ano 1900. Durante o século XX, o crescimento das igrejas independentes se diferenciou de maneira notável das igrejas tradicionais no continente africano. Recentemente, o movimento chinês de igrejas surgiu seguindo as linhas apostólicas e produziu o que possivelmente seja a maior colheita de almas vista em uma nação em um período de vinte e cinco anos.A força evangélica mais poderosa na América Latina das últimas décadas tem sido o que alguns chamam as “igrejas de base” que funcionam — vale a redundância — sobre a base dos princípios apostólicos.

A “Nova Reforma Apostólica”.A frase com a qual eu defino este odre novo que Deus está presenteando às igrejas, como as que mencionei recentemente, é: “Nova Reforma Apostólica”. É “nova” porque se diferencia de grupos de igrejas tradicionais que já tinham incorporado o termo “apostólico” ao seu nome oficial. É uma “reforma” porque somos testemunhas da mudança mais importante quanto à forma de ser igreja desde a Reforma Protestante. É “apostólica” porque o reconhecimento do dom e a função de apóstolo é a mais radical de uma extensa linha de mudanças.Vejamos: se foi realmente o Espírito quem falou às igrejas sobre o odre apostólico que descrevo neste livro, então, deve existir uma base bíblica a respeito. Efetivamente, isto é um fato. Na realidade, existem três versículos da Bíblia que são os textos “de prova” que reconhecem o dom e função de apóstolo. Repito, existem muitos outros versículos, mas estes são os principais:Efésios 4.11.E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres.“Ele” é Jesus, quem repartiu dons ao Seu povo, quando subiu ao céu depois de ter ressuscitado dentre os mortos e ter estado quarenta dias com Seus discípulos (ver Efésios 4.8). Posteriormente, deu à Igreja pessoas dotadas em dois níveis: no âmbito funcional ou gove amental (ver Efésios 4.11) e, no âmbito ministerial, por meio dos santos (ver Efésios 4.12). Os cinco ministérios FUNDACIONAIS ou gove amentais são: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.Normalmente, são denominados “os dons da ascensão”, já que Jesus os deu pela primeira vez quando subiu ao céu. No entanto, outros se referem a eles como “o ministério quíntuplo”, mesmo que esta não seja a melhor escolha, já que não é o versículo 11, mas o 12 que menciona o “ministério” como a função dos santos, enquanto os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres devem ser aqueles que complementam, para que os santos possam cumprir com esse ministério. É um tema menor, mas prefiro estes dons da ascensão à designação de “cargos FUNDACIONAIS ou gove amentais”.Efésios 2.20.Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular.Um hino muito conhecido afirma: “A base da igreja é Jesus Cristo, seu Senhor...”. Em um sentido teológico geral, é assim porque não haveria igreja alguma sem a pessoa e a obra de Jesus Cristo. No entanto, no que se refere ao crescimento e desenvolvimento da Igreja após a ascensão, Jesus prefere ser reconhecido não como o fundamento, mas como a pedra angular. 
Os fundamentos da Igreja, através dos anos, devem ser os apóstolos e os profetas. A pedra angular é essencial porque sustenta os fundamentos e mantém a obra unida. Se a Igreja tem Jesus Cristo, mas não tem apóstolos e profetas, é possível que não cumpra com todas as expectativas que Deus tem para ela.A redação deste versículo é outra das razões pelas quais eu gosto de dizer que apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são “cargos fundacionais”.I Coríntios 12.28 .A uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, gove os, variedades de línguas.Os números mencionados próton (primeiro), deuterón (segundo) e tritón (terceiro) indicam que estes não são dons e funções selecionados ao acaso. Aqui, próton quer nos dar a entender que os apóstolos são os primeiros na ordem de seqüência, não enfatizando necessariamente a hierarquia. Para facilitar a compreensão, lhes direi que uma igreja sem apóstolos não funcionará tão bem como uma igreja com apóstolos.Os apóstolos trabalhando de igual para igual com os profetas desenvolvem sua missão: implementar o que Deus quer que seja feito na Terra em um momento determinado.É interessante observar os fatos. Primeiro, a igreja tradicional interpretou que os apóstolos e os profetas eram funções relegadas à era apostólica passada e, segundo, eles não existem mais. Baseando-nos na opinião da igreja tradicional, e devido à ausência daqueles, os mestres deveriam ser os primeiros na ordem de seqüência estabelecida que é enumerada pelo Espírito Santo em I Coríntios 12.28. Visto que, supostamente, não há mais profetas e apóstolos, então, os mestres seriam os próximos da lista.Durante quase quinhentos anos, grande parte das denominações protestantes não foi dirigida por apóstolos e profetas, mas por mestres e administradores. O que quero dizer com isso? Que se refletirmos a respeito, a maioria das autoridades denominacionais são, ao final de tudo, administradores. Já que a pregação se to ou o ponto principal da vida congregacional, semanal; e o sermão, a forma de canalizar o ensino, muitos pastores de igrejas locais se supõem mestres.É ainda mais fascinante pensar que, se ao longo dos séculos, nos quais demos as costas a este versículo e à ordem das autoridades da igreja indicada por ele, quase evangelizamos o mundo, imagine o que acontecerá agora, que as autoridades da igreja estão sendo organizadas de maneira correta! Os administradores e mestres são uma parte essencial para manter o bom funcionamento da Igreja, mas os administradores serão melhores administradores, e os mestres melhores mestres, se os apóstolos e os profetas estiverem no lugar que lhes corresponde.Os Apóstolos Depois da Segunda Guerra Mundial.Aqui, nos Estados Unidos, Deus começou a preparar o caminho para o ressurgimento dos apóstolos logo após a Segunda Guerra Mundial, quando algumas igrejas e agrupamentos de igrejas começaram a reconhecer a função de apóstolos. No entanto, esse movimento eventualmente perdeu forças. Quando refletimos sobre o que aconteceu, naqueles dias, nos deparamos com frases tais como: “Chuva serôdia”, “Movimento de restauração”, “Evangelismo de libertação”, ou “Movimento pastoral”, entre outros. Os líderes destes movimentos tiveram grandes expectativas e realmente criam que o que eles começavam reformaria a igreja, mas apesar de todos os intentos e bons propósitos, isto não aconteceu. A maior parte destes movimentos de Deus, que surgiram logo após a Segunda Guerra Mundial, hoje já não existem, e os poucos que ainda subsistem têm muito pouca influência.No entanto, os líderes destes movimentos foram verdadeiramente pioneiros. Esclareçamos este ponto: os movimentos apostólicos que surgiram após a Segunda Guerra Mundial foram obra de Deus e foram gloriosos! Muitas pessoas foram salvas, curadas, libertas, discipuladas e algumas, inclusive, enviadas para missões. Mas muitos destes pioneiros, que lideraram estes movimentos, cometeram erros e não teriam que chamar tanto a atenção, já que cometer erros faz parte do fato de ser pioneiro em algo. Pensemos por um minuto nos pioneiros que conquistaram a parte oeste dos Estados Unidos. Eles também cometeram erros. Mataram muitos búfalos, não cumpriram as promessas que fizeram aos indígenas, arruinaram solos férteis para cultivos, etc. Mas apesar de seus erros, foram aqueles que prepararam o terreno para que os Estados Unidos fossem o país que são hoje, e realmente os admiramos por isso. Reajamos da mesma maneira com os líderes cristãos de cinqüenta anos atrás! Eles foram os pioneiros que moldaram os odres e foram parte fundamental para que o Corpo de Cristo fosse abençoado hoje.Intercessores, Profetas e Apóstolos.Ainda que o esforço destes líderes tenha perdido forças, não se desvaneceu completamente. No começo da década de 1990, Deus voltou a falar à Igreja acerca da restauração da função de apóstolo. Desta vez, o processo foi diferente. Foi mais gradual e envolveu os intercessores e os profetas. A década de 1970 trouxe consigo o início de um enorme movimento global de oração que hoje ainda observamos. Como parte desse movimento, o Corpo de Cristo começou a aceitar os dons e as funções dos intercessores. 

Na década de 1970 e também na de 80, era incomum, inclusive raro, que as igrejas reconhecessem alguns de seus membros como “seus intercessores”, mas graças a Deus, hoje isso já não acontece. Atualmente, as igrejas “raras” são precisamente aquelas que não reconhecem a existência dos intercessores.Durante a década de 80, os dons e funções de profeta ressurgiram nas igrejas. Isto não significa que os profetas estiveram ausentes durante os anos — e inclusive séculos — anteriores, mas que foi nessa época quando um setor muito mais amplo da igreja compreendeu e reconheceu o ministério. 

Os profetas ganharam reconhecimento público, durante a década de 90, e hoje, mesmo que ainda esteja longe de ser perfeito, este ministério é amplamente aceito e valorizado nas igrejas.Ao meditarmos sobre essa época, creio que podemos disce ir e chegar a entender a lógica que Deus utilizou, ao permitir que os intercessores e profetas aparecessem em cena antes dos apóstolos. O papel dos intercessores é essencial para encher o vazio e permitir as comunicações entre o Céu e a Terra. Quando isto acontece e a voz de Deus pode ser ouvida de maneira mais clara, começa a função dos profetas. Estes recebem as mensagens que Deus envia ao Seu povo. Em seguida, os apóstolos trabalham juntos com os profetas e realizam a sua missão: implementar o que Deus quer que seja feito na Terra em um determinado momento.À margem disto, é possível que um dos maiores obstáculos que este movimento apostólico teve — após a Segunda Guerra Mundial — foi o fato de os intercessores e profetas não terem aberto adequadamente o caminho aos apóstolos.Uma Nova Missão na Década de 1990. O que escrevo acerca dos esforços dos pioneiros, eu o sei através de comentários de terceiros. 

Eu sou um ministro cristão desde o ano de 1955. Naqueles dias, os círculos evangélicos tradicionais nos quais me movia, não conheciam quase nada acerca dos apóstolos e de evangelistas com dom de cura, e o pouco que ouvia deles, enquanto estava no seminário, nos começos da década de 50, os relegavam ao lugar do “setor mais fanático”. Eu não estava muito a par do que fazia o movimento apostólico até o ano de 1993. Neste ano, recebi uma nova missão por parte de Deus que me dizia que a minha prioridade devia ser levantar um ministério apostólico. Não passou muito tempo desde então!Reto ando-nos a questão do tempo, façamos as contas: a última metade do séc. XX, que começa logo após a Segunda Guerra Mundial, corresponde a somente 3% de toda a história cristã!O tempo transcorrido desde o ressurgimento desta idéia, no início da década de 1990, representa somente A METADE de 1% da história da Igreja! A Nova Reforma Apostólica é muito recente, mas também é muito sólida e creio que não perderá forças!Alguns Discordam .Sabemos que alguns podem não estar de acordo com isto. Voltemos aos pioneiros da Segunda Guerra Mundial: muitos líderes cristãos respeitados, naquele tempo, tomaram posição pública contra o renascente movimento apostólico. Cada vez que os líderes apostólicos cometiam algum erro — ainda que devemos reconhecer que alguns deles não terminaram bem — seus oponentes estavam prontos para lhes dizer: “Eu te disse que isto aconteceria!” Suspeito que a principal razão pela qual o movimento que teve lugar depois da Segunda Guerra Mundial não alcançou o êxito esperado foi a crítica, baseada quase em sua totalidade em fatos empíricos, que usavam como sendo provas muito contundentes para negar as evidências desta restauração.Ainda hoje, encontramos contínuas críticas à Nova Reforma Apostólica. Tomemos o exemplo de Vinson Synan. Poucos podem negar que ele é o principal historiador do Movimento Pentecostal/Carismático da atualidade. Seu livro, The Century of the Holy Spirit (O século do Espírito Santo) publicado pela editora Thomas Nelson, é um livro muito conhecido. A grande estima que sinto por Vinson é precisamente o que me leva a escolhê-lo como um representante contemporâneo do que poderíamos chamar “a oposição”. Vinson escreveu: “É axiomático dizer que quem se diz um apóstolo provavelmente não o seja. Um apóstolo não é alguém autodesignado ou escolhido por uma organização eclesiástica, mas é escolhido por Deus”.[2]As Assembléias de Deus dos Estados Unidos, uma das organizações cristãs mais respeitadas da atualidade, é ainda mais firme em sua oposição à Nova Reforma Apostólica. Logo após a Segunda Guerra Mundial, o Conselho Geral das Assembléias de Deus decretou, em 1949, que “o ensino atual de que a igreja é edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas é errado.”[3] Esta opinião foi reiterada no ano 2000. A denominação declarou que “dizer que os apóstolos e profetas deveriam dirigir o ministério da igreja é um ‘desvio do que a Bíblia diz’ e é ‘um ensino errado’.”[4]Este Movimento se Dissipará?A razão pela qual apresento estas críticas — e devo esclarecer que não são as únicas, já que tenho mais em meus arquivos — é para responder se o presente movimento apostólico corre perigo de se dissipar, como o seu antecessor. Pessoalmente, não creio que isto acontecerá e para fazer esta afirmação me baseio nas quatro observações seguintes:
1.      Temos aprendido com os erros que os pioneiros do movimento cometeram, e estamos decididos a não repeti-los;
2.      Este movimento está respaldado pelo ministério de intercessores e profetas, que hoje formam parte do processo de tecer esta restauração;
3.      A crescente bibliografia disponível sobre os distintos aspectos do ministério apostólico, que começou a aparecer na década de 90, é impressionante. Os autores destes livros criam um sólido fundamento bíblico, histórico e teológico para este movimento;
4.      O crescimento da responsabilidade apostólica, graças à formação de muitas unidades apostólicas, que compartilham a tarefa de cuidar e velar por seu ministério e seu caráter.
Segundo minha visão, Deus deu à Sua Igreja um novo odre e derramará o vinho novo em um futuro próximo.
* Capítulo 1 do precioso e necessário livro para este tempo: APÓSTLES EN LA IGLESIA DE HOY — Esfera de Autoridade e restauração do ministério apostólico no novo mover de Deus Editorial PENIEL — Buenos Aires – Argentina.
**C.Peter Wagner: É Reitor do Instituto de Liderança Wagner, e preside a Coalização Inte acional de Apóstolos. Foi missionário durante vários anos na América do Sul e respeitado professor do Seminário Teológico Fuller, nos Estados Unidos, por mais de 30 anos. É um dos apóstolos-mestres mais estratégicos que o Senhor tem restaurado nos últimos anos. Escreveu mais de cinqüenta livros importantíssimos para o Corpo de Cristo, sendo a maioria deles traduzidos para vários idiomas. Muitos estão em português, especialmente a série “Guerreiros de Oração”.
[1]J. Wilbur Chapman, The Life Work of Dwigh L.Moody: presented to the Christan World a Tribute of the Memory of the Greatest Apostle of the Age (Chicago IL: J.S. Goodman & Co, 1900).
[2]Vinson Synan, “Who are the mode apostles?” Ministries Today. Marzo-abril de 1992, página 47.
[3] 1949 — Minutes of the General Council of the Asssemblies of God. Resoloción No 7. “The New Order of the Alter Rain.”
[4]“Endtime Revival— Spirit-Led and Spirit Controlled: A Response Paper to Resolution 16”, Aceptado por el Presbitério Genral, Consejo General de lãs Asambleas de Dios, 11 de agosto de 2000, página 2.

A História de um Grande Despertamento

No vilarejo de Northampton, Massachusetts (na época uma das 13 colônias inglesas na América do Norte), um ministro Congregacional, de toga preta, ajoelhou-se em oração.
Pesava sobre ele a condição dos 1.100 habitantes daquele lugar, contaminados fatalmente, segundo cria, com a doença espiritual da época.
Em poucos instantes, ele estaria no púlpito. O que ele deveria fazer? Oferecer a segurança confortante da “eleição [predestinação]” que o povo queria ouvir? Ou proclamar o que realmente acreditava: que se não experimentassem, de forma definida, um novo nascimento pela fé em Jesus Cristo estariam caminhando diretamente para o inferno?
A decisão foi tomada. O homem esguio, de rosto magro, levantou-se, ajeitou sua peruca e dirigiu-se para o santuário da igreja.
Aquele dia, em 1734, marcou o início do que seria, sob muitos aspectos, o avivamento mais extraordinário na história da América do Norte. Nunca houvera nada semelhante anteriormente. Tampouco aconteceu algo comparável desde então.
Cenário Religioso antes do Avivamento
As condições que impeliram Jonathan Edwards a se colocar de joelhos naquele domingo eram, de fato, muito negras. A geração temente a Deus que viera originalmente para se estabelecer na região já não existia mais. A nova geração era bem diferente. Imoralidade, devassidão, interesses egoístas imperavam. Poucos se interessavam pela vida do porvir. Mesmo aqueles que ainda se apegavam às aparências exteriores da religião haviam perdido a essência dela.
O rol de membros das igrejas minguava cada vez mais. As condições estavam tão críticas em 1662 que os principais ministros das igrejas em Massachusetts resolveram tomar uma medida para ajudar, mas que, pelo contrário, piorou a situação ainda mais. Adotaram algo que chamavam a “Aliança de Meio-Termo”. As pessoas que não podiam confessar que nasceram de novo ainda poderiam levar seus filhos para serem batizados – desde que concordassem com a fé doutrinária da igreja e não tivessem “comportamento escandaloso”. Quando os filhos crescessem, se também não pudessem testificar que eram convertidos seriam privados de apenas um privilégio: participar da Ceia do Senhor.
Esses membros de “meio-termo” logo passaram a ser mais numerosos do que aqueles que estavam em plena comunhão. Era até socialmente aceitável ser membro de meio-termo. Para que se dar ao trabalho de ser um membro cem por cento?
Com o passar do tempo, a barreira para a Ceia do Senhor caiu também. E, logo, logo, os partidários da Aliança de Meio-termo estavam fazendo parte do ministério da igreja.
Havia ainda um remanescente de pessoas tementes a Deus. Estes logo perceberam que a Aliança de Meio-termo havia sido um terrível erro. Algo cataclísmico seria necessário para evitar que a trêmula chama do cristianismo vivo se apagasse por completo.
Deus Encontra um Homem
Como geralmente faz, Deus procurou um homem para destravar as janelas das igrejas entenebrecidas e permitir a entrada de luz divina. Nesse caso, o homem que encontrou foi Jonathan Edwards.
Filho de pastor, Edwards tivera uma inclinação religiosa desde pequeno. Quando garoto, passava horas na mata observando a natureza. Escreveu um ensaio sobre a aranha voadora que até hoje é tido em alta estima. Construiu uma casa na árvore para orar com seus amigos.
Seus questionamentos começaram cedo também. Que tipo de Deus é o Deus da criação? Como aceitar as doutrinas severas da predestinação e da soberania de Deus?
As lutas interiores continuaram durante seu tempo de estudante na Universidade de Yale. Quase arruinaram sua saúde. De maneira agonizante, procurava persistentemente encontrar certeza de salvação. Dia após dia, buscava a Deus. Parecia que não estava chegando a lugar algum. Finalmente chegou a este texto na epístola de Paulo a Timóteo: “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém” (1 Tm 1.17).
Através dessa única frase, Edwards foi conduzido a “uma nova percepção das coisas” – um senso da glória e da presença de Deus diferente de qualquer experiência que tivera até então. Ansiava ser “arrebatado a Deus no céu para ser tragado, por assim dizer, por ele para sempre”.
A partir daí, alcançou a paz. Foi o início de uma nova vida de submissão a Deus – que ao mesmo tempo era um Deus de amor e um Deus de justiça.
Assumindo o Ministério Pastoral
Cinco anos depois de completar seus estudos teológicos, ele aceitou o pastorado da Igreja Congregacional de Northampton, Massachusetts. O antecessor fora seu avô, Samuel Stoddard.
Stoddard era o homem que primeiro abrira o caminho da Ceia do Senhor aos não-convertidos, com a única condição de que não fossem “escandalosos” no seu comportamento. “Deixem que venham à Mesa do Senhor”, ele argumentava. “Pode ser que sejam ajudados.” A “deixa de Stoddard” logo passou a ser praxe na maioria das igrejas na Nova Inglaterra.
Edwards ficou cada vez mais preocupado com a condição espiritual dos membros de sua paróquia. Em 1734, começou uma série de pregações sobre “Justificação pela fé somente”. Nelas, destruiu, uma por uma, as esperanças de vida eterna que tantos ali alimentavam. Sua moralidade, seu status de membro de igreja através da Aliança de Meio-termo, sua participação da Ceia do Senhor – nada disso tinha valor algum. Edwards os fez enxergar que Deus não lhes dera coisa alguma para fazer antes de chegar a Jesus pela fé; todas as suas obras anteriores eram inaceitáveis à sua vista.
Sem dar trégua alguma na seqüência de pregações inquietantes, Edwards martelava nas mentes e corações dos ouvintes uma visão da assombrosa soberania de Deus. Não havia outro recurso senão se lançarem à misericórdia de Deus, que já lhes revelara sua bondade magnânima em dar o Filho para morrer no seu lugar.
Não eram meros discursos gerais sobre teologia. Ele apontava implacavelmente pecados específicos, comuns naquele vilarejo. “Quantos tipos de maldade existem?”, ele perguntava. E dava, ele mesmo, os nomes: irreverência na casa de Deus, desrespeito ao dia do Senhor, negligência de oração em família, desobediência aos pais, rixas, ganância, sensualidade, rancor e inimizade com o próximo. Todos os pecados ocultos eram trazidos à luz, à vista de todos.
O Espírito Santo usava os gumes afiados das pregações para cortar fundo. As pessoas não conseguiam dormir aos domingos. No dia seguinte, não falavam de outro assunto senão a reviravolta surpreendente que vinha do púlpito.
Primeiras Conversões
Foi em dezembro daquele ano que chegaram as primeiras conversões. Cinco ou seis pessoas tiveram experiências convincentes – entre elas uma jovem mulher muito conhecida como “acompanhante”. A notícia de sua conversão atingiu os corações dos jovens, e de muitos outros em toda a cidade, como raio.
“Logo depois disso”, escreveu Edwards em Narrative of Surprising Conversions (Narrativa de Conversões Surpreendentes), “uma grande e intensa preocupação com assuntos religiosos e o mundo por vir espalhou-se por todas as partes da cidade, entre pessoas de todos os níveis e idades; o ruído no meio dos ossos secos cresceu mais e mais em volume; todos os outros assuntos desapareceram das conversas, permanecendo apenas os que se relacionavam com coisas espirituais e eternas.”
As pessoas se reuniam em suas casas para orar. Os comerciantes fechavam suas lojas. Os cultos públicos eram “muito lindos, a congregação totalmente atenta e despertada na adoração a Deus, todos intensamente focados no que estavam fazendo, cada ouvinte ansioso para absorver a pregação, palavra por palavra”.
Lágrimas fluíam – algumas de tristeza e angústia, outras de alegria e amor, outras ainda de compaixão e preocupação com a condição espiritual dos que estavam por perto. Dia e noite, pessoas chegavam à casa paroquial para trazer notícias da própria conversão ou para procurar ajuda do pastor.
Cem pessoas foram recebidas como membros antes do culto seguinte de Santa Ceia. Em seis meses, 300 pessoas haviam se convertido em Northampton (de uma população de 1.100). Logo o avivamento alastrou-se para outras vilas e cidades. Em breve, por volta de 100 comunidades foram afetadas.
Um Novo Tição
Em maio de 1735, o avivamento estava começando a perder o ardor; mesmo no seu auge, porém, havia sido apenas uma fagulha em comparação com o que estava por vir quando George Whitefield, colega dos irmãos Wesley na Inglaterra, com apenas 25 anos de idade, irrompeu como vulcão no cenário.
Edwards ateou o primeiro fogo do avivamento; George Whitefield soprou as chamas até ficarem incandescentes e as espalhou por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias do sul. Edwards era o fósforo, Whitefield a gasolina.
Edwards era alto, magro, ponderado. Whitefield, de altura mediana, saltava e pulava quando pregava, como se tivesse molas no lugar das pernas. Edwards falava com intensidade, porém sem alterar o volume, os tons afinados da sua voz chegando até os cantos mais remotos das galerias. Whitefield atirava verdades bíblicas com sua voz de trovão, enquanto seus olhos lampejavam (um deles parcialmente fechado, seqüela de sarampo).
As pregações de Edwards eram obras primas de raciocínio teológico. Ele edificava uma verdade sobre a outra até que o peso acumulado penetrava seus ouvintes como se fosse impelido por um bate-estaca. Já os discursos de Whitefield, sem grandes destaques do ponto de vista teológico, tinham o efeito de um forcado candente introduzido numa bacia de manteiga.
Os dois, porém, tinham uma coisa em comum: a convicção de que o Evangelho conclama a tomar uma decisão pessoal que resulte na transformação de um indivíduo comum em uma nova criatura.
Pregação Poderosa
O poder peculiar de Edwards estava na sua habilidade de pintar quadros com palavras. Seu objetivo era tornar o céu e o inferno, seus deleites e terrores, tão reais como se alguém estivesse apontando para eles num atlas ilustrado.
No seu mais famoso sermão, “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, ele comparou o pecador a uma aranha ou inseto nojento, suspenso acima das chamas. “Você está suspenso por uma linha tênue, com as chamas da cólera divina lampejando à sua volta, prontas a cada instante a chamuscar e a queimar essa linha por completo. E você continua sem nada em que se agarrar para se salvar, nada que possa afastar as chamas da cólera divina, nada que você possua, nada que tenha feito em toda sua vida ou que possa vir a fazer, que consiga persuadir o Senhor a poupar sua vida por um minuto sequer.”
Inconscientemente, as pessoas se agarravam às colunas e aos bancos para não caírem no abismo. Um outro pastor que estava na plataforma puxou a toga de Edwards, exclamando: “Sr. Edwards, Sr Edwards, Deus não é um Deus de misericórdia?”
De fato, Edwards não pregava somente a respeito de fogo e enxofre do inferno; ele pintava quadros igualmente vívidos do amor e da misericórdia de Deus, e da beleza do céu.
Whitefield, por outro lado, acreditava em usar a potência de sua voz. “Admiro aqueles que trovejam a Palavra”, ele disse certa vez. “O mundo cristão está sob o efeito de profunda sonolência. Só uma voz poderosa será capaz de despertá-lo.”
Sua dicção era impecável. David Garrick, famoso ator shakespeariano, certa vez afirmou que se Whitefield estivesse no palco, conseguiria fazer uma platéia chorar ou estremecer só proferindo esta única palavra “Oh!”.
Benjamin Franklin, que o ouvia pregar freqüentemente, declarou que “cada entonação, cada ênfase, cada modulação da voz era tão perfeitamente afinada e bem empregada que, mesmo sem ter particular interesse no assunto, o ouvinte não podia deixar de sentir prazer no discurso”.
Whitefield também sabia pintar quadros. Certa vez comparou o pecador a um mendigo cego e incapaz vagueando à beira de um precipício. Enquanto anda, tropeçando, seu cajado escorrega de suas mãos e cai no abismo. Inconsciente do perigo, ele se abaixa para pegá-lo. Arrebatado pela dramaticidade da cena, alguém do meio da audiência exclamou: “Ele se foi! Ele se foi!”.
A Chegada de Whitefield
Quando o povo de Nova Inglaterra soube que Whitefield estava chegando, houve grande expectativa. Avivamentos esporádicos ainda estavam em andamento, mas parecia que todos agora seguravam o fôlego, aguardando a vinda desse jovem que estava sacudindo a Inglaterra.
Na Filadélfia, sua primeira parada depois de fundar um orfanato na Geórgia, ele falou para milhares de pessoas a partir da galeria de um tribunal na Rua Market. Cada palavra foi ouvida distintamente, disseram depois, por marinheiros a bordo de uma escuna ancorada no cais, a uns 150 metros de distância.
De 1738 a 1770, Whitefield fez sete viagens para a América, pregando desde Geórgia no sul a New Hampshire e Maine no norte. Em um período de 75 dias, ele pregou 175 vezes e atravessou mais de 1.200 quilômetros. Pregava em templos, em barracões, em campos, de cima de carroções. Em todo lugar via-se a mesma coisa: pessoas, com convicção de pecados, impelidas ao pé da cruz.
Em nenhuma das pregações eram feitos “apelos”. Whitefield simplesmente pregava e depois esperava que o Espírito agisse. Não havia conselheiros nem cartões de decisão para serem preenchidos. Quando as pessoas se convertiam, levantavam-se ansiosos para contar o que ocorrera, ou se manifestavam depois.
Em Whiteclay Creek, NJ, alguns milhares de pessoas se reuniram. Whitefield sentiu tocado por Deus para cantar “com inefável consolo” um hino baseado no Salmo 23. Quando chegou às palavras: “Diante dos meus inimigos, para mim ele prepara uma mesa”, houve um mover que derreteu as pessoas; o poder foi aumentando mais e mais até que a grande maioria da congregação foi fortemente comovida.
Enquanto pregava de cima de um carroção em outra cidade, Whitefield observou um garotinho chorando como se seu coraçãozinho fosse se partir. Whitefield interrompeu seu discurso e pediu para trazer o garoto e colocá-lo no carroção. Ele declarou que como os adultos e mais idosos, que se diziam cristãos, não clamavam por Jesus, esse garoto pregaria para eles. “Deus abençoou isso de tal forma”, testificou Whitefield, “que uma convicção universal caiu sobre a congregação outra vez. Mais pessoas caíram ao chão aqui e acolá, e o clamor aumentou ainda mais.”
Pastores ordenados estavam entre os convertidos. Em Connecticut, num jantar com pastores, Whitefield denunciou vigorosamente a prática de consagrar pessoas não-convertidas para o ministério. Dois pastores, com lágrimas, confessaram publicamente que haviam imposto as mãos sobre candidatos, sem ao menos perguntar se eram nascidos de Deus.
Depois do jantar, um pastor idoso chamou Whitefield à parte. Falando com dificuldade, no meio das lágrimas, ele disse: “Tenho sido um estudioso da Palavra e prego as doutrinas da graça há muito tempo. Contudo creio que nunca experimentei o poder delas na minha própria vida”.
Manifestações Estranhas
À medida que o avivamento continuava ardendo, coisas estranhas começaram a acontecer. As pessoas entravam em transe, tinham visões. Eram tomadas por contrações musculares violentas chamadas “espasmos” ou “tremores” (“the jerks”, em inglês). Pessoas leigas começavam a pregar no impulso do momento, sem preparação, motivadas, segundo diziam, por “toques” do Espírito Santo.
Depois de uma pregação em Connecticut, muitos tiveram seu semblante alterado, os pensamentos pareciam perturbar-lhes de tal forma que as juntas das pernas se soltavam e os joelhos batiam um contra o outro. Um grande número de pessoas clamava em alta voz, com profunda angústia de alma. Alguns homens fortes caíram como se um canhão houvesse alvejado seu coração. Outros não conseguiam nem se levantar e tiveram de ser levados embora.
No princípio, os pastores hesitaram, com medo de tomar alguma medida sobre as desordens. Temiam que pudessem impedir o avivamento. Logo, porém, ficou claro que teriam de fazer alguma coisa. As pessoas começavam a dar atenção aos fenômenos físicos, buscando a experiência ou até induzindo-a, reduzindo a religião a mera agitação física e emotiva. Alguns chegaram ao extremo de afirmar que manifestações no corpo teriam de acompanhar verdadeiras conversões. Outros aconselhavam os recém-convertidos a se separarem das igrejas “misturadas”. Achavam que o Evangelho poderia ser pregado melhor por pessoas leigas, sem instrução formal.
Jonathan Edwards tornou-se, mais uma vez, uma peça chave no avivamento. Em duas obras escritas, deu um parecer ponderado e equilibrado a respeito das manifestações emocionais. Embora as visse com profunda preocupação, insistiu que poderia haver uma conexão válida entre tais manifestações e a presença incomum do poder de Deus.
Entretanto, ele argumentava, não devemos avaliar o avivamento por essas coisas. Devemos olhar para a obra como um todo, a qual, sem dúvida, era de Deus. Esperar para ver uma obra de Deus sem dificuldades ou pedras de tropeço, dizia, era como o tolo ao lado de um rio que fica esperando toda a água acabar de passar.
Numa terceira obra, escrita algum tempo depois, Edwards continuou a analisar essa questão, reafirmando sua convicção de que a conversão é inegavelmente uma experiência emocional. Embora o intelecto tenha uma parte, os sentimentos, não os pensamentos, são a porta para o conhecimento de Deus. A natureza das manifestações exteriores não é importante. O que importa, segundo ele, é se indicam ou não uma transformação interior que não se dissipará quando os primeiros efeitos do vulcão emocional desaparecerem.
A argumentação de Edwards foi tão consistente que seus tratados têm recebido o crédito de ser o principal fator que levou repentinas conversões religiosas a serem aceitas pelas igrejas como intelectualmente respeitáveis e biblicamente bem fundamentadas.
Edwards também não deu apoio aos que tentavam tirar os convertidos das igrejas existentes. Em outro tratado, ele expôs o seguinte princípio central: as Escrituras não reconhecem dois tipos de cristãos. Só existe um tipo: aqueles que professam uma renovação de coração, além de conhecimento de doutrina e vida decente. Não era necessário definir exatamente que tipo de experiência interior era válido, nem saber, obrigatoriamente, o dia e a hora em que a conversão ocorrera.
Resultados
As controvérsias não atolaram o avivamento. Pelo contrário, pode-se dizer que eram uma de suas evidências. Mostravam que o povo estava despertado e incomodado. O avivamento abala o status quo. As coisas não continuam como sempre. Satanás faz oposição. E até aqueles que foram usados por Deus correm perigo de se tornarem orgulhosos, arrogantes, precipitados. O importante foi que Satanás não conseguiu impedir o avivamento. As últimas fagulhas do avivamento só foram se apagar perto de 1760, mais de vinte anos depois.
Quais foram os seus resultados?
O mais óbvio e visível foi a colheita de almas. As estimativas vão de 25.000 a 50.000 convertidos. Como a população inteira da Nova Inglaterra na época não passava de 340.000, seria comparável à conversão de 25 milhões de pessoas na mesma região hoje.
Outros resultados imediatos: o despertamento exterminou a idéia (pelo menos por um século) de que pessoas não-convertidas pudessem ser ordenadas ao ministério. Avançou a causa de missões entre os índios norte-americanos. O ministério de evangelistas itinerantes recebeu forte impulso.
A médio prazo, representou um fortalecimento da Igreja contra a investida de cepticismo e racionalismo que logo viria da Europa. Lançou firmes fundamentos cristãos que permaneceriam por longo tempo nas raízes da sociedade dessa nação (que se organizou como país independente poucos anos depois).
Acima de tudo, o Grande Despertamento revitalizou a experiência espiritual do homem comum. O cristianismo tornou-se mais uma vez algo pessoal e importante para ele. Com muita clareza e impacto, ele pôde perceber que não havia salvação sem a experiência de novo nascimento por meio de Cristo Jesus.
Extraído de “America’s Great Revivals” (Os Grandes Avivamentos da América), publicado em Sunday Magazine, por Bethany House Publishers.

www.oarautodasuavinda.com.br

O Coração que Deus Reaviva

 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado;
coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus"  (Sl 51.17).

          Pessoas Orgulhosas...
-  Focalizam nas falhas dos outros;
- Têm um espírito crítico; vêem as falhas dos outros com microscópio, enquanto vêem as próprias
 com telescópio;
- Possuem senso de justiça própria; consideram-se superiores aos outros;
 -Têm um espírito independente, auto-suficiente;
- Precisam provar a todos que estão com a razão;
- Reivindicam seus direitos e são exigentes sobre eles;
- São defensores de seu tempo, seus direitos e sua  reputação;
- Desejam ser servidas;
 - Desejam ser bem-sucedidas;
 - Procuram se autopromover.
- Sentem grande necessidade de ser reconhecidase valorizadas;
- Pensam no seu subconsciente: "Esta igreja (ministério) é privilegiada por contar comigo e com meus dons";
- Sentem confiança naquilo que conhecem;
- Estão sempre preocupadas consigo mesmas;
- Mantêm distância dos outros;
- São rápidas para culpar os outros;
- São inacessíveis ou defensivas quando criticadas;
- Preocupam-se com sua reputação, com o que os outros  pensam; esforçam-se para proteger sua imagem;
 - Acham difícil dividir suas necessidades espirituais  com os outros;
- Quando pecam, querem garantir que ninguém descubra o que fizeram; seu instinto é encobrir;
- Têm muita dificuldade em dizer: "Eu errei; você pode me perdoar?"
- Sua tendência é falar em termos gerais, na hora deconfessar pecados ou fraquezas;
- Preocupam-se com as conseqüências dos seus pecados;
- Sentem remorso pelo pecado, lamentam o fato de terem sido descobertos;
- Esperam que o outro venha e peça perdão quando há desentendimento ou conflito em relacionamentos;
- Comparam-se com outros e sentem que os outros lhe devem honra;
- Estão cegos quanto à sua verdadeira condição de coração;
- Não acham que precisam se arrepender de nada;
- Não acham que precisam de avivamento, emboratenham certeza de que todos os outros precisam;

 Pessoas Quebrantadas...
- Sentem-se inundadas com a percepção da sua própria necessidade espiritual;
- Têm um espírito compassivo; perdoam porque sabem o quanto elas próprias foram perdoadas;
- Estimam a todos os outros como superiores a  si próprias;
- Têm um espírito dependente; reconhecem sua  necessidade de outros;
- Estão dispostos a ceder seu direito de ter razão;
- Cedem seus direitos; possuem um espírito manso;
- Negam a si próprios;
- São motivadas a servir os outros;
- São motivadas a serem fiéis e a contribuírem para  o sucesso dos outros;
- Desejam promover os outros;
- Sentem-se profundamente indignas; alegram-se por serem usadas por Deus assim mesmo;
- Sua atitude de coração diz: "Nem sou digno a participar  deste ministério". Sabem que nada têm a oferecer a
Deus senão a vida de Jesus fluindo através de suas vidas  quebradas;
- Sentem-se humilhados por ainda terem de aprendertanta coisa;
- Não estão preocupadas consigo mesmas;
- Estão dispostas a correr o risco de se aproximarem  de outros e de amarem os outros com mais intimidade;
- Aceitam responsabilidade pessoal e conseguem enxergar  onde erraram em determinada situação;
- Recebem crítica com espírito humilde e aberto;
- Estão preocupadas com o que é real; o que lhes  importa não é o que os outros pensam, mas o que Deus
 sabe a seu respeito. Estão dispostas a sacrificar sua  própria reputação;
- Estão dispostas a serem abertas e transparentes comoutros conforme Deus dirigir;
- Depois de quebradas (ou humilhadas), não importam sobre quem fica sabendo ou quem vai descobrir; estão
 dispostas a serem expostas porque nada têm a perder;
- Admitem que erraram sem demora e buscam perdão quando necessário;
- Conseguem admitir detalhes específicos na hora de  confessar pecado;
- Sentem tristeza pela causa, pela raiz do seu pecado;
- São verdadeiramente arrependidas sobre seu pecado, e dão evidência disso através de abandonarem aquele pecado;
- Tomam a iniciativa de se reconciliarem quando houverdesentendimento ou conflito em seus relacionamentos;
correm para a cruz e procuram chegar lá primeiro, indiferente do erro ou culpa da outra parte;
- Comparam-se à santidade de Deus e sentem necessidade profunda pela sua misericórdia;
- Andam na luz;
- Reconhecem que precisam continuamente de  arrependimento de coração.;
- Sentem continuamente sua necessidade por novo  encontro com Deus e por novo enchimento do seu Espírito Santo;

 Fonte: Nancy Leigh DeMoss